Rajadas chegaram a quase 58 km/h durante a noite de sexta-feira (11); cerca de 1,8 mil imóveis ficaram sem energia no impacto inicial da tempestade
ATUALIZAÇÃO — 12 de setembro de 2026: A Prefeitura de Maringá divulgou um novo balanço dos estragos. Inicialmente, a Defesa Civil havia contabilizado 18 quedas de árvores. Posteriormente, o levantamento municipal passou a indicar mais de 35 ocorrências em diferentes pontos da cidade.
MARINGÁ — O temporal que atingiu Maringá na noite desta sexta-feira (11) derrubou mais de 35 árvores e mobilizou mais de 200 servidores municipais. Além disso, aproximadamente 1,8 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica após árvores e galhos atingirem a rede de distribuição.
Segundo o novo balanço da Prefeitura, as rajadas de vento chegaram a quase 58 km/h. Ao mesmo tempo, o Simepar registrou aproximadamente 11,7 milímetros de chuva, concentrados por volta das 23h.
Desde a passagem da tempestade, equipes trabalham na retirada de árvores, na desobstrução das vias e na limpeza dos pontos atingidos. Portanto, o balanço poderá mudar novamente conforme as vistorias avancem.
Consulte o novo balanço oficial da Prefeitura de Maringá
Resumo do que você vai encontrar
Nesta reportagem, você confere o novo balanço das quedas de árvores, a intensidade da chuva e do vento e o impacto inicial sobre o fornecimento de energia. Além disso, o conteúdo apresenta os canais para solicitar atendimento e os cuidados necessários perto de fios rompidos.
Balanço passa de 18 para mais de 35 árvores
O primeiro levantamento da Defesa Civil apontava 18 quedas de árvores. No entanto, depois das vistorias e do recebimento de novos chamados, a Prefeitura atualizou o total para mais de 35 ocorrências.
As quedas aconteceram em diferentes regiões de Maringá. Entre os locais citados, aparecem as avenidas Cerro Azul, Doutor Alexandre Rasgulaeff e Sophia Rasgulaeff.
Árvores e galhos bloquearam trechos das vias e atingiram componentes da rede elétrica. Por isso, algumas ocorrências exigem atuação conjunta das equipes municipais e da Copel.
Até esta atualização, a administração municipal não havia divulgado uma relação completa dos bairros afetados. Dessa forma, ainda não é possível apontar qual região da cidade concentrou o maior número de quedas.
Mais de 200 servidores atuam na recuperação
A Prefeitura mobilizou mais de 200 servidores das secretarias de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Defesa Civil. Desde então, as equipes atuam na retirada de árvores, na limpeza das áreas atingidas e na liberação de ruas e avenidas.
Os trabalhos começaram logo após a tempestade. Em seguida, durante a manhã deste sábado (12), o município intensificou as ações.
Servidores também realizam vistorias e avaliam estruturas danificadas. Além disso, as equipes municipais prestam apoio nos locais onde árvores atingiram a rede elétrica.
De acordo com a Prefeitura, o trabalho continuará enquanto houver necessidade. Assim, o número de ocorrências atendidas poderá aumentar ao longo do dia.
Ventos chegaram a quase 58 km/h
Dados divulgados pelo município, com base no Simepar, indicam rajadas de aproximadamente 58 km/h. Além do vento, Maringá registrou cerca de 11,7 milímetros de chuva, concentrados por volta das 23h.
Embora o volume não pareça elevado quando analisado isoladamente, a chuva ocorreu junto com fortes rajadas. Como consequência, árvores caíram, vias ficaram obstruídas e partes da rede elétrica sofreram avarias.
Antes da tempestade, a Defesa Civil havia emitido um alerta de risco muito alto para a região. Na ocasião, o aviso indicava possibilidade de chuva intensa, rajadas e outros eventos severos.
Relembre a previsão de chuva e vento para Maringá
Cerca de 1,8 mil imóveis ficaram sem energia
No impacto inicial da tempestade, cerca de 1,8 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica em Maringá. Contudo, esse total não significa que todas essas unidades continuem sem fornecimento.
As equipes avançam nos reparos ao longo do dia. Por esse motivo, moradores que ainda enfrentam interrupções devem registrar a falta de energia nos canais oficiais.
A comunicação ajuda a Copel a localizar cada ocorrência. Dessa maneira, a companhia pode organizar o atendimento conforme os danos encontrados na rede.
Consulte os serviços e comunique falta de energia pelo site da Copel
Além do site, a companhia recebe solicitações pelo telefone 0800 51 00 116 e pelo WhatsApp (41) 3013-8973. Da mesma forma, o consumidor pode utilizar o aplicativo da Copel ou enviar um SMS para 28593, com as letras “SL” seguidas do número da unidade consumidora.
Total estadual não representa apenas Maringá
Em boletim divulgado às 7h30 deste sábado, a Copel informou que suas equipes trabalhavam para restabelecer o fornecimento a 54,7 mil clientes no Paraná. Entretanto, esse total reúne consumidores de diferentes municípios atingidos pelas tempestades.
