Saúde

Oncologia do Hospital da Criança de Maringá completa um ano; veja balanço dos atendimentos

Serviço especializado já investigou mais de 70 crianças, confirmou 40 diagnósticos e realizou 700 sessões de quimioterapia; atendimento em Maringá também reduz deslocamentos durante o tratamento

A Oncologia do Hospital da Criança de Maringá completa um ano de funcionamento nesta sexta-feira (21) com mais de 70 crianças investigadas e 40 diagnósticos confirmados.

Além disso, o serviço realizou 700 sessões de quimioterapia, cerca de 650 atendimentos ambulatoriais e 290 internações durante os primeiros 12 meses de atividade.

O balanço divulgado pela Prefeitura de Maringá também mostra que oito pacientes foram transferidos de volta para Maringá. Dessa forma, eles puderam continuar o tratamento oncológico mais perto das famílias e da rede de apoio.

Mais do que apresentar números, porém, o primeiro aniversário do setor ajuda a dimensionar como a implantação da oncologia pediátrica ampliou o acesso ao tratamento especializado em Maringá e na região.

Resumo do que você vai encontrar

Nesta reportagem, você confere:

  • os números do primeiro ano da Oncologia do Hospital da Criança;
  • quanto tempo leva a investigação e o início do tratamento;
  • como funciona a equipe responsável pelo atendimento;
  • por que o serviço reduz a necessidade de viagens para outros centros;
  • e qual é a estrutura disponível no Hospital da Criança.

Primeiro ano tem 700 sessões de quimioterapia

Os números divulgados pelo município mostram a dimensão das atividades realizadas durante o primeiro ano.

Balanço da Oncologia do Hospital da Criança:

IndicadorBalanço
Crianças investigadasMais de 70
Diagnósticos confirmados40
Sessões de quimioterapia700
Atendimentos ambulatoriaisCerca de 650
Internações290
Pacientes transferidos de volta para tratamento em Maringá8

Portanto, o trabalho não se limita às sessões de quimioterapia. O atendimento também envolve investigação, diagnóstico, acompanhamento ambulatorial, internação e diferentes etapas do tratamento.

Além disso, a estrutura permite que os pacientes recebam acompanhamento de diferentes profissionais durante a jornada de cuidado.

Diagnóstico ocorre, em média, dois dias após primeira consulta

Um dos dados que mais chamam atenção no balanço está relacionado ao tempo de atendimento.

Segundo a Prefeitura de Maringá, o período médio entre a primeira consulta e a realização do exame diagnóstico é de dois dias.

Depois da confirmação do diagnóstico, por sua vez, o tratamento começa, em média, sete dias depois.

De acordo com a coordenadora do setor, enfermeira Neylla Ruiz, esses períodos estão abaixo dos limites previstos pela legislação nacional.

Nesse sentido, a Lei Federal nº 13.896/2019 determina que, nos casos em que a principal hipótese diagnóstica seja de neoplasia maligna, os exames necessários à confirmação devem ser realizados em até 30 dias, mediante solicitação fundamentada do médico responsável.

Já a Lei Federal nº 12.732/2012 estabelece que pacientes com neoplasia maligna têm direito ao primeiro tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em até 60 dias após o diagnóstico firmado em laudo patológico, ou em prazo menor conforme a necessidade terapêutica registrada em prontuário.

No Hospital da Criança, entretanto, as médias divulgadas são significativamente menores: dois dias para a realização do exame diagnóstico após a primeira consulta e sete dias entre a confirmação e o início do tratamento.

Por isso, a agilidade aparece como um dos principais indicadores apresentados no balanço do primeiro ano do serviço.

Como funciona o atendimento na Oncologia do Hospital da Criança?

O setor reúne profissionais de diferentes especialidades.

A equipe conta com oncologistas pediatras, enfermeiros especializados em oncologia e pediatria e cirurgiões pediatras.

Além desses profissionais, o atendimento envolve equipes de:

  • fonoaudiologia;
  • odontologia;
  • serviço social;
  • fisioterapia;
  • farmácia oncológica.

Dessa maneira, crianças e adolescentes recebem acompanhamento multiprofissional durante diferentes fases do tratamento.

Ao mesmo tempo, essa estrutura permite integrar diferentes áreas da assistência dentro da mesma jornada de cuidado.

ATENÇÃO

O balanço divulgado pelo município apresenta os resultados do setor, mas isso não significa que pacientes com suspeita de câncer devam procurar diretamente a oncologia sem encaminhamento.

Por isso, famílias que precisam de informações sobre acesso, encaminhamento ou serviços oferecidos pela instituição devem consultar os canais oficiais do Hospital da Criança de Maringá ou buscar orientação na rede de saúde responsável pelo atendimento do paciente.

Tratamento mais perto de casa

Outro impacto importante do serviço está na regionalização da assistência.

