Universidade de Maringá ocupa a 278ª posição entre 2.016 instituições de 110 países; desempenho melhora no mundo e na América Latina, mas instituição passa de 10ª para 11ª entre as brasileiras
MARINGÁ — A Universidade Estadual de Maringá (UEM) avançou 41 posições no UI GreenMetric World University Rankings e passou a integrar o grupo das 300 universidades mais bem colocadas do mundo em sustentabilidade. Além disso, na edição de 2026, a instituição aparece na 278ª colocação entre 2.016 universidades de 110 países.
Em 2025, a UEM ocupava a 319ª posição mundial, em uma avaliação com 1.745 instituições de 105 países. Assim, além de subir 41 colocações, a universidade melhorou sua posição justamente em uma edição que incorporou 271 instituições a mais.
Consulte o ranking mundial oficial do UI GreenMetric 2026
UEM no GreenMetric 2026 ocupa 42º lugar na América Latina
No recorte regional, a UEM também avançou. Em 2025, aparecia na 46ª colocação da América Latina e, agora, ocupa o 42º lugar, ganho de quatro posições.
Entre as instituições brasileiras, por outro lado, ocorreu movimento contrário. A universidade estava em 10º lugar no país em 2025, enquanto aparece na 11ª posição nacional em 2026.
Portanto, a melhora no ranking mundial não significou avanço simultâneo em todos os recortes. Isso porque a posição da UEM também depende do desempenho das demais instituições brasileiras.
No ranking geral de 2026, a universidade aparece com:
- 278ª posição mundial;
- 42ª posição na América Latina;
- 11ª posição entre as instituições brasileiras;
- 7.862,5 pontos.
Veja a divulgação oficial da UEM sobre o resultado
Universidade melhora também em relação ao tamanho do ranking
Além da posição absoluta, a entrada de novas instituições ajuda a dimensionar melhor o desempenho da UEM.
Em 2025, a universidade estava na 319ª posição entre 1.745 participantes. Na prática, isso correspondia a aproximadamente 18% do total de universidades classificadas.
Em 2026, por sua vez, a UEM aparece em 278º lugar entre 2.016 instituições. Nesse caso, a posição equivale a aproximadamente 14% do conjunto avaliado.
Dessa forma, mesmo com o aumento do número de participantes, a universidade passou a ocupar uma faixa proporcionalmente melhor dentro do ranking mundial.
Ranking passou de 1.745 para 2.016 universidades
Ao mesmo tempo, o próprio GreenMetric aumentou de tamanho. A edição de 2025 reuniu 1.745 instituições de 105 países, enquanto, em 2026, são 2.016 universidades de 110 países.
Com isso, o levantamento recebeu 271 instituições a mais, crescimento de aproximadamente 15,5% no número de participantes.
Além disso, a presença internacional cresceu, já que o número de países representados passou de 105 para 110.
O UI GreenMetric foi criado pela Universitas Indonesia em 2010. Desde então, o levantamento avalia políticas, infraestrutura e práticas relacionadas à sustentabilidade dentro das instituições de ensino superior.
Compare com a classificação oficial do GreenMetric 2025
Metodologia mudou em 2026
Entretanto, há um detalhe importante antes de comparar diretamente as pontuações de 2025 e 2026.
Até o ano passado, o GreenMetric utilizava seis grandes categorias: Infraestrutura, Energia e Mudanças Climáticas, Resíduos, Água, Transporte e Educação e Pesquisa.
Em 2026, porém, o ranking acrescentou uma sétima categoria: Governança e Digitalização.
Consulte os critérios oficiais do GreenMetric 2026
Por isso, embora a pontuação total da UEM tenha passado de 7.625 pontos em 2025 para 7.862,5 em 2026, os dois resultados não devem ser tratados como uma comparação perfeitamente equivalente.
Por outro lado, a evolução das posições pode ser apresentada diretamente: a UEM passou da 319ª para a 278ª colocação mundial e da 46ª para a 42ª na América Latina.
Água, resíduos e infraestrutura aparecem entre os resultados da UEM
Na divisão por critérios, a UEM obteve 950 pontos em Infraestrutura e outros 950 em Água. Além disso, alcançou 1.400 pontos em Resíduos e 1.425 em Energia e Mudanças Climáticas.
