Árvores atingiram a rede elétrica durante a tempestade desta sexta-feira (11); equipes trabalham na retirada dos obstáculos e no restabelecimento do fornecimento
MARINGÁ — O temporal que atingiu Maringá nesta sexta-feira (11) derrubou 18 árvores e chegou a deixar cerca de 1,8 mil imóveis sem energia elétrica. Além disso, algumas quedas atingiram postes e provocaram danos na rede de distribuição.
O balanço inicial foi informado pela Defesa Civil. Enquanto isso, equipes municipais e da companhia de energia trabalham na retirada das árvores, na liberação dos locais afetados e no restabelecimento do serviço.
Como o número de consumidores sem energia muda durante os reparos, os 1,8 mil imóveis representam o impacto registrado depois da tempestade. Portanto, esse total não corresponde necessariamente à quantidade ainda sem fornecimento neste momento.
Resumo do que você vai encontrar
Nesta reportagem, você confere:
- o balanço inicial do temporal;
- a quantidade de árvores derrubadas;
- o impacto sobre o fornecimento de energia;
- a situação da rede elétrica no Paraná;
- os canais para comunicar falta de energia;
- os cuidados necessários perto de árvores e fios caídos.
Defesa Civil contabiliza 18 quedas de árvores
De acordo com o balanço divulgado, a Defesa Civil contabilizou 18 quedas de árvores em Maringá após a passagem da tempestade.
Parte dessas árvores atingiu postes e componentes da rede elétrica. Como consequência, aproximadamente 1,8 mil imóveis chegaram a ficar sem energia.
Até a conclusão desta reportagem, contudo, não havia sido divulgada uma relação oficial completa com todas as ruas e os bairros atingidos. Por isso, moradores devem redobrar a atenção ao circular por locais com árvores inclinadas, galhos quebrados ou estruturas danificadas.
➡️ Veja a reportagem da RPC sobre o impacto do temporal em Maringá
Número de imóveis sem energia pode mudar
O total de 1,8 mil imóveis corresponde ao impacto registrado em Maringá depois da tempestade. Entretanto, as equipes continuam trabalhando no restabelecimento do serviço.
À medida que os reparos avançam, a quantidade de unidades sem eletricidade pode diminuir. Ainda assim, moradores que permanecem sem energia devem consultar os canais oficiais da concessionária.
Também é importante comunicar a interrupção, pois o registro ajuda a companhia a identificar os pontos afetados. Dessa maneira, a ocorrência entra no sistema de atendimento e pode ser considerada no planejamento das equipes.
➡️ Consulte os serviços e comunique falta de energia pelo site da Copel
Temporal atingiu milhares de consumidores no Paraná
Os danos na rede elétrica não ficaram restritos a Maringá. Em boletim divulgado às 7h30 deste sábado (12), a Copel informou que suas equipes permaneciam mobilizadas para restabelecer a energia de 54,7 mil clientes no Paraná.
Segundo a companhia, as interrupções ocorreram em razão das tempestades que atingiram o estado. Assim, o total estadual ajuda a dimensionar a extensão do evento climático.
Por outro lado, esse número não representa exclusivamente Maringá. No município, o dado disponível indica que aproximadamente 1,8 mil imóveis chegaram a ficar sem fornecimento.
Alerta indicava risco muito alto
Antes da tempestade, a Defesa Civil havia emitido alerta de risco muito alto para a região de Maringá. Na ocasião, a previsão indicava chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de outros eventos severos.
Por esse motivo, equipes municipais ficaram de sobreaviso para atender ocorrências. Além do alerta oficial, o Maringá PR Notícias informou, na sexta-feira, a previsão de chuva e rajadas de até 65 km/h.
➡️ Relembre a previsão de chuva e vento para Maringá
Instabilidade continua no fim de semana
O Simepar mantém a indicação de tempo instável em Maringá durante o fim de semana. Embora o período de maior severidade tenha se concentrado na sexta-feira, ainda existe possibilidade de chuva.
Consequentemente, a população deve continuar acompanhando os avisos meteorológicos e as orientações dos órgãos de emergência.
