Mandados alcançaram Maringá, Sarandi e Marialva; PCPR confirma investigação sobre supostas irregularidades envolvendo servidores e particulares, mas ainda não detalha as condutas apuradas
MARINGÁ — A Corregedoria da Polícia Civil afastou cautelarmente nove policiais civis nesta quarta-feira (23), durante uma operação que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Maringá, Sarandi e Marialva.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou as informações à imprensa. Segundo a corporação, a investigação apura supostas irregularidades praticadas por servidores públicos e particulares.
Por enquanto, entretanto, a PCPR não detalhou publicamente quais condutas investiga, quem são os servidores envolvidos ou quais unidades policiais tiveram integrantes alcançados pelas medidas.
Além disso, a corporação não divulgou publicamente o número do procedimento investigativo nem o período em que teriam ocorrido os fatos sob apuração.
Corregedoria conduz a investigação
O delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Adão Wagner Loureiro Rodrigues, informou a outro veículo de imprensa que a Corregedoria da Polícia Civil conduz a apuração. Por esse motivo, ele afirmou que não comentaria o caso.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná exerce o controle interno da atividade policial. Entre suas competências oficiais, o órgão apura infrações penais e administrativas e coordena atividades disciplinares.
Além disso, a estrutura da instituição mantém em Maringá a 6ª Corregedoria de Polícia Civil, localizada no Jardim Alvorada.
Maringá, Sarandi e Marialva também integram oficialmente a área da 9ª Subdivisão Policial de Maringá.
O que ainda não foi esclarecido
Apesar da dimensão da operação, vários pontos continuam sem resposta pública.
Até agora, a PCPR não informou:
- qual é o número ou a natureza do procedimento que originou a investigação;
- há quanto tempo a Corregedoria apura os fatos;
- quais unidades policiais possuem servidores atingidos pelas medidas;
- quais medidas cautelares a Justiça determinou além dos afastamentos;
- se as equipes apreenderam celulares, armas funcionais, documentos ou outros materiais;
- se os mandados também tiveram particulares como alvos;
- qual órgão judicial autorizou as medidas;
- e se o Ministério Público do Paraná participa ou acompanha formalmente a investigação.
Outro veículo local informou que um delegado estaria entre os nove policiais afastados. A mesma publicação afirmou ainda que as autoridades recolheram armas e distintivos dos investigados e que a investigação já durava alguns meses.
A informação foi publicada pelo Pinga Fogo Notícias.
No entanto, esses detalhes não aparecem nas informações mais restritas atribuídas oficialmente à PCPR e reproduzidas por outros veículos.
Por isso, o Maringá PR Notícias diferencia as informações confirmadas pela corporação dos detalhes adicionais que ainda aguardam esclarecimento oficial.
O Maringá Post também publicou a confirmação atribuída à PCPR sobre os 16 mandados, os nove afastamentos e a investigação envolvendo servidores e particulares.
Informação sobre combustível e jogos de azar ainda não tem confirmação oficial
Uma publicação local afirmou que a investigação estaria relacionada a suspeitas envolvendo desvio de combustível e jogos de azar.
Além disso, a publicação menciona possível apreensão de máquinas caça-níqueis, recolhimento de celulares e participação do Departamento de Narcóticos (Denarc) na operação.
As informações foram publicadas pelo blog Angelo Rigon.
Até o fechamento desta reportagem, porém, a PCPR não havia confirmado oficialmente essas informações nas manifestações públicas localizadas pelo Maringá PR Notícias.
Dessa forma, a reportagem mantém esses pontos como informações pendentes de confirmação e busca esclarecimentos junto à Corregedoria.
Ministério Público também entra nas perguntas da reportagem
A eventual participação do Ministério Público do Paraná representa outro ponto ainda sem esclarecimento.
O Gaeco de Maringá possui atuação regional na região.
Além disso, a Resolução nº 1.801 do Ministério Público do Paraná estabelece atribuições dos GAECOs relacionadas ao controle externo concentrado da atividade policial nas hipóteses previstas pela norma em que existam indícios de participação de policiais civis ou militares.
Isso, contudo, não confirma a participação do Gaeco nesta investigação específica.
Até o fechamento desta reportagem, o Maringá PR Notícias não localizou manifestação pública do MPPR que confirmasse participação formal no caso.
Investigação continua
Segundo as informações atribuídas à PCPR, a investigação continua em andamento.
Ao mesmo tempo, a corporação destacou que os envolvidos mantêm as garantias do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência.
Portanto, o afastamento cautelar não representa conclusão sobre eventual responsabilidade criminal ou administrativa dos policiais investigados.
O Maringá PR Notícias busca agora informações complementares sobre a natureza da investigação, as unidades atingidas, as medidas cautelares adotadas e eventual participação do Ministério Público.
Por fim, a reportagem atualizará o conteúdo caso a PCPR, a Corregedoria ou o MPPR apresentem novos esclarecimentos.
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FONTES
Polícia Civil do Paraná — Corregedoria-Geral da PCPR
Polícia Civil do Paraná — Divisão Policial do Interior / 9ª SDP de Maringá
Ministério Público do Paraná — Gaeco de Maringá
Ministério Público do Paraná — Resolução nº 1.801
Maringá Post — Polícia Civil cumpre 16 mandados e afasta nove policiais
Pinga Fogo Notícias — operação afasta delegado e outros oito policiais
Angelo Rigon — publicação com informações adicionais ainda não confirmadas oficialmente
Redação Maringá PR Notícias
