Economia e Emprego

Cesta básica em Maringá cai pelo 4º mês e chega ao menor valor desde fevereiro; diferença entre extremos aumenta 52%

Pesquisa completa do Procon mostra cesta entre R$ 121,15 e R$ 157,92 em setembro; análise do Maringá PR Notícias revela que distância entre menor e maior total saltou de R$ 24,10 para R$ 36,77 em apenas um mês

MARINGÁ — A cesta básica em Maringá pesquisada pelo Procon ficou, em média, R$ 0,89 mais barata entre agosto e setembro. Entretanto, por trás da redução de apenas 0,62%, existe uma mudança bem mais expressiva: a diferença entre a menor e a maior cesta encontradas nos supermercados aumentou 52,57% em apenas um mês. Em setembro, os 20 produtos pesquisados somaram entre R$ 121,15 e R$ 157,92, uma distância de R$ 36,77. Já em agosto, essa diferença era de R$ 24,10.

Realizado pelo Procon de Maringá nos dias 3 e 4 de setembro de 2026, o levantamento passou por 11 supermercados varejistas e atacadistas da cidade.

Segundo a pesquisa divulgada pela Prefeitura de Maringá, foram comparados 20 produtos de alimentação, mercearia, higiene pessoal e limpeza.

Além dos resultados divulgados pelo Município, o Maringá PR Notícias analisou as planilhas completas de agosto e setembro. Dessa forma, foi possível identificar não apenas uma nova queda na média, mas também uma ampliação significativa da distância entre os extremos encontrados nos estabelecimentos.

ANÁLISE MARINGÁ PR NOTÍCIAS — O Procon informou queda de 0,62% na média. Ao comparar as planilhas de agosto e setembro, a Redação constatou que a distância entre a cesta mais barata e a mais cara aumentou 52,57%, passando de R$ 24,10 para R$ 36,77.

Cesta básica em Maringá cai pelo quarto mês consecutivo

Em setembro, a média da cesta pesquisada pelo Procon chegou a R$ 143,54, contra R$ 144,43 em agosto.

Com isso, houve redução de R$ 0,89, equivalente a aproximadamente 0,62%. Apesar de pequena, essa queda mantém uma sequência iniciada depois do pico registrado em maio.

MêsValor médio
FevereiroR$ 143,71
MarçoR$ 147,02
AbrilR$ 144,73
MaioR$ 149,40
JunhoR$ 147,61
JulhoR$ 144,89
AgostoR$ 144,43
SetembroR$ 143,54

Fonte: pesquisas do Procon Maringá.

Desde maio, portanto, a cesta básica em Maringá recuou de R$ 149,40 para R$ 143,54. Na prática, isso representa uma redução acumulada de R$ 5,86, ou cerca de 3,9%.

Além disso, setembro apresenta o menor valor médio dentro da série disponível desde fevereiro.

Diferença entre menor e maior cesta aumenta 52,57%

Quando os extremos de agosto e setembro são colocados lado a lado, aparece a principal descoberta do cruzamento realizado pelo Maringá PR Notícias.

No levantamento de agosto, a menor cesta custava R$ 133,60, enquanto a maior chegava a R$ 157,70. Portanto, a distância entre os extremos era de R$ 24,10.

Um mês depois, o menor total encontrado caiu para R$ 121,15. Por outro lado, o maior chegou a R$ 157,92. Como resultado, a distância aumentou para R$ 36,77.

IndicadorAgostoSetembroMudança
Média da cestaR$ 144,43R$ 143,54-0,62%
Menor cestaR$ 133,60R$ 121,15-9,32%
Maior cestaR$ 157,70R$ 157,92+0,14%
Diferença entre extremosR$ 24,10R$ 36,77+52,57%

Cálculo da Redação: comparação dos resultados oficiais das pesquisas do Procon realizadas em agosto e setembro.

Enquanto a média geral caiu apenas R$ 0,89, o menor valor encontrado recuou R$ 12,45. Em contrapartida, o extremo superior praticamente permaneceu estável.

Consequentemente, a distância entre os dois resultados aumentou R$ 12,67 em apenas um mês.

52,57% e 30,35%: por que os números são diferentes?

Embora apareçam na mesma análise, os dois percentuais medem situações diferentes.

