Apucarana registrou mais de 100 quedas de árvores e 28 casas destelhadas, enquanto Londrina contabilizou cerca de 125 destelhamentos; Campo Mourão também teve danos provocados pelo vento
Os temporais na região de Maringá deixaram árvores derrubadas, casas destelhadas, interrupções no fornecimento de energia e danos a prédios públicos entre domingo (30) e segunda-feira (31). Apucarana, Londrina e Campo Mourão estão entre os municípios atingidos, enquanto Maringá manteve equipes de sobreaviso diante da previsão de chuva forte e rajadas de vento.
O cenário, porém, melhorou durante a madrugada desta terça-feira (1º). Às 4h09, o Simepar informou que não observava mais eventos convectivos de caráter severo sobre o Paraná.
Segundo o órgão meteorológico, as áreas de chuva mais significativas já haviam se afastado do Estado. Os núcleos restantes apresentavam menor intensidade, com precipitações fracas a moderadas e sem indicativos de tempestades severas naquele momento.
Assim, a situação desta manhã é diferente daquela registrada durante os temporais que provocaram estragos em diferentes pontos do Paraná.
📊 Temporais na região de Maringá: veja os principais números
| Local | Principais registros |
|---|---|
| Apucarana | Mais de 100 ocorrências |
| Árvores em Apucarana | Mais de 100 quedas |
| Casas destelhadas em Apucarana | 28 |
| Energia em Apucarana | 4.821 unidades sem luz no momento mais crítico |
| Londrina | Cerca de 125 destelhamentos |
| Árvores em Londrina | 19 quedas |
| Campo Mourão | Pelo menos 12 árvores removidas no balanço inicial |
Os números correspondem a balanços divulgados em momentos diferentes pelos órgãos responsáveis e ainda podem sofrer atualizações.
🌳 Apucarana teve mais de 100 quedas de árvores
Entre as cidades atingidas pelos temporais na região de Maringá, Apucarana apresentou um dos balanços mais expressivos.
De acordo com o boletim oficial divulgado pela Prefeitura de Apucarana, mais de 100 ocorrências foram registradas após o temporal.
O balanço atualizado às 16h47 de segunda-feira apontava:
- mais de 100 quedas de árvores;
- 28 residências destelhadas;
- duas inundações de ruas;
- dez prédios públicos atingidos;
- duas escolas municipais com aulas suspensas;
- mais de 1.500 metros quadrados de lonas distribuídos.
Além disso, duas crianças ficaram feridas depois que a força do vento arrastou um brinquedo inflável no Loteamento de Chácaras Mate Amargo. Elas receberam atendimento do Samu e foram encaminhadas ao Hospital da Providência.
⚡ Quase 5 mil unidades ficaram sem energia em Apucarana
O temporal também atingiu a rede elétrica.
Segundo informações da Copel reproduzidas no boletim oficial do município, 4.821 unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica no momento mais crítico.
As equipes trabalharam na localização dos danos e na recomposição gradual da rede.
O Simepar registrou rajadas de até 48,2 km/h no município. Apesar de o número isoladamente não representar os ventos mais extremos observados no Paraná durante o período, os impactos locais foram significativos.
No Loteamento de Chácaras Mate Amargo, por exemplo, uma árvore caiu sobre a rede elétrica.
Por isso, a orientação é nunca se aproximar de fios caídos nem tentar retirar árvores que estejam em contato com a rede elétrica.
🏫 Temporal atingiu escolas de Apucarana
Os estragos também chegaram à rede municipal de ensino.
Na Escola Municipal Professor Idalice Moreira Prates, quatro salas tiveram o telhado arrancado juntamente com o forro.
Já na Escola Municipal Senador Marcos Freire houve destelhamento de duas salas e queda de uma parede da quadra esportiva.
Outras unidades escolares também registraram danos. A sede da Apae de Apucarana teve problemas no telhado.
Os registros mostram como um temporal pode afetar simultaneamente moradias, serviços públicos, fornecimento de energia e circulação urbana.
🏘️ Londrina contabilizou cerca de 125 destelhamentos
Os danos também foram expressivos em Londrina.
O balanço divulgado pela Defesa Civil municipal apontou aproximadamente 125 destelhamentos, concentrados principalmente na região Norte da cidade.
Também foram registradas pelo menos 19 quedas de árvores, além de outras ocorrências que exigiram atuação das equipes municipais.
A Defesa Civil iniciou o atendimento aos moradores atingidos e a distribuição de materiais.
Embora Londrina esteja no Norte do Paraná, isso não significa que o mesmo temporal necessariamente passaria por Maringá. Tempestades podem se formar, ganhar intensidade ou perder força em áreas relativamente pequenas.
🌬️ Campo Mourão também registrou danos
Campo Mourão foi outra cidade atingida pelas instabilidades.
A chuva acompanhada de ventos fortes provocou quedas de árvores e danos em imóveis durante a tarde de segunda-feira.
No balanço inicial, o Corpo de Bombeiros havia cortado três árvores, enquanto equipes municipais removeram outras nove.
