29 mortes no trânsito: Maringá apresenta plano com foco em motociclistas e fiscalização noturna
Plano de Segurança Viária de Maringá reúne fiscalização, engenharia, educação e tecnologia. Prefeitura também lança movimento “Maringá pela Vida” e anuncia ações específicas para motociclistas
Maringá chegou a 29 mortes no trânsito em 2026 no mesmo dia em que a Prefeitura apresentou o Plano de Segurança Viária de Maringá. A atualização ocorreu durante a reunião desta sexta-feira (14), no Paço Municipal, que reuniu representantes do poder público, forças de segurança e entidades da sociedade civil para discutir medidas destinadas a reduzir acidentes e preservar vidas.
Além disso, o diagnóstico apresentado pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) colocou os motociclistas no centro da estratégia. Entre 2021 e 2026, 122 motociclistas e 14 passageiros de motocicletas morreram em acidentes de trânsito. Juntos, esses grupos somam 136 vítimas e representam 62% das mortes no trânsito registradas no período, segundo os dados apresentados pela Semob.
Diante desse cenário, a Prefeitura lançou o movimento “Maringá pela Vida” e anunciou um conjunto de ações que combina fiscalização, engenharia de trânsito, educação, tecnologia e capacitação.
Plano de Segurança Viária de Maringá entra em nova fase
A apresentação do plano marca uma nova etapa da estratégia municipal.
Até agora, a discussão sobre acidentes muitas vezes ganhou força depois das ocorrências mais graves. Agora, porém, a Prefeitura pretende trabalhar de maneira integrada para identificar riscos, fiscalizar comportamentos e corrigir pontos considerados críticos.
Além disso, o município pretende envolver empresas e instituições no movimento Maringá pela Vida. Para isso, a Prefeitura deverá disponibilizar materiais educativos para campanhas internas.
Ao mesmo tempo, as entidades poderão apresentar sugestões para ampliar a proteção de condutores, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Dessa forma, o Plano de Segurança Viária de Maringá apresenta a segurança viária como uma responsabilidade compartilhada entre poder público, condutores, empresas e instituições.
Motociclistas são prioridade no Plano de Segurança Viária
O principal alerta do diagnóstico está relacionado às motocicletas.
Entre 2021 e 2026, 136 pessoas morreram em acidentes envolvendo motocicletas. Desse total, 122 eram motociclistas e 14 eram passageiros.
Segundo os dados apresentados pela Semob, esse grupo representa 62% de todas as mortes no trânsito registradas no período analisado.
Por isso, o Plano de Segurança Viária de Maringá prevê medidas específicas para motociclistas.
Entre elas está o Moto + Vida, projeto que deverá oferecer capacitação teórica e prática aos condutores.
Além disso, a Prefeitura prevê a criação de um selo para empresas que adotarem medidas voltadas à segurança dos motociclistas.
🟡 DICA DO EDITOR
O dado dos motociclistas muda a prioridade da discussão.
Se 62% das mortes registradas no período envolvem motociclistas ou passageiros de motos, então as ações específicas para esse público precisam apresentar resultados mensuráveis.
Portanto, não basta aumentar a fiscalização. É necessário verificar se o número de acidentes, feridos e mortes realmente diminui.
Fiscalização noturna ganha destaque em Maringá
O período noturno também aparece como fator importante no diagnóstico apresentado durante a reunião.
Segundo os dados apresentados no encontro, 70% das mortes envolvendo motociclistas ocorrem no período noturno.
Além disso, a Prefeitura informou que sábado, entre 18h e 23h, concentra o maior número de registros no consolidado apresentado pela Semob.
Entretanto, as duas informações tratam de recortes diferentes.
A primeira considera especificamente as mortes envolvendo motociclistas. Já a segunda aponta a faixa horária com maior concentração de registros no diagnóstico municipal.
Ainda assim, os dados ajudam a explicar por que a fiscalização noturna ganhou destaque no novo plano.
Fiscalização noturna será triplicada
A Semob anunciou que pretende triplicar as fiscalizações no período noturno, principalmente nos locais onde há maior concentração de acidentes.
Nesse trabalho, os agentes deverão priorizar comportamentos considerados de risco, como:
- excesso de velocidade;
- álcool associado à direção;
- avanço de sinal;
- uso de celular ao volante;
- condução sem habilitação;
- outras infrações relacionadas à segurança viária.
Além disso, a Prefeitura pretende manter as operações realizadas durante o dia e ampliar a presença dos agentes nos horários considerados mais críticos.
Entretanto, o aumento das operações representa apenas uma das medidas anunciadas.
Na prática, o principal indicador será verificar se a maior presença dos agentes nas ruas produzirá menos acidentes, menos feridos e menos mortes.
Semob apresenta balanço das fiscalizações
Durante a reunião, a Semob também apresentou um balanço das operações realizadas neste ano.
Segundo os dados divulgados durante o encontro, as equipes realizaram 68 blitze, abordaram mais de 2 mil veículos, registraram 788 infrações e apreenderam 295 veículos.