Os 52,57% representam o crescimento da distância entre os extremos de agosto para setembro. Nesse período, o intervalo passou de R$ 24,10 para R$ 36,77.

Já os 30,35% mostram quanto a cesta de R$ 157,92 supera a de R$ 121,15 em setembro, tomando o menor total como base.

Portanto, os indicadores têm bases de comparação distintas e não devem ser confundidos.

Assaí apresenta a menor cesta da pesquisa de setembro

Além da ampliação da diferença entre os extremos, a liderança do levantamento também mudou de um mês para outro.

Em agosto, a menor cesta havia sido encontrada no Max Atacadista, por R$ 133,60. Já em setembro, o Assaí passou a apresentar o menor total, com R$ 121,15.

No outro extremo, o Supermercado Bom Dia registrou o maior valor da pesquisa, com R$ 157,92. Um mês antes, por sua vez, o maior resultado havia sido encontrado no Muffato, com R$ 157,70.

Assim, o estabelecimento que apresenta o menor conjunto de preços em determinado mês não necessariamente continuará nessa posição no levantamento seguinte.

⚠️ Diferença de R$ 36,77 não significa economia garantida

Apesar da distância expressiva entre os extremos, existe um cuidado importante na interpretação desses números.

De acordo com a metodologia do Procon de Maringá, a pesquisa considera o produto de menor preço disponível dentro de determinada especificação, independentemente da marca.

Nos atacadistas, por sua vez, é considerado o preço correspondente à compra no varejo. Além disso, programas de fidelidade, clubes de desconto e outras condições especiais podem ficar fora do levantamento.

Por esse motivo, a diferença de R$ 36,77 não deve ser interpretada como economia garantida para qualquer consumidor. Na prática, ela representa a distância entre a cesta de menor e a de maior total encontradas pelo Procon no momento da coleta.

Por fim, os preços podem mudar posteriormente e também dependem da disponibilidade dos produtos em estoque.

Arroz sobe 8,7% mesmo com queda da cesta

Embora a média geral tenha diminuído, nem todos os produtos ficaram mais baratos.

Entre os principais exemplos está o arroz. De agosto para setembro, o preço médio do pacote de 5 kg passou de R$ 15,20 para R$ 16,52.

Dessa forma, a alta foi de 8,68%, ou aproximadamente 8,7% em apenas um mês.

Durante a pesquisa de setembro, o produto apareceu entre R$ 13,99 e R$ 18,90, dependendo do estabelecimento.

Assim, mesmo com a redução da cesta total, um item importante da alimentação doméstica apresentou movimento contrário.

Achocolatado cai quase 10%

Enquanto o arroz ficou mais caro, o achocolatado seguiu direção oposta.

Entre agosto e setembro, a média caiu de R$ 7,67 para R$ 6,92. Consequentemente, a redução chegou a aproximadamente 9,8%.

Dessa maneira, os dados mostram comportamentos diferentes dentro da própria cesta. Alguns produtos pressionaram o custo para cima, enquanto outros contribuíram para a redução do valor médio geral.

Creme dental varia 262,57%

Quando o foco passa para a diferença entre estabelecimentos, alguns números chamam ainda mais atenção.

No caso do creme dental, por exemplo, os preços encontrados em setembro variaram entre R$ 1,79 e R$ 6,49.

Com isso, a diferença percentual chegou a 262,57%. Em outras palavras, o maior preço encontrado correspondeu a aproximadamente 3,6 vezes o menor.

Além disso, essa dispersão aumentou significativamente em relação a agosto. No levantamento anterior, o creme dental variava entre R$ 2,49 e R$ 5,98, uma diferença percentual de aproximadamente 140%.

Consequentemente, a distância percentual entre os extremos quase dobrou.

Sal varia 237%

Outro item com forte diferença entre estabelecimentos é o sal.

Durante a pesquisa de setembro, os preços ficaram entre R$ 1,48 e R$ 4,99. Como resultado, a variação chegou a 237,16%.

Comparativamente, em agosto, o intervalo já era elevado: o produto variava entre R$ 1,59 e R$ 4,99, equivalente a aproximadamente 214%.

Portanto, o sal permanece entre os itens nos quais pesquisar preços pode revelar diferenças proporcionais particularmente grandes.

