Exercício realizado em 22 de outubro mobilizou Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e secretarias municipais. Equipes utilizaram drones térmicos, cães de busca e equipamentos de resgate; resultados detalhados ainda não foram divulgados.
Na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, mais de 100 profissionais participaram de um simulado de resposta a desastres em Maringá. Durante a atividade, as equipes reproduziram situações de desabamento, buscaram vítimas soterradas e treinaram o atendimento a pessoas desalojadas.
O Corpo de Bombeiros do Paraná coordenou a atividade, que também reuniu a Defesa Civil municipal e equipes de diferentes secretarias da Prefeitura.
De acordo com o comunicado oficial, um dos cenários envolveu aproximadamente 40 vítimas simuladas, entre pessoas soterradas e desalojadas.
Dessa forma, a iniciativa buscou melhorar a atuação conjunta dos órgãos públicos diante de ocorrências de grandes proporções, incluindo possíveis eventos climáticos extremos.
Drones térmicos e cães foram usados nas buscas
Durante o treinamento, os bombeiros reproduziram cenários de desabamento estrutural.
Para localizar vítimas, as equipes utilizaram drones com câmeras térmicas, cães treinados e equipamentos especializados de busca.
Além disso, os participantes avaliaram a área atingida e calcularam quantos profissionais e equipamentos a operação exigiria.
Assim, o exercício reforçou uma etapa fundamental: a distribuição adequada das equipes pode melhorar a eficiência de uma resposta real.
Quais órgãos participaram do simulado?
O exercício reuniu o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil de Maringá e profissionais das secretarias municipais de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Assistência Social, Política sobre Drogas e Pessoa Idosa, e Logística e Compras.
Cada setor possui atribuições específicas durante uma emergência.
Enquanto os bombeiros conduzem as operações de busca e resgate, a Defesa Civil e as demais equipes municipais podem fornecer equipamentos, avaliar danos, organizar o apoio logístico e prestar assistência às famílias.
O secretário de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Defesa Civil, Vagner Mussio, destacou a importância da definição antecipada de responsabilidades.
Entre os recursos que podem ser mobilizados estão retroescavadeiras, pás carregadeiras e caminhões para auxiliar na remoção de escombros.
Como funciona o atendimento aos desalojados?
Além das buscas, o treinamento também incluiu procedimentos de triagem, identificação e cadastramento das vítimas.
A Defesa Civil e a Assistência Social trabalharam na identificação de pessoas desabrigadas ou desalojadas e no planejamento de seu encaminhamento para locais seguros.
Conforme a gravidade da ocorrência, esse atendimento pode exigir abrigo temporário, alimentação e assistência social.
Em ocorrências que ultrapassem a capacidade de resposta local, o Corpo de Bombeiros pode solicitar reforços de outras unidades da região ou acionar a força-tarefa estadual.
O exercício identificou falhas?
O tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), explicou que treinamentos desse tipo permitem avaliar equipamentos e procedimentos antes de uma emergência real.
Entretanto, a Prefeitura não apresentou, na nota consultada, um relatório conclusivo com falhas específicas, tempos de resposta ou medidas corretivas.
Por isso, ainda não é possível afirmar quais problemas as equipes identificaram durante o simulado nem quais melhorias os órgãos responsáveis pretendem implementar.
Esses dados, portanto, são relevantes para avaliar os resultados práticos da atividade.
Simulado também teve participação regional
Uma publicação sobre a participação da Defesa Civil de Paranavaí relata exercícios envolvendo chuvas intensas, ventos fortes, destelhamentos e colapsos estruturais.
O relato menciona o atendimento a 22 vítimas em um cenário simulado e a participação de equipes de emergência, incluindo o Samu.
Já a Prefeitura de Maringá cita aproximadamente 40 vítimas em uma das situações previstas.
A diferença, porém, não comprova inconsistência: os números podem corresponder a etapas distintas. Ainda assim, os órgãos responsáveis precisam esclarecer a relação entre os cenários.
O que fazer em caso de emergência?
Diante de um desabamento, inundação ou outra situação de risco, a população deve evitar entrar em estruturas comprometidas e não atravessar áreas alagadas.
Além disso, é importante manter distância de fios elétricos caídos e seguir as orientações das equipes de emergência.
Para solicitar socorro, os principais números são:
- 193 — Corpo de Bombeiros
- 199 — Defesa Civil
- 192 — Samu, para urgências médicas
Os moradores também devem acompanhar os alertas oficiais e evitar compartilhar informações não verificadas.
Preparação para temporais já era acompanhada pelo portal
Em setembro, o Maringá PR Notícias publicou uma investigação sobre a preparação municipal diante de eventos climáticos extremos.
A reportagem examinou documentos sobre planejamento, equipamentos, capacidade operacional e medidas anunciadas pela administração.
Nesse cenário, o treinamento de outubro representa uma nova atividade de preparação.
Entretanto, o exercício, isoladamente, não comprova que o município já implementou integralmente todos os planos, equipamentos, abrigos e protocolos.
Quais respostas ainda faltam?
Para aprofundar a investigação, o Maringá PR Notícias pretende verificar se os responsáveis produziram um relatório pós-exercício, quais tempos de resposta mediram, quais melhorias apontaram e como pretendem incorporar os resultados ao planejamento municipal.
Também permanecem relevantes as informações sobre abrigos, rotas de evacuação, estoques emergenciais e integração regional.
Leia também
Fontes
Prefeitura de Maringá — Comunicado oficial do simulado, 22/10/2026
Diário do Noroeste — Participação da Defesa Civil de Paranavaí
Câmara Municipal de Maringá — Requerimento 437/2026
Redação Maringá PR Notícias
Nota de transparência: os números de vítimas mencionados nesta reportagem referem-se exclusivamente a cenários simulados. O comunicado oficial consultado não apresenta um balanço conclusivo de falhas, tempos de resposta ou indicadores de desempenho.
