Segurança Pública

Polícia conclui inquérito sobre morte de Gassi Mazia e indicia investigado também por abandono de incapaz

Caso segue agora para análise do Ministério Público; laudo apontou 14 lesões por arma branca e sinais de esganadura, enquanto João Vitor Domingues Romeiro permanece preso preventivamente

MARINGÁ — A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, e indiciou João Vitor Domingues Romeiro, de 25, pelos crimes de feminicídio e abandono de incapaz. Com o encerramento da investigação policial, o caso passou para análise do Ministério Público do Paraná (MPPR). Confira os detalhes sobre a conclusão do inquérito

A inclusão do segundo crime está relacionada ao filho do casal, um bebê de oito meses que permaneceu no apartamento após a morte da mãe.

Segundo a investigação, João Vitor deixou o imóvel enquanto a criança ainda estava no local. Veja o que a investigação informou sobre o bebê

Além disso, o inquérito foi relatado nesta semana e encaminhado ao Ministério Público, que deverá definir quais acusações levará formalmente à Justiça.

Até este sábado (26), porém, não havia confirmação pública de que o MPPR já tivesse apresentado a denúncia.

Por outro lado, o Ministério Público informou à imprensa que pretende pedir também a manutenção da prisão preventiva do investigado. Leia a atualização sobre a análise do MPPR

João Vitor permanece preso.

Inquérito responde pontos que ainda estavam em aberto

O Maringá PR Notícias mostrou em 10 de setembro que a investigação ainda aguardava respostas periciais importantes.

Leia a reportagem anterior do Maringá PR Notícias

Naquela ocasião, ainda não havia divulgação pública da causa médica definitiva da morte, da quantidade exata de lesões nem de uma conclusão sobre diferentes elementos encontrados no apartamento.

Agora, parte dessas respostas já veio a público.

O laudo da Polícia Científica apontou que Gassi sofreu 14 lesões provocadas por arma branca, além de apresentar sinais de esganadura. Confira as conclusões divulgadas do laudo pericial

Além disso, a perícia apontou hemorragia aguda como causa da morte.

Com isso, as conclusões técnicas passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil antes do encerramento do inquérito.

Bebê estava no apartamento

Outro ponto que ganhou definição no relatório policial envolve o filho de oito meses.

A presença da criança no apartamento já era conhecida desde os primeiros dias da investigação.

No entanto, somente com a conclusão do inquérito a Polícia Civil passou a enquadrar a situação também como abandono de incapaz.

Segundo informações divulgadas após o encerramento da investigação, o bebê permaneceu sozinho no imóvel depois que João Vitor deixou o apartamento. Relembre como a criança foi localizada no apartamento

Por isso, a polícia também o indiciou pelo segundo crime.

O indiciamento, contudo, representa a conclusão jurídica da Polícia Civil e não equivale a condenação.

A partir de agora, caberá ao Ministério Público analisar as provas e decidir quais imputações apresentará à Justiça.

Depois disso, o Judiciário decidirá se recebe ou não eventual denúncia.

MP já havia apontado possível motivação

Antes da conclusão do inquérito, o Ministério Público já havia se manifestado no processo relacionado à prisão preventiva.

Na manifestação, o órgão apontou preliminarmente que João Vitor não aceitava o término do relacionamento com Gassi.

O documento também sustentou que ele teria entrado no apartamento da médica antes do crime.

Diante desses elementos, a Justiça acolheu o pedido do MP e converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Na época, o Maringá PR Notícias destacou que aquela manifestação apresentava uma tese preliminar para justificar a prisão cautelar e não substituía a conclusão da investigação.

Agora, o encerramento do inquérito acrescenta resultados periciais e o indiciamento pelos dois crimes.

Investigação reconstruiu deslocamento até Mandaguari

Depois da morte de Gassi, João Vitor deixou Maringá e seguiu para Mandaguari.

Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil, ele procurou uma familiar e relatou o ocorrido. Veja como a família acionou a polícia após o relato

Em seguida, a família acionou a polícia.

As equipes localizaram João Vitor ferido e, por isso, ele recebeu atendimento médico antes de seguir sob custódia.

Durante o depoimento formal, o investigado optou por permanecer em silêncio.

Posteriormente, após receber alta hospitalar, ele foi encaminhado ao sistema prisional.

Caso entra agora em nova fase

Com o relatório da Polícia Civil entregue, o foco passa para o Ministério Público.

O MPPR poderá apresentar denúncia pelos mesmos crimes apontados pela polícia, alterar o enquadramento jurídico, solicitar diligências complementares ou adotar outras medidas previstas em lei.

Além disso, caberá ao órgão formalizar eventual pedido para manter João Vitor preso preventivamente durante o andamento do processo.

Até o fechamento desta reportagem, a denúncia ainda não aparecia publicamente como apresentada.

Caso isso ocorra, e a Justiça aceite a denúncia, João Vitor passará formalmente à condição de réu pelos crimes recebidos pelo Judiciário.

Nesse cenário, o feminicídio, por se tratar de crime doloso contra a vida, seguirá o rito do Tribunal do Júri.

Leia também: MP aponta possível motivação no feminicídio de Gassi Mazia; investigação busca esclarecer dinâmica do crime

Enquanto isso, o Maringá PR Notícias continuará acompanhando o processo para verificar a apresentação da denúncia, os crimes efetivamente imputados pelo Ministério Público e as próximas decisões da Justiça.

Postagens relacionadas

Médico é preso no Paraná por solicitar maconha a paciente

Danielle Machado

Empresário que xingou frentista de é condenado.

Danielle Machado

Polícia identifica norte-americano morto em Maringá e aponta casal como suspeito

Gismael Gomes

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você concorda com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Leia Mais

Política de Privacidade e Cookies