Papel higiênico e margarina também apresentam grande distância

Além do creme dental e do sal, outros produtos apresentaram forte dispersão.

No caso do papel higiênico com quatro unidades, os valores ficaram entre R$ 2,78 e R$ 7,75, uma diferença de 178,78%.

Enquanto isso, a margarina de 500 gramas variou entre R$ 3,05 e R$ 7,49, equivalente a 145,57%.

Nesse último caso, entretanto, a variação percentual ficou praticamente no mesmo nível observado em agosto.

Café chega a ter diferença de R$ 10

Outro produto importante para o orçamento doméstico é o café.

Durante o levantamento de setembro, o pacote de 500 gramas apareceu entre R$ 14,98 e R$ 24,98. Portanto, a diferença nominal chegou a R$ 10.

Já em agosto, o intervalo havia ficado entre R$ 16,98 e R$ 25,98, uma distância de R$ 9.

Assim, embora tanto o menor quanto o maior preço tenham recuado em setembro, a diferença nominal entre os extremos aumentou.

Produtos com maiores diferenças em setembro

De forma geral, a leitura dos dados mostra que a alta dispersão não se limita a um único produto.

ProdutoMenor preçoMaior preçoVariação
Creme dentalR$ 1,79R$ 6,49262,57%
Sal 1 kgR$ 1,48R$ 4,99237,16%
Papel higiênicoR$ 2,78R$ 7,75178,78%
Margarina 500 gR$ 3,05R$ 7,49145,57%
Molho de tomateR$ 0,98R$ 2,39143,88%
AchocolatadoR$ 4,98R$ 11,14123,69%
Macarrão 500 gR$ 1,98R$ 4,29116,67%
Leite em pó 400 gR$ 7,39R$ 15,98116,24%
Fubá 1 kgR$ 2,79R$ 5,99114,70%
Café 500 gR$ 14,98R$ 24,9866,76%

Fonte: pesquisa do Procon Maringá realizada em setembro de 2026.

Entre os destaques, portanto, creme dental, sal, papel higiênico e margarina apresentam diferenças bastante elevadas.

Além disso, molho de tomate, achocolatado, macarrão e leite em pó registraram distância superior a 100% entre os menores e maiores preços encontrados.

Consequentemente, os dados mostram que comparar apenas o valor total da cesta não revela todas as diferenças disponíveis nas prateleiras.

O que a comparação mostra

Ao colocar agosto e setembro lado a lado, três movimentos aparecem com maior clareza.

Em primeiro lugar, a média geral continua caindo. Ao mesmo tempo, essa redução não ocorre de maneira uniforme entre todos os produtos. Por outro lado, aumentou significativamente a distância entre a menor e a maior cesta pesquisadas.

Diante disso, olhar apenas para a variação média de -0,62% não mostra todo o comportamento dos preços.

Enquanto o total médio diminuiu menos de R$ 1, o menor valor encontrado caiu mais de R$ 12. Em sentido contrário, o maior total permaneceu praticamente no mesmo nível.

Como consequência, essa combinação explica o crescimento de 52,57% na distância entre os extremos.

📊 Raio-X da cesta básica em Maringá

Pesquisa: Procon Maringá
Coleta: 3 e 4 de setembro de 2026
Estabelecimentos pesquisados: 11
Quantidade de produtos: 20
Valor médio: R$ 143,54
Menor total: R$ 121,15
Maior total: R$ 157,92
Distância entre extremos: R$ 36,77
Diferença percentual entre os extremos em setembro: 30,35%
Crescimento da distância em relação a agosto: 52,57%
Mudança da média contra agosto: -0,62%
Sequência atual: quatro meses de queda
Referência histórica: menor média da série analisada desde fevereiro de 2026

Como o Procon faz a pesquisa

Para interpretar corretamente os números, também é necessário observar a metodologia utilizada pelo Procon.

Em primeiro lugar, o levantamento compara itens previamente especificados. Entretanto, não fixa necessariamente uma única marca para todos os estabelecimentos.

Por esse motivo, o pesquisador registra o produto de menor preço que atende à especificação definida.

Nos estabelecimentos atacadistas, por sua vez, a comparação utiliza o preço disponível para compra em quantidade correspondente ao varejo.

Além disso, descontos condicionados a clubes, aplicativos ou programas específicos não devem ser interpretados como preços gerais da pesquisa.

