Educação

RU da UEM suspende almoço após paralisação de terceirizados nesta quinta-feira (8)

Universidade atribui interrupção a pendências financeiras e administrativas da empresa prestadora de serviços, providencia marmitas para estudantes vulneráveis e informa previsão de jantar normal

MARINGÁ — O Restaurante Universitário (RU) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) suspendeu o atendimento do almoço nesta quinta-feira (8) devido à paralisação de trabalhadores terceirizados. Segundo comunicado oficial da Reitoria, a interrupção ocorreu por pendências financeiras e administrativas da empresa responsável pelos serviços com seus funcionários. Para reduzir os impactos, a instituição providenciou marmitas destinadas a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A Universidade informou que adotou medidas legais para cobrar a regularização das pendências. Além disso, a empresa prestadora de serviços se comprometeu a resolver a situação até o fim desta quinta-feira.

Entretanto, o comunicado não confirma que os pagamentos ou demais obrigações já tenham sido regularizados.

A chamada publicada no portal institucional informa que o jantar seguirá a programação normal. Contudo, o texto da nota condiciona a retomada das atividades à normalização dos serviços.

Por isso, estudantes e servidores devem acompanhar os canais oficiais da UEM antes de se deslocarem ao restaurante no período noturno.

Leia o comunicado oficial da UEM sobre a paralisação do Restaurante Universitário em 8 de outubro.

O que provocou a paralisação do RU da UEM?

De acordo com a Reitoria, os funcionários da empresa terceirizada interromperam as atividades devido a pendências financeiras e administrativas relacionadas ao vínculo com a prestadora de serviços.

Consequentemente, o Restaurante Universitário não conseguiu manter o atendimento do almoço nesta quinta-feira.

Na manifestação oficial, a UEM afirmou que tomou as providências legais cabíveis para exigir a regularização da situação junto aos trabalhadores.

Além disso, a administração informou ter recebido o compromisso da empresa de solucionar as pendências até o encerramento do dia.

O comunicado, porém, não detalha os valores devidos, quantos funcionários participaram da paralisação ou quais obrigações permaneciam pendentes.

Também não identifica nominalmente a prestadora de serviços responsável pela interrupção de outubro.

Dessa forma, ainda não é possível apresentar um balanço financeiro do episódio nem atribuir valores específicos à empresa.

UEM providencia marmitas para estudantes em vulnerabilidade

Diante da suspensão do almoço, a administração universitária providenciou uma medida emergencial para atender parte dos estudantes.

Segundo a Reitoria, a Universidade organizou a distribuição de marmitas para acadêmicos em situação de vulnerabilidade durante o período de paralisação.

A iniciativa busca reduzir os efeitos da interrupção sobre estudantes que dependem da alimentação oferecida no campus.

Entretanto, a nota não informa quantas marmitas foram preparadas, o número de beneficiários atendidos ou o custo da medida emergencial.

Também não detalha os critérios operacionais utilizados para distribuir as refeições.

Por isso, esses indicadores deverão integrar o acompanhamento posterior da reportagem.

Restaurante Universitário já havia parado em julho

A paralisação desta quinta-feira acontece três meses depois de outra interrupção provocada por problemas relacionados aos trabalhadores terceirizados.

Em 8 de julho de 2026, funcionários do RU paralisaram as atividades em meio a reivindicações por pagamentos atrasados e melhores condições de trabalho.

Na ocasião, o restaurante suspendeu o almoço e o jantar. Além disso, a Universidade também providenciou marmitas para estudantes em situação de vulnerabilidade.

Segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), os trabalhadores reivindicavam a regularização de pagamentos e outras condições relacionadas ao serviço.

Posteriormente, a UEM informou que havia notificado a empresa terceirizada e que as pendências financeiras tinham sido regularizadas.

Com isso, a Universidade anunciou a retomada das três refeições diárias a partir de 9 de julho.

Confira o comunicado oficial da UEM sobre a retomada do Restaurante Universitário em 9 de julho.

Embora o serviço tenha sido restabelecido naquela ocasião, outras manifestações de terceirizados ocorreram nas semanas seguintes.

Trabalhadores também fizeram manifestações em agosto

Em agosto, trabalhadores terceirizados da UEM voltaram a denunciar problemas relacionados ao pagamento de salários e benefícios.

No dia 21 daquele mês, a Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem) publicou uma manifestação cobrando a regularização dos pagamentos.

O documento sindical mencionava profissionais vinculados à Produserv Serviços Ltda., empresa contratada para prestar serviços em diferentes setores da Universidade, incluindo o Restaurante Universitário.

Entre as reclamações divulgadas estavam atrasos salariais e problemas envolvendo vale-alimentação e vale-transporte.

Além disso, a entidade registrou que os trabalhadores haviam realizado mobilizações e paralisações para cobrar seus direitos.

Leia a manifestação da Sesduem sobre os pagamentos aos trabalhadores terceirizados.

A identificação da Produserv nos registros de agosto não comprova, por si só, que a empresa seja responsável pela paralisação de 8 de outubro.

