Meio Ambiente

Maringá homologa R$ 78 milhões para podas e remoções de árvores; fila supera 6 mil pedidos

Maringá homologa R$ 78 milhões para podas e remoções de árvores; fila supera 6 mil pedidos

Empresa de Cianorte deverá disponibilizar dez equipes simultâneas. Contratação foi questionada pelo Observatório Social e depende de etapas contratuais antes do início dos serviços.

MARINGÁ (PR) — A Prefeitura de Maringá homologou, em 28 de outubro de 2026, o Pregão Eletrônico 81/2026, destinado à contratação de serviços de manejo da arborização urbana. O valor homologado é de R$ 78.064.808,64, abaixo dos R$ 80.579.214,00 inicialmente estimados.

A vencedora é a Paviservice Engenharia e Serviços Ltda., empresa de Cianorte. A contratação prevê podas, desbastes, remoções, destoca, recolhimento e destinação de resíduos, além de equipamentos e ferramentas de controle dos serviços.

O objetivo anunciado pela administração municipal é reduzir a espera por atendimentos relacionados à arborização. Segundo informações apresentadas pela Secretaria de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Defesa Civil em coletiva de 29 de outubro, mais de 6 mil árvores com remoção autorizada aguardam atendimento.

Entretanto, a homologação não significa que os R$ 78 milhões já tenham sido pagos nem que os serviços tenham começado.

Quanto custará a contratação?

O valor homologado representa uma redução de aproximadamente R$ 2,51 milhões, ou 3,12%, em relação à estimativa inicial.

A previsão divulgada é de execução durante 12 meses. Dividido por esse período, o valor global equivale a cerca de R$ 6,51 milhões mensais, mas essa média não comprova pagamentos fixos nesse montante.

A remuneração efetiva deverá observar as condições contratuais, os serviços realizados, as medições e a fiscalização municipal.

Em consulta aos registros disponibilizados até 30 de outubro, não foi identificado contrato publicado no PNCP referente à homologação. Por isso, a reportagem ainda não confirma a data da assinatura ou da ordem de serviço.

Quantas árvores poderão receber atendimento?

De acordo com as informações apresentadas pela Prefeitura, o planejamento prevê:

  • Até 40 mil podas durante o período contratual.
  • Até 25 mil remoções, condicionadas à demanda e à autorização técnica.
  • Referência operacional de pelo menos 2 mil podas mensais.
  • Referência de aproximadamente 1,2 mil remoções por mês.
  • Dez equipes atuando simultaneamente.

Esses números representam capacidade e metas previstas, não serviços já executados.

O secretário Vagner Mussio afirmou que a intenção é organizar a fila de solicitações e ampliar a capacidade de atendimento, reduzindo a espera dos moradores.

Quem autorizará a retirada das árvores?

Um dos pontos mais sensíveis da contratação é a separação entre avaliação técnica e execução.

Segundo a Prefeitura, os laudos que autorizam a remoção continuarão sob responsabilidade de profissionais municipais. A empresa contratada deverá executar os serviços após a aprovação.

O objeto da licitação também menciona uma solução tecnológica para controle e emissão de laudos eletrônicos. Portanto, é importante distinguir o sistema utilizado para registrar informações da responsabilidade técnica por autorizar a retirada.

A administração informa que a fiscalização contará com servidores municipais, registros fotográficos e dados georreferenciados.

Quando as equipes começarão a trabalhar?

Na coletiva de 29 de outubro, a Prefeitura informou que o contrato havia sido encaminhado à empresa para assinatura.

Antes do início da operação, o município deverá verificar se a contratada dispõe dos equipamentos e da estrutura exigidos.

A expectativa divulgada era de aproximadamente 30 dias para o início dos trabalhos, após as etapas necessárias. Não há, nesta apuração, confirmação documental de uma data definitiva de início.

As equipes municipais já existentes deverão continuar atuando, com prioridade para demandas relacionadas a prédios públicos.

Licitação de R$ 80 milhões chegou a ser suspensa

A contratação também apresenta um histórico que exige atenção dos órgãos de controle.

Em abril de 2026, o Observatório Social de Maringá (OSM) questionou o edital, incluindo a ausência de detalhamento de custos unitários dos serviços exigidos.

Após a manifestação, a Prefeitura suspendeu temporariamente o procedimento para revisão e ajustes.

Posteriormente, o Pregão 81/2026 prosseguiu até a homologação de 28 de outubro.

A suspensão anterior não demonstra, por si só, irregularidade na contratação atual. Entretanto, a comparação entre as versões do edital e a análise da resposta à impugnação são importantes para verificar quais questionamentos foram solucionados.

Como será fiscalizado o serviço?

A Prefeitura informou que cada equipe terá acompanhamento de servidor municipal e que a execução será registrada em sistema informatizado.

Também estão previstos mecanismos de desconto ou penalização em caso de descumprimento das obrigações, inclusive quanto às equipes, aos equipamentos e às metas de atendimento.

Ainda precisam ser examinados integralmente os documentos contratuais para esclarecer os critérios de medição, a composição dos preços, os limites financeiros e as condições específicas das sanções.

Outro ponto relevante é o replantio. Conforme a apresentação municipal, ele não integra essa contratação. A reposição de árvores deverá depender de outras iniciativas, incluindo o fortalecimento do Viveiro Municipal.

O que muda para o morador?

A contratação poderá ampliar a capacidade de atendimento, mas o anúncio não significa que todas as solicitações serão resolvidas imediatamente.

O município ainda precisa esclarecer publicamente como funcionará a ordem de prioridade, especialmente nos casos de risco de queda, interferência na rede elétrica, danos a imóveis e pedidos antigos.

Moradores devem continuar utilizando os canais oficiais da Prefeitura para solicitar avaliação e acompanhar seus protocolos. A retirada de árvores não deve ser realizada sem observar as autorizações exigidas.

O que ainda precisa ser esclarecido?

O Maringá PR Notícias mantém como pontos de acompanhamento:

  1. A assinatura do contrato e a publicação da ordem de serviço.
  2. O detalhamento dos preços unitários e das regras de pagamento.
  3. As alterações realizadas após a impugnação do Observatório Social.
  4. O cronograma de atendimento por regiões da cidade.
  5. Os critérios para redução da fila superior a 6 mil remoções autorizadas.
  6. A divulgação periódica de podas, remoções, pagamentos e árvores replantadas.

O Maringá PR Notícias continuará acompanhando a execução da contratação e a evolução da fila de serviços de arborização urbana.

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Fontes consultadas

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