Dessa forma, a cesta funciona como um indicador comparativo dos preços disponíveis no momento da coleta, e não como garantia de que todos os produtos permanecerão disponíveis pelos mesmos valores.

Procon relaciona pesquisa ao controle do orçamento familiar

Além da comparação entre estabelecimentos, o Procon destaca a importância da pesquisa de preços para o planejamento financeiro das famílias.

Segundo a coordenadora do Procon Maringá, Coronel Audilene Rocha, acompanhar preços e manter controle dos gastos ajuda o consumidor a administrar o orçamento e também pode contribuir para evitar situações de superendividamento.

A orientação consta na divulgação oficial da pesquisa de setembro.

Nesse sentido, as diferenças encontradas entre os estabelecimentos mostram por que pesquisar pode ser especialmente relevante em compras maiores.

Ainda assim, preço não deve ser o único critério. Por exemplo, a distância até o supermercado e o custo de deslocamento podem reduzir parte da vantagem encontrada nas prateleiras.

Da mesma forma, qualidade, disponibilidade dos produtos e preferência de marca também influenciam a decisão.

🔎 Análise Maringá PR Notícias

À primeira vista, a redução de 0,62% na cesta básica em Maringá poderia sugerir pouca mudança no orçamento.

Entretanto, o cruzamento dos dados revela um cenário mais complexo.

Na média, o preço caiu apenas R$ 0,89. Em contrapartida, o menor valor encontrado recuou R$ 12,45 em relação ao menor total registrado no mês anterior.

Como o extremo mais caro praticamente permaneceu estável, a diferença entre menor e maior resultado saltou de R$ 24,10 para R$ 36,77.

Consequentemente, mais do que a pequena redução da média, a dispersão dos preços entre os estabelecimentos ganhou importância em setembro.

Ao mesmo tempo, produtos de consumo frequente continuam apresentando intervalos elevados.

Portanto, acompanhar somente a média da cesta não basta para compreender quanto o consumidor efetivamente pode encontrar nas prateleiras.

Transparência da apuração

O Maringá PR Notícias produziu esta reportagem a partir da análise dos levantamentos oficiais do Procon de Maringá referentes a agosto e setembro de 2026.

Além das médias divulgadas oficialmente, a Redação cruzou os valores mínimos, máximos e totais apresentados nas planilhas.

Dessa forma, calculou a variação da média, a mudança no menor e no maior total, o crescimento da distância entre os extremos, a redução acumulada desde maio e a evolução de produtos específicos.

O percentual de 52,57%, portanto, é um cálculo da Redação baseado nos resultados oficiais: a diferença entre as cestas passou de R$ 24,10 em agosto para R$ 36,77 em setembro.

Já os 30,35% indicam a diferença percentual entre o menor e o maior total encontrados especificamente em setembro, tomando o menor valor como base.

Por fim, diferenças entre preços não indicam irregularidade dos estabelecimentos. Elas representam os valores encontrados no momento em que o Procon realizou a pesquisa.

📌 Serviço

A pesquisa da cesta básica em Maringá referente a setembro foi realizada nos dias 3 e 4 de setembro de 2026.

Ao todo, foram pesquisados 20 produtos em 11 estabelecimentos de Maringá.

Como os preços representam os valores encontrados durante a coleta, eles podem sofrer alterações posteriormente.

Por isso, o consumidor deve verificar preço, estoque, marca e eventuais condições comerciais no momento da compra.

Para mais informações e orientações, consulte o Procon de Maringá.

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➡️ Problemas em postos de combustíveis: saiba quando e como acionar o Procon em Maringá

Fontes

Prefeitura de Maringá / Procon — divulgação oficial da pesquisa de preços da cesta básica de setembro de 2026.

Pesquisa completa do Procon — setembro de 2026 — planilha com os preços dos 20 produtos pesquisados nos 11 estabelecimentos.

Pesquisa completa do Procon — agosto de 2026 — levantamento utilizado pelo Maringá PR Notícias para realizar a comparação mensal.

Apuração própria: Maringá PR Notícias — cruzamento dos levantamentos de agosto e setembro e cálculos de variação, evolução histórica e diferença entre os extremos.

Nota da Redação: valores e percentuais foram arredondados quando necessário.

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