Equipamentos começam a ser distribuídos em UBSs, escolas, Terminal Urbano, Rodoviária e outros locais de grande circulação; agentes farão acompanhamento a cada sete dias
MARINGÁ — A Prefeitura começou a instalar 1,8 mil unidades da Pneutrap em Maringá nesta segunda-feira (24) para reforçar o combate ao mosquito da dengue. A tecnologia simula um criadouro do Aedes aegypti, atrai a fêmea para a postura dos ovos e utiliza larvicida para interromper o desenvolvimento das larvas.
Inicialmente, a Secretaria Municipal de Saúde instalou as primeiras unidades no Paço Municipal. Na sequência, os equipamentos serão distribuídos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas, Terminal Urbano, Rodoviária e outros pontos com grande circulação de pessoas.
Além da instalação, agentes de combate às endemias acompanharão as armadilhas a cada sete dias. Dessa forma, as equipes poderão verificar o material depositado e, quando necessário, reforçar as ações de combate ao mosquito naquela região.
As informações constam no comunicado oficial da Prefeitura de Maringá sobre a instalação das Pneutraps.
📌 Resumo do que você vai encontrar
Nesta reportagem, você confere:
- o que é a Pneutrap;
- como a armadilha funciona;
- quantas unidades Maringá recebeu;
- onde os equipamentos serão instalados;
- como ocorrerá o acompanhamento;
- qual é a relação entre Pneutrap e EDL;
- como está a dengue em Maringá;
- por que os cuidados dentro de casa continuam necessários.
O que é a Pneutrap?
A Pneutrap é uma armadilha utilizada para auxiliar no controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Na prática, o equipamento funciona como um criadouro artificial. Para isso, a estrutura oferece condições que atraem a fêmea durante a procura por um local para depositar os ovos.
No entanto, há uma diferença fundamental em relação aos criadouros encontrados no ambiente. A superfície da Pneutrap contém larvicida, produto que atua para impedir o desenvolvimento do mosquito.
Caso os ovos eclodam, as larvas entram em contato com o produto.
Dessa maneira, a armadilha utiliza o comportamento natural do Aedes aegypti como parte da estratégia de controle do vetor.
Como funciona a Pneutrap em Maringá?
O funcionamento ocorre em diferentes etapas.
Primeiramente, a Pneutrap simula um ambiente favorável à reprodução do mosquito. Com isso, a estrutura atrai a fêmea do Aedes aegypti.
Logo depois, o mosquito utiliza o equipamento para depositar os ovos. Caso ocorra a eclosão, as larvas entram em contato com o larvicida presente na superfície.
Como resultado, o produto atua para impedir o desenvolvimento do mosquito.
Portanto, a tecnologia busca transformar um local atrativo para a reprodução em um ponto de controle do Aedes aegypti.
🦟 Entenda em quatro etapas
1 — Atração
Para começar, a Pneutrap simula um possível criadouro.
2 — Postura dos ovos
Na etapa seguinte, a fêmea encontra a estrutura e deposita os ovos.
3 — Contato com o larvicida
Caso os ovos eclodam, as larvas entram em contato com o produto.
4 — Controle do mosquito
Como resultado, o larvicida atua para impedir o desenvolvimento do Aedes aegypti.
Maringá instalará 1,8 mil Pneutraps
A nova etapa prevê a instalação de 1,8 mil armadilhas pela cidade.
As primeiras unidades ficaram no Paço Municipal. Entretanto, a estratégia não ficará concentrada no centro administrativo.
Segundo a Prefeitura de Maringá, os equipamentos também chegarão a:
- Unidades Básicas de Saúde;
- escolas;
- Terminal Urbano;
- Rodoviária;
- outros locais com grande circulação de pessoas.
Assim, a Secretaria de Saúde pretende reforçar a prevenção justamente em pontos utilizados diariamente por grande número de moradores.
Armadilhas serão verificadas a cada sete dias
A instalação representa apenas uma parte da estratégia.
A cada sete dias, agentes de combate às endemias acompanharão os dispositivos e verificarão a quantidade de material depositado.
Caso a equipe identifique necessidade de reforço, o município poderá adotar outras medidas naquele ponto.
Entre elas estão as borrifações, conforme informa o comunicado oficial.
Consequentemente, a Pneutrap também poderá fornecer informações que ajudem as equipes a direcionar outras ações de controle.
Pneutrap e EDL: como as tecnologias se complementam?
Maringá já utiliza outras tecnologias no enfrentamento ao Aedes aegypti. Entre elas estão as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs).
A própria Prefeitura informa que a Pneutrap será utilizada de forma complementar às EDLs.
Embora as tecnologias utilizem o comportamento do mosquito como parte da estratégia, há diferenças na forma de atuação.
Pneutrap: simula um criadouro, atrai a fêmea para a postura e utiliza larvicida na própria estrutura.
EDL: atrai a fêmea para entrar em contato com larvicida e permite que o mosquito transporte o produto para criadouros próximos.
Assim, uma tecnologia reforça a atuação da outra.
Além disso, Maringá mantém outras ferramentas de monitoramento e controle do vetor.