Além disso, o levantamento apontou quase 300 pessoas conduzindo veículos sem habilitação.
Dessa maneira, o plano não parte de uma situação sem fiscalização. A proposta consiste em ampliar e direcionar as operações, especialmente durante a noite.
Engenharia de trânsito também entra na resposta
A Prefeitura também pretende atuar na infraestrutura das vias.
Nesse sentido, o Plano de Segurança Viária de Maringá prevê novas intervenções de engenharia para reduzir riscos em pontos considerados críticos.
Entre as medidas anunciadas estão:
- instalação de radares sonoros de velocidade;
- instalação de lombadas modulares;
- mudanças de sentido em determinadas vias de mão dupla;
- ampliação da fiscalização eletrônica;
- melhoria da visibilidade em cruzamentos críticos.
Além disso, a Prefeitura informou que pretende ampliar de 13% para 16% a fiscalização eletrônica de avanço de sinal.
A administração também avaliará problemas de visibilidade, estacionamento próximo às esquinas, geometria das vias e necessidade de redutores de velocidade.
Visibilidade nos cruzamentos entra no radar
Um dos pontos que mais chamam atenção envolve a visibilidade nos cruzamentos.
Em determinados locais, veículos estacionados, obstáculos ou características da própria via podem dificultar a percepção de quem trafega pela rua preferencial.
Por isso, a Prefeitura pretende avaliar esses pontos e adotar soluções que permitam ao motorista perceber com antecedência a aproximação de carros, motos e outros veículos.
Durante a reunião, também surgiu uma proposta tecnológica com câmeras e painéis de LED. A ideia é alertar motoristas sobre veículos que se aproximam de cruzamentos com baixa visibilidade.
Contudo, uma eventual implantação ainda dependerá de análise técnica e homologação.
74 mil avanços de sinal mostram outro desafio
A fiscalização eletrônica também ganhou espaço na discussão.
Segundo dados apresentados durante a reunião, Maringá registrou 74 mil infrações por avanço de sinal vermelho no ano passado.
Dessa forma, a ampliação da fiscalização eletrônica aparece como uma das respostas para um comportamento que pode aumentar o risco de colisões nos cruzamentos.
Ao mesmo tempo, ações educativas e fiscalização presencial continuam importantes para complementar a medida.
Avenida Colombo registra aumento de acidentes
A segurança viária também ultrapassa as ruas municipais.
Durante a reunião, a Polícia Rodoviária Federal apresentou dados sobre a Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376.
Segundo o inspetor-chefe da PRF na região Noroeste, Pedro Faria, os acidentes na Colombo aumentaram 15% de 2025 para 2026, principalmente em ocorrências de colisões traseiras.
De acordo com a análise apresentada, a falta de atenção e a reação inadequada ou tardia dos motoristas diante do veículo que trafega à frente estão entre os fatores associados a essas ocorrências.
Portanto, a Avenida Colombo também merece acompanhamento dentro da estratégia regional.
“Maringá pela Vida” leva prevenção para empresas
O movimento Maringá pela Vida não ficará restrito aos órgãos públicos.
A Prefeitura pretende fornecer materiais educativos para empresas e instituições realizarem campanhas internas de conscientização.
Além disso, as entidades participantes poderão encaminhar sugestões para o plano.
A proposta busca levar a discussão sobre trânsito também para os ambientes de trabalho.
Assim, empresas que possuem trabalhadores que utilizam motocicletas ou veículos diariamente poderão participar das ações de prevenção.
Educação caminha junto com fiscalização
O prefeito Silvio Barros afirmou durante a reunião que, segundo as estatísticas apresentadas pela administração, pelo menos 90% dos acidentes estariam relacionados a imperícia, imprudência e negligência.
Por isso, a Prefeitura pretende combinar o reforço da fiscalização com ações educativas.
É importante, entretanto, fazer uma distinção. O percentual de 90% corresponde à avaliação apresentada pelo prefeito durante a reunião.
Portanto, o dado não significa que cada acidente individual tenha uma causa previamente determinada.
Essa diferença ajuda a evitar generalizações.
Forças de segurança participam da estratégia
Representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil participaram da reunião e apresentaram sugestões.
Além disso, representantes do Conseg, Câmara Municipal, Associação Comercial e Empresarial de Maringá, Sindhotel, Abrasel e outras entidades também participaram do encontro.
Com isso, o plano começa com uma tentativa de integração entre diferentes setores.
A ideia é que a segurança viária não dependa de uma única secretaria ou órgão.
O Plano de Segurança Viária precisa ser medido
Esta é uma das partes mais importantes da nova etapa.
Uma fiscalização triplicada é uma ação.
Um novo radar é uma ação.
Uma lombada é uma ação.
Uma campanha educativa também é uma ação.
Entretanto, o que realmente importa é descobrir se essas medidas vão produzir menos acidentes, menos feridos e menos mortes.
Por isso, o Maringá PR Notícias vai acompanhar os indicadores antes e depois da implantação das medidas.
