Economia e Emprego

Greve da Caixa começa nesta quinta em Maringá e região; veja o que pode mudar no atendimento

Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada por 88,74% dos trabalhadores que participaram da votação na base de Maringá; sindicato orienta clientes a anteciparem serviços presenciais

MARINGÁ — Os empregados da Caixa Econômica Federal de Maringá e região iniciarão uma greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada em assembleia e está confirmada para a base territorial do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região.

Na base de Maringá, 88,74% dos trabalhadores da Caixa que participaram da votação aprovaram a greve. Além disso, a mobilização foi aprovada nas dez bases sindicais filiadas à Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR).

Com a proximidade do início da paralisação, o sindicato orienta os clientes a se programarem. Por isso, sempre que possível, a recomendação é antecipar operações que necessitem de atendimento nas unidades da Caixa.

Greve começa à zero hora de quinta-feira

A decisão pela paralisação ocorreu durante assembleias virtuais realizadas no sábado (5). Segundo a FEEB-PR, os empregados da Caixa das dez bases sindicais filiadas à Federação aprovaram a greve por tempo indeterminado.

Assim, o movimento começa oficialmente à zero hora de 10 de setembro.

A mobilização está relacionada às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2028). Entre os pontos em discussão estão questões econômicas, cláusulas sociais e temas relacionados ao Saúde Caixa.

Dessa forma, a duração da greve dependerá dos próximos desdobramentos das negociações entre os representantes dos empregados e a Caixa.

Quais cidades da região estão incluídas?

O aviso de greve divulgado pelo Sindicato dos Bancários de Maringá e Região abrange 21 municípios da base territorial da entidade.

São eles:

  • Maringá;
  • Astorga;
  • Atalaia;
  • Doutor Camargo;
  • Floraí;
  • Floresta;
  • Flórida;
  • Iguaraçu;
  • Itambé;
  • Ivatuba;
  • Lobato;
  • Mandaguaçu;
  • Mandaguari;
  • Marialva;
  • Munhoz de Melo;
  • Ourizona;
  • Paiçandu;
  • Presidente Castelo Branco;
  • Santa Fé;
  • São Jorge do Ivaí;
  • Sarandi.

Além de comunicar a categoria, o aviso sindical busca informar previamente os usuários dos serviços bancários sobre a paralisação. Dessa maneira, os clientes ainda têm tempo para se programar antes do início do movimento.

O que pode acontecer com o atendimento da Caixa?

O principal impacto deverá atingir os serviços que dependem de atendimento presencial e da atuação direta dos empregados da Caixa.

Diante disso, o Sindicato dos Bancários de Maringá e Região orientou a população a se programar e antecipar, sempre que possível, os serviços bancários que necessitem de atendimento nas unidades.

No entanto, é importante fazer uma distinção: a aprovação da greve não permite antecipar como ficará o funcionamento de cada agência de Maringá durante todo o movimento.

A paralisação está confirmada. Porém, o impacto percebido pelo cliente poderá variar conforme a organização do movimento e os serviços procurados em cada unidade.

Por isso, o Maringá PR Notícias acompanhará o primeiro dia da greve para verificar a situação das agências de Maringá e os eventuais impactos no atendimento ao público.

Banco do Brasil tem situação diferente em Maringá

Enquanto os trabalhadores da Caixa aprovaram a paralisação, os empregados do Banco do Brasil tiveram resultado diferente na base de Maringá.

Segundo as informações divulgadas pelo sindicato, 61,06% dos funcionários do Banco do Brasil que participaram da votação rejeitaram a greve.

No Paraná, entretanto, o resultado não foi uniforme. Empregados do Banco do Brasil aprovaram a paralisação nas bases de Cascavel, Cianorte, Goioerê, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa e União da Vitória.

Por outro lado, as bases de Foz do Iguaçu, Maringá e Telêmaco Borba rejeitaram a greve.

Portanto, no caso do Banco do Brasil, a decisão tomada pelos trabalhadores da base de Maringá difere da registrada em várias outras regiões do Paraná.

Bancos privados aceitaram proposta

Já entre os empregados dos bancos privados, o cenário também é diferente.

Nas dez bases sindicais ligadas à FEEB-PR, os trabalhadores aceitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Segundo a Federação, a proposta prevê reposição de 100% do INPC mais ganho real de 0,6% em 2026. Além disso, a mesma fórmula deverá ser repetida em 2027.

O reajuste alcançaria salários e benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-creche/babá e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Assim, enquanto os empregados da Caixa caminham para a greve, os bancários da rede privada encerraram essa etapa das negociações com a aceitação da proposta.

Maringá PR Notícias acompanhará o primeiro dia

Agora, com o início da greve marcado para quinta-feira, o próximo ponto da cobertura será verificar como a paralisação se refletirá efetivamente nas agências da Caixa em Maringá.

Além da adesão ao movimento, a reportagem acompanhará possíveis alterações no atendimento e novos desdobramentos das negociações.

Caso o sindicato ou a Caixa divulguem novas orientações aos clientes, esta reportagem poderá ser atualizada. Da mesma forma, o Maringá PR Notícias fará uma nova verificação no primeiro dia da paralisação.

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Fontes

Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR) — resultado das assembleias

FEEB-PR — Assembleia para deliberação da greve na Caixa Econômica Federal

Sindicato dos Bancários de Maringá e Região — aviso de greve e informações sobre a votação

Redação — Maringá PR Notícias

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