Cidade também mantém 1,2 mil ovitrampas
A estratégia municipal contra a dengue não depende apenas das Pneutraps.
Atualmente, a Secretaria de Saúde mantém 1,2 mil ovitrampas distribuídas pela cidade e pelos distritos.
Além disso, o município utiliza a chamada Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em locais com grande fluxo de pessoas.
Nesse método, as equipes aplicam inseticida em superfícies porosas, como paredes e rodapés.
Segundo a Prefeitura, o produto pode permanecer ativo por até seis meses, formando uma barreira que dificulta o pouso e a desova do mosquito.
Ao mesmo tempo, outras ações incluem fiscalização com drones, atividades de promoção da saúde nas escolas e capacitação de agentes.
Dengue em Maringá: balanço agora aponta 178 casos
A instalação das novas armadilhas ocorre em um cenário de forte redução da dengue.
No comunicado divulgado nesta segunda-feira (24), o secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, informou que o último boletim contabiliza 178 casos desde janeiro de 2026.
Esse é um dado mais recente do que os 175 casos informados anteriormente pelo município.
Por isso, o Maringá PR Notícias passa a utilizar 178 casos como o número mais atualizado disponível nesta reportagem.
A redução observada ao longo do ano continua expressiva. Entretanto, a presença do mosquito exige manutenção das ações de prevenção.
⚠️ Pneutrap não substitui os cuidados dentro de casa
Embora Maringá esteja incorporando novas tecnologias, os moradores continuam tendo papel fundamental no combate ao mosquito.
Isso acontece porque o Aedes aegypti consegue utilizar pequenas quantidades de água parada para completar seu ciclo de reprodução.
Por isso, alguns cuidados permanecem essenciais:
- eliminar recipientes que acumulem água;
- manter caixas-d’água devidamente fechadas;
- limpar calhas;
- verificar vasos e pratos de plantas;
- descartar pneus corretamente;
- manter quintais e áreas externas limpos;
- verificar ralos e recipientes pouco utilizados;
- permitir o acesso dos agentes de combate às endemias.
Portanto, a Pneutrap em Maringá deve funcionar como complemento às demais medidas de prevenção.
💡 Dica do Editor
Nova tecnologia não significa fim da responsabilidade dentro de casa.
As 1,8 mil Pneutraps ampliam as ferramentas disponíveis para o município. Entretanto, eliminar água parada continua sendo uma das medidas mais importantes contra o mosquito.
Além disso, a forte redução dos casos em 2026 não significa ausência do Aedes aegypti.
Por esse motivo, prevenção e monitoramento precisam continuar mesmo nos períodos com poucos registros da doença.
Por que instalar armadilhas em locais de grande circulação?
UBSs, escolas, Terminal Urbano e Rodoviária recebem diariamente grande quantidade de pessoas.
Nesse contexto, o município concentra parte das novas armadilhas em locais onde o monitoramento do mosquito ganha importância adicional.
Além disso, a verificação semanal permite observar o comportamento dos dispositivos e identificar situações que possam exigir reforço das medidas de controle.
Caso isso ocorra, as equipes poderão intensificar ações no entorno.
Dessa forma, a tecnologia passa a integrar um sistema que combina armadilhas, acompanhamento dos agentes e outras medidas de combate ao vetor.
📌 Serviço — Pneutrap em Maringá
Quantidade: 1,8 mil unidades
Início da instalação: 24 de agosto de 2026
Primeiro local: Paço Municipal
Outros locais: UBSs, escolas, Terminal Urbano, Rodoviária e pontos de grande circulação
Monitoramento: a cada sete dias
Responsáveis: agentes de combate às endemias
Como funciona: atrai a fêmea para a postura dos ovos e utiliza larvicida
Objetivo: reforçar o controle do Aedes aegypti
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O que acontece agora?
Com o início da instalação, as 1,8 mil Pneutraps começarão a integrar a estrutura de enfrentamento ao mosquito utilizada em Maringá.
A partir de agora, a distribuição avançará pelos locais definidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Paralelamente, os agentes farão o acompanhamento das armadilhas a cada sete dias.
Quando houver necessidade, outras ações poderão reforçar o trabalho naquele ponto.
Dessa maneira, a Prefeitura combina novas tecnologias, monitoramento e atuação dos agentes para tentar manter a redução dos casos observada em 2026.
Enquanto isso, os moradores devem continuar eliminando possíveis criadouros em casas, empresas e terrenos.
Por fim, o Maringá PR Notícias seguirá acompanhando os boletins epidemiológicos para verificar a evolução dos casos e os resultados das novas estratégias.
Fontes oficiais
As informações sobre quantidade, funcionamento, locais de instalação e acompanhamento das Pneutraps foram verificadas no comunicado divulgado pela Prefeitura nesta segunda-feira (24).
➡️ Prefeitura de Maringá — Pneutrap: nova tecnologia no combate à dengue começa a ser instalada
Mais do que informar, o Maringá PR Notícias acompanha as ações de saúde pública, confere os dados e explica como as decisões impactam o dia a dia da população.