📊 Como vamos medir o resultado?
| Indicador | O que acompanhar |
|---|---|
| Mortes | Evolução mensal e anual |
| Feridos | Número e gravidade |
| Acidentes | Quantidade e localização |
| Motociclistas | Participação nas ocorrências |
| Período noturno | Acidentes e mortes à noite |
| Infrações | Velocidade, sinal, celular e outras |
| Fiscalização | Operações e abordagens |
| Pontos críticos | Antes e depois das intervenções |
| Engenharia | Resultado das mudanças |
| +VIDA | Evolução dos indicadores oficiais |
Dessa maneira, o Plano de Segurança Viária de Maringá poderá ser analisado não apenas pelo que promete fazer, mas pelo que efetivamente conseguir entregar.
E a Plataforma +VIDA?
A Plataforma +VIDA continua como uma ferramenta importante nessa estratégia.
A plataforma reúne dados relacionados à segurança viária e pode ajudar o município a identificar áreas críticas.
Além disso, essas informações podem orientar decisões de engenharia, fiscalização e educação.
Agora, a expectativa é que o município utilize a ferramenta também para acompanhar a evolução das medidas anunciadas.
Ou seja, a mesma lógica usada para identificar riscos poderá ajudar a verificar se as respostas adotadas funcionaram.
O que ainda precisa ser detalhado
Apesar da apresentação do Plano de Segurança Viária de Maringá, alguns pontos ainda precisam de informações mais específicas.
Entre eles estão:
- quais cruzamentos receberão prioridade;
- onde serão instaladas as lombadas modulares;
- onde ficarão os radares sonoros;
- quais vias poderão mudar de sentido;
- qual será o cronograma de implantação;
- quais serão as metas por indicador;
- quando os primeiros resultados serão avaliados;
- como os dados serão divulgados à população.
Portanto, a apresentação desta sexta-feira representa um começo.
Agora, a população precisa acompanhar a transformação dos anúncios em medidas concretas.
A meta é transformar anúncio em resultado
O plano apresentado pela Prefeitura reúne várias frentes.
Primeiro, reforça a fiscalização.
Depois, prevê intervenções de engenharia.
Além disso, amplia as ações educativas.
Ao mesmo tempo, cria iniciativas específicas para motociclistas.
Por fim, coloca dados e tecnologia no centro da tomada de decisões.
Essa combinação pode representar uma mudança importante para a segurança viária em Maringá.
Entretanto, será necessário acompanhar os números.
🟢 VOCÊ SABIA?
O projeto Moto + Vida deverá combinar capacitação teórica e prática para motociclistas com a criação de um selo destinado a empresas que adotarem medidas de segurança.
Na prática, a proposta tenta atuar tanto sobre o comportamento dos motociclistas quanto sobre o ambiente profissional em que muitos deles trabalham.
📌 SERVIÇO — Acompanhe os dados da segurança viária
A população pode consultar a Plataforma +VIDA, ferramenta oficial do município destinada a reunir informações relacionadas à segurança viária.
Além disso, a população poderá acompanhar as informações oficiais sobre o Plano de Segurança Viária de Maringá e o movimento Maringá pela Vida.
Fonte institucional: Prefeitura de Maringá / Secretaria de Mobilidade Urbana.
O desafio começa agora
A apresentação do Plano de Segurança Viária de Maringá acontece em um momento especialmente delicado.
Maringá chegou a 29 mortes no trânsito em 2026.
Ao mesmo tempo, o diagnóstico apresentado pela Semob mostra que motociclistas e passageiros de motocicletas representam 62% das mortes registradas entre 2021 e 2026.
Diante disso, a Prefeitura anunciou reforço da fiscalização noturna, novas intervenções de engenharia, ampliação da fiscalização eletrônica, ações educativas e o projeto Moto + Vida.
Agora, começa a etapa que interessa diretamente à população: verificar se essas medidas funcionarão.
Porque uma cidade mais segura não é aquela que simplesmente instala mais radares, realiza mais blitze ou constrói mais lombadas.
É aquela que consegue reduzir acidentes e preservar vidas.
E esse será o próximo capítulo da nossa série.
📍 ACOMPANHAMENTO MARINGÁ PR NOTÍCIAS
A partir desta publicação, o Maringá PR Notícias passa a acompanhar o Plano de Segurança Viária como uma política pública.
Vamos observar:
→ quais medidas foram efetivamente implantadas;
→ onde foram implantadas;
→ quando começaram a funcionar;
→ quem é responsável por cada ação;
→ quais resultados aparecem nos dados;
→ e se o número de acidentes e mortes realmente diminui.
A notícia termina aqui. A fiscalização jornalística, não.
🔎 Fontes
Fonte oficial principal: Prefeitura de Maringá — informações divulgadas em 14 de agosto de 2026 durante a apresentação do Plano de Segurança Viária.
Fonte jornalística complementar: O Diário de Maringá — reportagem sobre a reunião e dados apresentados durante o encontro.
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