O número estadual não deve, portanto, ser apresentado como se representasse exclusivamente Maringá. Na cidade, o dado disponível indica que aproximadamente 1,8 mil imóveis sofreram interrupção no impacto inicial.
Até o momento, não há um balanço oficial atualizado sobre quantas unidades continuam sem energia. Por isso, a reportagem mantém o número de 1,8 mil imóveis como impacto inicial, e não como situação atual.
Prefeitura orienta moradores a não retirar galhos
Árvores caídas podem esconder fios energizados. Por esse motivo, a Prefeitura orienta os moradores a não remover galhos ou troncos por conta própria.
A movimentação de uma árvore pode provocar novas quedas ou atingir pessoas, veículos e imóveis. Além disso, existe risco de choque elétrico quando os galhos mantêm contato com a rede.
Para solicitar a retirada, o morador deve registrar a ocorrência pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site municipal. Em seguida, será necessário selecionar a opção “Temporal”.
Acesse a Ouvidoria da Prefeitura de Maringá
O que fazer ao encontrar fios caídos
Todo fio rompido deve ser tratado como energizado, mesmo quando parece desligado. Portanto, ninguém deve tocar no cabo nem tentar afastá-lo.
Ao encontrar uma ocorrência, mantenha distância e afaste crianças e animais. Além disso, evite áreas molhadas próximas aos cabos e nunca toque em árvores encostadas na rede.
A retirada de galhos deve ficar sob responsabilidade das equipes preparadas para esse serviço. Enquanto isso, o morador precisa comunicar a ocorrência à Copel e acionar os serviços de emergência quando houver risco.
Caso um cabo caia sobre um veículo, a orientação geral é permanecer dentro dele e pedir socorro. No entanto, a saída poderá ser necessária diante de um perigo imediato, como um incêndio.
Instabilidade ainda exige atenção
O comunicado municipal indicava possibilidade de nova chuva durante este sábado (12). Por isso, a população deve continuar acompanhando os alertas meteorológicos.
Mesmo depois do temporal principal, árvores e estruturas podem permanecer instáveis. Além do mais, novas precipitações podem dificultar o trabalho das equipes.
Quem recebe alertas da Defesa Civil no celular deve observar as orientações encaminhadas. Afinal, mudanças rápidas no tempo podem exigir medidas imediatas de proteção.
Acompanhe a previsão oficial para Maringá no Simepar
Como pedir atendimento em Maringá
Ocorrências com risco à população podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo 199 ou ao Corpo de Bombeiros pelo 193. Já em emergências médicas, o telefone do Samu é 192.
A Polícia Militar atende pelo número 190, enquanto a Copel recebe chamados pelo 0800 51 00 116. Além disso, solicitações de serviços municipais podem ser registradas na Ouvidoria 156.
Ao pedir atendimento, informe o endereço completo. Em seguida, descreva se existem árvores bloqueando a passagem, postes atingidos, fios caídos ou pessoas em risco.
Maringá enfrenta sequência de temporais
O episódio desta sexta-feira ocorreu menos de uma semana depois de outro temporal atingir Maringá. No sábado anterior, dia 5, a cidade registrou alagamentos, lama e quedas de árvores.
A chuva também arrancou aproximadamente 15 metros da pista emborrachada do Parque do Ingá. Além disso, equipes precisaram atuar na limpeza de vias e no atendimento aos pontos de alagamento.
Naquele evento, o Simepar registrou ventos de até 42 km/h. Desta vez, porém, as rajadas chegaram a quase 58 km/h.
A repetição de ocorrências em curto intervalo exige atenção do poder público. Consequentemente, ganham importância a manutenção preventiva, o monitoramento das árvores e o planejamento para eventos climáticos severos.
Entenda como Maringá estruturou a Defesa Civil para eventos extremos
O que ainda precisa ser atualizado
Apesar do novo balanço, o município ainda não divulgou o número definitivo de árvores derrubadas. Além disso, permanece pendente a relação completa dos bairros e das vias atingidas.
Também não há atualização sobre quantos imóveis continuam sem energia. Da mesma forma, faltam informações sobre o prazo de normalização e a quantidade de postes danificados.
Até o momento, a Prefeitura não apresentou um balanço final de danos em casas ou veículos. Portanto, os números disponíveis ainda devem ser tratados como parciais.
O Maringá PR Notícias continuará acompanhando os comunicados oficiais. Assim que houver uma mudança relevante, esta reportagem receberá nova atualização.
Leia Também
Tempo em Maringá nesta sexta-feira tem chuva e rajadas de até 65 km/h
Após tornados no Paraná, documentos revelam como Maringá estruturou a Defesa Civil
Temporais na região de Maringá deixam casas destelhadas e mais de 100 árvores caídas
Fontes da matéria
Prefeitura de Maringá — novo balanço e mobilização das equipes
Copel — canais de atendimento e informações sobre interrupções
Simepar — previsão e monitoramento meteorológico
Ouvidoria da Prefeitura de Maringá
Defesa Civil de Maringá — balanço inicial das ocorrências.
Reportagens anteriores do Maringá PR Notícias.
Redação Maringá PR Notícias