Antes da ampliação do atendimento especializado em Maringá, crianças e adolescentes precisavam, em diferentes situações, deslocar-se para Curitiba em busca de tratamento.

Agora, parte desse atendimento pode ocorrer no próprio município.

O balanço mostra, inclusive, que oito pacientes foram transferidos de volta para Maringá para continuar o tratamento mais perto das famílias.

Consequentemente, a disponibilidade do serviço na cidade reduz a necessidade de longos deslocamentos durante um período em que crianças e responsáveis já enfrentam uma rotina intensa de consultas, exames e procedimentos.

Além disso, a estrutura beneficia municípios do Noroeste e do Norte do Paraná.

Assim, o impacto do Hospital da Criança ultrapassa os limites de Maringá e alcança famílias de outras cidades da região.

Hospital da Criança ultrapassa 121 mil atendimentos

A oncologia faz parte de uma estrutura pediátrica mais ampla.

Inaugurado em setembro de 2024, o Hospital da Criança ultrapassou 121 mil atendimentos em menos de dois anos de funcionamento.

Nesse período, segundo o município, foram realizadas mais de 24 mil consultas especializadas e 73 mil exames laboratoriais.

Além disso, o hospital conquistou a certificação de Acreditado Nível 1 da Organização Nacional de Acreditação (ONA), reconhecimento relacionado aos padrões de segurança do paciente e à qualidade da assistência.

Atualmente, a unidade possui 24,2 mil metros quadrados e dispõe de:

  • 148 leitos de enfermaria;
  • 20 leitos de UTI pediátrica;
  • 20 leitos de UTI neonatal;
  • sete salas cirúrgicas;
  • mais de 20 especialidades médicas.

Entre as especialidades estão cardiologia, ortopedia, neuropediatria e oncologia pediátrica.

Além disso, o hospital realiza consultas, cirurgias, exames de imagem, exames laboratoriais e internações.

Quem quiser conhecer mais sobre a estrutura e os serviços pode acessar o site oficial do Hospital da Criança de Maringá.

Cerca de 60% dos pacientes são atendidos pelo SUS

Outro dado importante diz respeito ao perfil do atendimento.

De acordo com o balanço municipal, aproximadamente 60% dos pacientes do Hospital da Criança são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao mesmo tempo, a instituição também trabalha com saúde suplementar.

A gestão do hospital está sob responsabilidade da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil, entidade filantrópica com atuação na assistência à saúde materno-infantil.

Dessa forma, a unidade combina diferentes modalidades de atendimento enquanto amplia a oferta de serviços pediátricos especializados.

DICA DO EDITOR

Os números do primeiro ano ajudam a dimensionar o trabalho realizado. Entretanto, um dos principais impactos da oncologia pediátrica está na possibilidade de oferecer investigação e tratamento especializado mais perto de casa.

Para uma família que enfrenta um diagnóstico de câncer infantil, reduzir viagens frequentes para centros distantes pode diminuir parte do desgaste provocado pelos deslocamentos durante o tratamento.

Além disso, a proximidade permite que crianças e adolescentes permaneçam mais perto da família e da própria rede de apoio.

Por esse motivo, acompanhar os próximos balanços será fundamental para saber como o serviço evoluirá em capacidade, número de pacientes e abrangência regional.

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Um ano que abre uma nova etapa

O primeiro aniversário da Oncologia do Hospital da Criança de Maringá também representa um ponto de partida para avaliar a consolidação do serviço.

Nos primeiros 12 meses, mais de 70 crianças passaram por investigação, enquanto 40 tiveram diagnóstico confirmado. Além disso, o setor realizou 700 sessões de quimioterapia.

Ao mesmo tempo, os tempos médios divulgados pelo município chamam atenção: dois dias entre a primeira consulta e o exame diagnóstico e sete dias entre a confirmação e o início do tratamento.

Portanto, além da quantidade de atendimentos, a agilidade se torna um indicador importante para acompanhar a evolução do serviço.

A partir de agora, novos balanços poderão mostrar se a estrutura continuará ampliando sua capacidade e reduzindo a necessidade de deslocamento de crianças e adolescentes para outros centros especializados.

Por fim, a consolidação da oncologia pediátrica reforça o papel regional do Hospital da Criança e acrescenta um serviço de alta complexidade à rede de atendimento disponível em Maringá.

O Maringá PR Notícias seguirá acompanhando a evolução dos serviços do Hospital da Criança, os indicadores da oncologia pediátrica e os investimentos relacionados ao atendimento especializado de crianças e adolescentes.

Fontes

Prefeitura de Maringá — balanço do primeiro ano da Oncologia do Hospital da Criança

Hospital da Criança de Maringá — site oficial

Lei Federal nº 13.896/2019 — prazo para exames relacionados ao diagnóstico de câncer

Lei Federal nº 12.732/2012 — prazo para início do tratamento oncológico no SUS

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