Tribunal do Júri definiu penas de 24 anos, 4 meses e 25 dias; 22 anos; e 13 anos e 9 meses. Vigilante morreu a tiros em fevereiro de 2019
MARINGÁ — O caso Igor Artigas teve um novo capítulo mais de sete anos depois do assassinato do vigilante em Maringá. O Tribunal do Júri condenou três réus nesta terça-feira (6). Alessandro da Silva Riguetto recebeu a maior pena, de 24 anos, 4 meses e 25 dias. Leandro da Silva Riguetto recebeu 22 anos de prisão, enquanto João Alencar do Nascimento Jacomo recebeu pena de 13 anos e 9 meses.
O julgamento encerrou uma das principais etapas do processo iniciado após o crime, ocorrido em fevereiro de 2019. No entanto, as partes ainda podem apresentar os recursos previstos na legislação.
A CBN Maringá divulgou as penas individualizadas após o término do júri.
Caso Igor Artigas: veja as penas dos três condenados
A Justiça fixou em 24 anos, 4 meses e 25 dias a pena de Alessandro da Silva Riguetto.
Já Leandro da Silva Riguetto recebeu 22 anos.
Por sua vez, João Alencar do Nascimento Jacomo, conhecido como “Na Bota”, recebeu 13 anos e 9 meses.
Segundo a acusação apresentada no processo, Alessandro e Leandro participaram dos disparos contra Igor. João, por outro lado, teria conduzido o veículo usado na ação.
Assim, a acusação atribuiu funções diferentes a cada réu. Ao final do julgamento, porém, os jurados decidiram pela condenação dos três.
Igor Artigas morreu em fevereiro de 2019
Igor Santos Artigas tinha 39 anos e trabalhava na área de segurança.
O crime ocorreu em 5 de fevereiro de 2019, quando ele pilotava uma motocicleta pela Avenida Carlos Correa Borges, na região do Conjunto Borba Gato, em Maringá.
Segundo a acusação, um Honda Fit se aproximou da motocicleta. Em seguida, os autores efetuaram diversos disparos contra Igor, que morreu no local.
Posteriormente, investigadores localizaram incendiado o veículo usado na ação.
Além disso, a apuração policial passou a relacionar o crime ao trabalho de Igor na área de segurança e ao repasse de informações sobre atividades criminosas às autoridades.
Essa hipótese integrou a investigação e, depois, a acusação apresentada no processo.
Investigação avançou rapidamente após o crime
A Polícia Civil iniciou as diligências imediatamente após o assassinato.
Já no dia seguinte, investigadores anunciaram a prisão de suspeitos ligados ao caso.
Na época, uma peça que se desprendeu do veículo usado durante a ação ajudou a investigação a avançar na identificação dos envolvidos.
Ao longo do processo, o Ministério Público atribuiu participações distintas aos denunciados.
Segundo a acusação, Alessandro e Leandro atuaram diretamente nos disparos. João Alencar do Nascimento Jacomo, por sua vez, teria dirigido o carro utilizado no crime.
Casos criminais, contudo, passam por várias etapas até chegar a uma condenação.
O Maringá PR Notícias mostrou recentemente esse caminho ao acompanhar a investigação sobre a morte da médica Gassi Mazia. Primeiro, a Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o material ao Ministério Público.
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Depois, o Ministério Público apresentou denúncia à Justiça por feminicídio e abandono de incapaz.
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Quarto acusado morreu antes do julgamento de Igor Artigas
O processo sobre a morte de Igor Artigas envolvia inicialmente um quarto acusado.
A acusação apontava Maikon Wellington Ferreira como responsável por fornecer uma das armas usadas no crime.
Entretanto, Maikon morreu depois de sofrer disparos em agosto de 2023, em Paiçandu. Por isso, ele não participou do julgamento realizado nesta semana.
Dessa forma, o Tribunal do Júri analisou a responsabilidade de Alessandro da Silva Riguetto, Leandro da Silva Riguetto e João Alencar do Nascimento Jacomo.
Defesa questionou qualificadoras antes do júri
Antes da sessão, a defesa dos acusados informou que contestaria as qualificadoras de motivo torpe e de uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Além disso, o advogado declarou que buscaria evitar penas consideradas excessivas.
Segundo ele, os jurados deveriam decidir com base nas provas apresentadas durante o processo.
A sessão começou na manhã de terça-feira. Depois de várias horas de julgamento, o júri terminou à noite com a condenação dos três réus.
Família esperou mais de sete anos pelo julgamento
Familiares de Igor Artigas acompanharam a chegada do processo ao Tribunal do Júri.
Antes da sessão, eles também participaram de manifestações nas proximidades do Fórum de Maringá.
Beatriz Santos Artigas, irmã da vítima, afirmou que esperava um julgamento justo. Ao mesmo tempo, destacou que nenhuma pena poderia reparar a perda sofrida pela família.
Como o crime ocorreu em fevereiro de 2019, mais de sete anos transcorreram até o julgamento.
Caso Igor Artigas entra em nova etapa após condenações
Com o resultado do Tribunal do Júri, o caso Igor Artigas entra agora em uma nova fase processual.
Os jurados decidiram pela condenação dos três réus. Em seguida, a Justiça definiu as penas individualmente.
No entanto, o julgamento não encerra necessariamente o processo. As partes ainda podem apresentar os recursos previstos na legislação.
Até o fechamento desta reportagem, o Maringá PR Notícias não localizou em página pública do Tribunal de Justiça do Paraná a íntegra da sentença.
Por isso, esta reportagem utiliza as penas divulgadas após a sessão: 24 anos, 4 meses e 25 dias para Alessandro da Silva Riguetto; 22 anos para Leandro da Silva Riguetto; e 13 anos e 9 meses para João Alencar do Nascimento Jacomo.
Assim, o processo passa agora à fase posterior ao julgamento, enquanto as partes avaliam eventuais medidas recursais.
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Fontes
CBN Maringá — cobertura do julgamento, condenações e histórico da investigação.
Maringá Post — resultado do Tribunal do Júri.
Tribunal de Justiça do Paraná — consulta institucional do processo e informações do Judiciário.
Redação Maringá PR Notícias