A confirmação depende da identificação contratual atual e de esclarecimentos da Universidade.

Quanto custa uma refeição no RU da UEM?

O Restaurante Universitário constitui um dos serviços de apoio à permanência estudantil da Universidade Estadual de Maringá.

Atualmente, o portal oficial do RU informa que estudantes pagam R$ 3,90 pelo almoço ou jantar.

O valor resulta de uma redução aprovada pelo Conselho de Administração da UEM no fim de julho. Anteriormente, a tarifa para estudantes era de R$ 5.

Além disso, o restaurante mantém preços diferenciados para servidores e usuários externos.

Valores divulgados no portal oficial do RU:

  • Estudantes: R$ 3,90 por almoço ou jantar.
  • Servidores com renda de até três salários mínimos: R$ 5.
  • Servidores com renda acima de três salários mínimos: R$ 10.
  • Comunidade externa: R$ 19.
  • Café da manhã: R$ 2, exclusivo para alunos e servidores.

Em 2025, o RU serviu mais de 475 mil refeições, segundo informações divulgadas pela própria Universidade em julho de 2026.

Esse volume demonstra a importância da continuidade do serviço para a comunidade universitária.

Consequentemente, interrupções operacionais podem afetar estudantes que organizam sua rotina acadêmica e financeira considerando o acesso ao restaurante.

Confira os preços, horários e informações oficiais do Restaurante Universitário da UEM.

Paralisações levantam perguntas sobre fiscalização contratual

A sequência de reclamações trabalhistas e interrupções do serviço entre julho e outubro abre uma nova frente de acompanhamento sobre a execução dos contratos de terceirização.

Uma das questões é identificar quais providências administrativas a Universidade adotou depois das ocorrências anteriores.

Além disso, é necessário verificar se a fiscalização contratual registrou atrasos nos pagamentos de salários e benefícios e quais medidas foram exigidas da prestadora.

Outro ponto envolve a existência de notificações, multas, retenções de pagamento ou outros procedimentos administrativos relacionados aos descumprimentos relatados.

Entretanto, a documentação reunida até o momento não permite afirmar que houve omissão da fiscalização universitária ou irregularidade na execução de pagamentos públicos.

Também não há informações suficientes para estabelecer se as pendências de outubro possuem a mesma origem das reclamações registradas em julho e agosto.

Por isso, os próximos documentos relevantes são o contrato vigente, os relatórios de fiscalização e os comprovantes de regularização das obrigações trabalhistas.

O que ainda precisa ser esclarecido?

A nota da Reitoria confirma a suspensão do almoço e as medidas adotadas para reduzir os impactos sobre estudantes.

Entretanto, permanecem sem esclarecimento público detalhado alguns aspectos da ocorrência desta quinta-feira.

Entre eles estão a identificação da empresa envolvida, o número de funcionários afetados, os valores eventualmente pendentes e a quantidade de marmitas distribuídas.

Além disso, falta confirmar se a regularização prometida pela prestadora ocorreu dentro do prazo informado.

Outro ponto importante é verificar como a Universidade pretende prevenir novas interrupções.

O Maringá PR Notícias continuará acompanhando os comunicados oficiais e os registros administrativos relacionados à prestação dos serviços terceirizados.

Jantar desta quinta-feira está mantido?

A chamada do comunicado divulgado pela UEM informa que o jantar desta quinta-feira (8) segue a programação normal.

Entretanto, o corpo da mesma nota afirma que o atendimento será retomado assim que a situação estiver normalizada.

Até o fechamento desta reportagem, não foi localizada confirmação independente de que as pendências já tenham sido solucionadas.

Portanto, a previsão de funcionamento noturno deve ser acompanhada pelos canais oficiais da instituição.

O site do RU informa atendimento de jantar normalmente das 18h às 19h30, mas esse horário regular não garante, por si só, o funcionamento diante da paralisação.

Serviço — Restaurante Universitário da UEM

Data da ocorrência: quinta-feira, 8 de outubro de 2026.

Almoço: suspenso por paralisação de terceirizados.

Jantar: anunciado como normal pela UEM, com necessidade de acompanhamento da regularização do serviço.

Medida emergencial: marmitas providenciadas para estudantes em situação de vulnerabilidade.

Endereço: Universidade Estadual de Maringá — Avenida Colombo, 5790, Bloco P01, Maringá.

Horário habitual do jantar: das 18h às 19h30.

Telefone do RU: (44) 3011-4379.

E-mail: sec-ru@uem.br.

Atualizações: site oficial do Restaurante Universitário e portal de notícias da UEM.

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Fontes

Redação — Maringá PR Notícias

Nota de transparência: esta reportagem utiliza documentos oficiais da UEM, manifestações sindicais e registros públicos anteriores. A Universidade não identificou nominalmente a prestadora envolvida na paralisação de 8 de outubro no comunicado consultado. A confirmação do funcionamento noturno e da regularização das pendências permanece sujeita a atualização.

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