➡️ Acompanhe a previsão oficial para Maringá no Simepar
Quem recebe alertas no celular também deve observar as mensagens encaminhadas pela Defesa Civil. Afinal, mudanças rápidas nas condições atmosféricas podem exigir medidas imediatas de proteção.
O que fazer ao encontrar fios caídos
Fios rompidos ou caídos devem ser tratados como energizados, mesmo quando parecem desligados. Portanto, ninguém deve tocar nos cabos, tentar removê-los ou se aproximar de estruturas danificadas.
Nessas situações:
- mantenha distância;
- não toque em fios ou postes;
- evite árvores encostadas na rede;
- afaste crianças e animais;
- não tente retirar galhos;
- comunique a concessionária;
- acione os serviços de emergência quando houver risco.
Da mesma forma, motoristas não devem passar por baixo de árvores ou fios caídos. Caso um cabo atinja um veículo, a orientação geral é permanecer dentro dele e pedir socorro, salvo quando houver risco imediato, como incêndio.
Cuidados necessários depois da tempestade
Mesmo após a chuva diminuir, árvores e estruturas podem permanecer instáveis. Por isso, é importante evitar áreas isoladas e observar sinais de risco, como:
- árvores inclinadas;
- raízes expostas;
- galhos suspensos;
- muros com rachaduras;
- postes deslocados;
- coberturas parcialmente soltas;
- fios próximos ao chão;
- pontos com água acumulada.
Além do risco de queda, podas realizadas perto da rede elétrica podem provocar acidentes graves. Desse modo, moradores não devem tentar remover por conta própria os galhos encostados nos cabos.
Como esse serviço exige equipamentos apropriados e profissionais preparados, a recomendação é isolar o local. Em seguida, deve-se solicitar atendimento aos órgãos responsáveis.
Como pedir atendimento em Maringá
Ocorrências com risco à população podem ser comunicadas pelos seguintes canais:
- Defesa Civil: 199;
- Corpo de Bombeiros: 193;
- Samu: 192;
- Polícia Militar: 190;
- Copel — falta de energia e serviços.
Ao solicitar atendimento, informe o endereço completo. Logo depois, descreva se existem fios caídos, postes atingidos, árvores bloqueando a passagem ou pessoas em risco.
Caso seja possível, indique também um ponto de referência. Dessa maneira, as equipes podem localizar a ocorrência com maior rapidez.
Maringá enfrenta sequência de temporais
O episódio desta sexta-feira ocorreu poucos dias depois de outro temporal atingir Maringá. No sábado anterior, dia 5, a cidade registrou alagamentos, acúmulo de lama e quedas de árvores.
Naquela ocasião, a chuva também arrancou aproximadamente 15 metros da pista emborrachada do Parque do Ingá. Consequentemente, a repetição de eventos em curto período reforça a necessidade de prevenção, manutenção urbana e planejamento para respostas rápidas.
➡️ Entenda como Maringá estruturou a Defesa Civil para eventos extremos
Informações ainda precisam ser atualizadas
Embora o balanço inicial revele a dimensão dos danos, alguns pontos ainda não foram esclarecidos:
- quais bairros concentraram as quedas de árvores;
- quais vias precisaram ser bloqueadas;
- quantos consumidores continuam sem energia;
- qual é a previsão de normalização;
- se houve danos em imóveis;
- se surgiram novas ocorrências durante a madrugada.
Por enquanto, os dados devem ser tratados como um balanço inicial. Novas informações, portanto, podem alterar tanto o número de ocorrências quanto a situação do fornecimento de energia.
O Maringá PR Notícias continuará acompanhando os comunicados da Defesa Civil, da Prefeitura e da Copel.
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Fontes da matéria
- Copel — boletim sobre o evento climático e canais de atendimento
- Simepar — previsão oficial para Maringá
- Defesa Civil de Maringá — balanço inicial das quedas de árvores
- RPC/Globoplay — temporal deixa 1,8 mil imóveis sem energia em Maringá
- reportagens anteriores do Maringá PR Notícias
Redação Maringá PR Notícias