Além disso, duas ocorrências envolvendo árvores próximas ou sobre a rede elétrica foram encaminhadas para atendimento da Copel.
Entre os locais atingidos estavam áreas do Jardim Araucária, região central, Jardim Lar Paraná e um trecho da PR-487.
🌩️ O que provocou os temporais na região de Maringá e no Paraná?
O Simepar acompanhou a intensificação das tempestades no Estado.
Na tarde de segunda-feira, o meteorologista Leonardo Furlan explicou que o aprofundamento de um sistema de baixa pressão favorecia a formação de áreas de instabilidade.
Ao mesmo tempo, o Norte e o Noroeste apresentaram maior aquecimento ao longo do dia.
Essa combinação favoreceu condições para:
- chuva forte;
- rajadas de vento;
- descargas elétricas;
- granizo;
- temporais localizados.
Às 14h52 de segunda-feira, o Simepar ainda classificava como alto o risco de tempestades com vento forte, granizo e chuva volumosa em diferentes regiões paranaenses.
🌧️ Tempestades perderam força durante a madrugada
Durante a noite de segunda-feira, a chuva permanecia presente em várias regiões.
Às 21h22, o Simepar informou que os maiores acumulados estavam principalmente no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. Diferentes localidades ultrapassaram 80 milímetros, enquanto alguns pontos superaram 100 mm.
Entretanto, o cenário mudou durante a madrugada.
Às 4h09 desta terça-feira, uma nova atualização do Simepar informou que eventos convectivos severos já não eram observados sobre o Paraná.
Portanto, o cenário meteorológico desta manhã é diferente daquele registrado durante a tarde e a noite de segunda-feira.
📍 Qual é a situação de Maringá nesta terça-feira?
Maringá também entrou na área de atenção antes da passagem das instabilidades.
A Prefeitura havia informado que, entre a noite de segunda e esta terça-feira, havia possibilidade de acumulado superior a 20 milímetros, além de rajadas entre aproximadamente 35 km/h e 55 km/h e risco de granizo na região.
Diante da previsão, a Defesa Civil de Maringá manteve equipes de sobreaviso para responder rapidamente a eventuais ocorrências relacionadas à chuva, quedas de árvores, destelhamentos ou outros problemas provocados pelo vento.
Nesta manhã, entretanto, a atualização mais recente do Simepar indicava redução significativa das instabilidades severas no Paraná.
Isso não elimina a possibilidade de chuva fraca ou moderada, mas reduz o cenário de tempestades severas observado anteriormente.
🟢 SITUAÇÃO DE MARINGÁ NESTA MANHÃ
Atualização: 1º de setembro
🟢 Tempestades severas: perderam força no Paraná
🌧️ Chuva remanescente: fraca a moderada em alguns pontos
🌩️ Eventos convectivos severos: não eram observados pelo Simepar às 4h09
📡 Situação: monitoramento
⚠️ As condições meteorológicas podem mudar ao longo do dia. Por isso, moradores devem acompanhar novas atualizações dos órgãos oficiais.
🚨 O que fazer em caso de vento forte?
Os temporais na região de Maringá reforçam a importância de algumas medidas de segurança.
Durante rajadas fortes, evite permanecer ou estacionar veículos embaixo de árvores.
Além disso, mantenha distância de postes, estruturas metálicas, placas e objetos que possam cair.
Caso encontre fios rompidos ou postes danificados, não se aproxime.
A Defesa Civil do Paraná mantém o painel do Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC), que permite consultar ocorrências registradas oficialmente nos municípios paranaenses.
☎️ Telefones importantes
Emergência
Corpo de Bombeiros: 193
Defesa Civil
199
Falta de energia ou risco na rede elétrica
Copel: 0800 51 00 116
Em Maringá, solicitações relacionadas a árvores e galhos também podem ser registradas nos canais municipais. Não tente retirar galhos próximos à rede elétrica por conta própria.
🌎 Danos reforçam debate sobre prevenção em Maringá
Os temporais na região de Maringá também reforçam uma discussão que o Maringá PR Notícias acompanha: a capacidade dos municípios de prevenir e responder a eventos meteorológicos mais intensos.
Recentemente, mostramos no especial Maringá está preparada para eventos climáticos extremos? que o município trabalha na ampliação do monitoramento, no mapeamento de áreas vulneráveis e na implantação de ferramentas para resposta da Defesa Civil.
Os danos registrados em Apucarana, Londrina e Campo Mourão mostram por que essa preparação envolve não apenas previsão meteorológica, mas também manutenção urbana, arborização, rede elétrica, trânsito, Defesa Civil e comunicação rápida com a população.
📡 Maringá PR Notícias segue monitorando
O Maringá PR Notícias continuará acompanhando as atualizações do Simepar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Maringá e Copel.
Caso sejam confirmados novos danos em Maringá ou municípios próximos, esta reportagem poderá ser atualizada.
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Fontes: Simepar, Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná/SISDC, Prefeitura e Defesa Civil de Apucarana, Defesa Civil de Londrina, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Maringá e Copel.