A pontuação completa registrada pelo GreenMetric foi:
| Critério | Pontuação |
|---|---|
| Infraestrutura | 950 |
| Energia e Mudanças Climáticas | 1.425 |
| Resíduos | 1.400 |
| Água | 950 |
| Transporte | 1.175 |
| Educação e Pesquisa | 1.087,5 |
| Governança e Digitalização | 875 |
| Total | 7.862,5 |
Entre os critérios avaliados, Infraestrutura considera aspectos como áreas abertas, vegetação, conservação da biodiversidade, acessibilidade, segurança e estruturas de saúde.
Já a avaliação de Água inclui conservação, eficiência no consumo, reciclagem e controle da poluição hídrica.
O indicador de Resíduos, por sua vez, considera práticas de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de diferentes tipos de materiais.
Enquanto isso, Energia e Mudanças Climáticas avalia medidas relacionadas ao consumo energético, eficiência e redução de impactos ambientais.
Resultado chega em momento de transição na UEM
Além do desempenho no ranking, o resultado aparece poucos dias antes de uma mudança formal na administração da universidade.
A professora Gisele Mendes de Carvalho, eleita para comandar a UEM na gestão 2026–2030, tem posse prevista para 9 de outubro, com início do exercício da nova gestão em 11 de outubro.
Leia: Gisele Mendes vence eleição e será a nova reitora da UEM
Nesse contexto, a melhora no GreenMetric entrega à próxima gestão uma referência objetiva para acompanhar a evolução das políticas ambientais e institucionais nos próximos anos.
Ao mesmo tempo, a mudança de metodologia em 2026 exigirá cautela nas futuras comparações de pontuação.
UEM também avança em pesquisa e inovação
Além da sustentabilidade, a Universidade Estadual de Maringá apresentou recentemente outros indicadores relacionados à pesquisa e à inovação.
Em setembro, a UEM chegou à 80ª patente concedida, relacionada a moléculas estudadas como alternativas no desenvolvimento de tratamentos contra infecções fúngicas sistêmicas.
Além disso, a instituição ainda possuía 64 pedidos de patente em análise no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) naquele levantamento.
Leia: UEM conquista 80ª patente com moléculas estudadas contra infecções fúngicas
Assim, os indicadores recentes colocam em evidência diferentes dimensões da universidade. De um lado, aparecem pesquisa e inovação; de outro, ganham espaço sustentabilidade, infraestrutura e gestão institucional.
O que o ranking mede — e o que ele não mede
Apesar da posição internacional, o GreenMetric não deve ser confundido com rankings gerais de qualidade universitária. Isso ocorre porque o levantamento é especializado em sustentabilidade institucional.
Por isso, a 278ª posição não significa que a UEM seja a 278ª melhor universidade do mundo em uma avaliação geral de qualidade acadêmica.
Em vez disso, o ranking analisa especificamente políticas e resultados relacionados à sustentabilidade, incluindo energia, resíduos, água, transporte, infraestrutura, ensino, pesquisa e, a partir de 2026, governança e digitalização.
Portanto, a classificação precisa ser interpretada dentro desse recorte específico.
Ainda assim, o avanço de 41 posições mostra que a UEM melhorou sua colocação relativa em um ranking que, ao mesmo tempo, ampliou significativamente o número de instituições participantes.
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Fontes
UI GreenMetric World University Rankings — classificação oficial de 2026, posições mundial, nacional e latino-americana e pontuações por categoria.
Consultar o ranking oficial de 2026
UI GreenMetric World University Rankings — classificação oficial de 2025 utilizada na comparação histórica.
Consultar o ranking oficial de 2025
UI GreenMetric — metodologia e critérios da edição 2026.
Consultar os critérios de 2026
Universidade Estadual de Maringá (UEM) — divulgação institucional sobre o desempenho da universidade.
Consultar a publicação oficial da UEM
Maringá PR Notícias — acompanhamento das atividades, pesquisa, inovação e gestão da Universidade Estadual de Maringá.
Redação — Maringá PR Notícias
