Você Conhece Maringá

Você Conhece Maringá? Maria do Ingá existiu? O que os documentos revelam sobre a origem do nome Maringá

Investigação do Maringá PR Notícias percorreu registros de 1932, documentos da colonização, mapas históricos e versões preservadas ao longo das décadas para separar o que está comprovado do que permanece como memória ou lenda

MARINGÁ — Maria do Ingá existiu de verdade? Quem transformou o nome de uma personagem de música em referência para uma região que, anos depois, se tornaria Maringá? E quando a palavra “Maringá” começou a aparecer nos documentos ligados ao território da futura cidade?

As respostas parecem simples quando repetidas ao longo das décadas. No entanto, uma investigação do Maringá PR Notícias encontrou uma história mais complexa.

Há algo que a documentação permite afirmar com segurança: a música veio antes da cidade.

Gastão Formenti gravou a canção “Maringá”, de Joubert de Carvalho, em 13 de junho de 1932, em disco Victor, com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira. Depois disso, o disco chegou às lojas em julho daquele ano.

Consulte o registro original do fonograma “Maringá” na Discografia Brasileira

Além disso, o relato preservado sobre a criação da composição mostra que Joubert chegou ao nome Maria do Ingá durante o processo de elaboração da música, depois de ouvir referências a cidades paraibanas atingidas pela seca.

Nesta investigação, porém, não encontramos documento que identifique Maria do Ingá como uma mulher real específica que tenha inspirado a composição.

Ao mesmo tempo, documentos e pesquisas sobre a colonização mostram que o nome “Maringá” começou a integrar a geografia do Norte do Paraná antes da fundação oficial da cidade, em 1947.

É justamente nesse intervalo que a história fica mais interessante.

A história começa longe do Paraná, em 1932

Em 1932, uma grande seca atingia o Nordeste brasileiro.

Naquele contexto, Joubert de Carvalho criou a música “Maringá”.

Segundo a reconstrução da Discografia Brasileira, do Instituto Moreira Salles, Joubert conversava com Ruy Carneiro, então oficial de gabinete do ministro da Viação e Obras Públicas, José Américo de Almeida.

O compositor buscava referências para escrever uma música relacionada à estiagem. Primeiramente, surgiu Pombal, cidade natal de Ruy Carneiro.

Em seguida, entre as localidades mencionadas como atingidas pela seca, apareceu Ingá, também na Paraíba.

Leia a reconstrução da Discografia Brasileira sobre a criação de “Maringá”

Joubert escolheu Maria como nome da protagonista e juntou as duas palavras.

Maria do Ingá. Maringá.

Assim, a personagem passou a representar, na composição, o drama de quem deixava sua terra por causa da seca.

O registro fonográfico confirma que Gastão Formenti entrou em estúdio em 13 de junho de 1932. Logo depois, em julho, a Victor lançou o disco.

Então Maria do Ingá existiu?

Essa é uma das perguntas centrais da investigação.

Nas fontes consultadas, o Maringá PR Notícias não encontrou documento que identifique Maria do Ingá como uma mulher histórica específica, com biografia, endereço ou outro registro capaz de vinculá-la diretamente à criação da música.

O relato do próprio Joubert segue em outra direção.

Décadas depois da gravação, o compositor explicou como chegou ao nome durante uma conversa com Ruy Carneiro. Ao ouvir referências a cidades atingidas pela seca, escolheu Ingá. Em seguida, associou Maria à personagem.

A Discografia Brasileira registra essa construção a partir do depoimento do compositor e de pesquisas sobre a música popular brasileira.

Por outro lado, isso não significa que histórias ou tradições anteriores envolvendo retirantes e personagens chamadas Maria nunca tenham circulado.

Significa algo mais específico: até onde esta investigação conseguiu avançar, não apareceu prova documental de que uma determinada mulher chamada Maria do Ingá tenha sido a pessoa real retratada por Joubert de Carvalho.

Portanto, a formulação historicamente mais segura é:

Maria do Ingá é a personagem associada à canção que deu origem ao nome Maringá; sua existência como uma pessoa histórica identificável não encontrou comprovação nas fontes localizadas nesta investigação.

O próprio Joubert contou como chegou ao nome

A história ganhou uma fonte particularmente importante em 15 de fevereiro de 1974.

Naquele dia, Joubert participou do programa MPB Especial, dirigido por Fernando Faro e produzido pela TV Cultura. Posteriormente, a gravação integrou a série A Música Brasileira deste Século por seus Autores e Intérpretes.

Consulte o registro da gravação de Joubert de Carvalho no MPB Especial

Nesse depoimento, recuperado posteriormente por pesquisadores da música brasileira, Joubert relata a conversa que teria originado a composição.

Ele buscava nomes que funcionassem dentro dos versos.

Primeiro, Pombal entrou na narrativa.

Depois, apareceu Ingá.

Dessa forma, Maria do Ingá passou a integrar a história da canção.

A Discografia Brasileira também reconstrói esse episódio com base no depoimento de Joubert e em pesquisas de autores especializados em música popular brasileira.

Assim, existe uma fonte ligada ao próprio compositor explicando como ele construiu o nome.

O que ainda falta é um documento contemporâneo a 1932 que demonstre que Maria do Ingá correspondia a uma mulher real específica.

Essa diferença é fundamental.

Um mapa de 1937 entrou no centro da investigação

Depois de reconstruir a origem musical do nome, o Maringá PR Notícias tentou responder outra pergunta:

quando “Maringá” começou a aparecer associado ao território paranaense?

Um dos principais alvos da pesquisa tornou-se um mapa da Companhia de Terras Norte do Paraná, de 1937.

A existência desse documento não depende apenas de memória oral.

Em 6 de novembro de 1997, a Folha de Londrina publicou uma reportagem sobre uma exposição do Museu Histórico de Apucarana realizada em Maringá.

Entre os documentos apresentados, estava justamente um mapa da Companhia de Terras Norte do Paraná de 1937.

Segundo a reportagem, a peça detalhava o projeto de ocupação de áreas urbanas e rurais das bacias dos rios Bom e Pirapó.

Leia a reportagem da Folha de Londrina que registra o mapa da CTNP de 1937

Portanto, sabemos que o mapa existe.

Mas isso ainda não responde à pergunta principal.

O mapa de 1937 prova que o nome Maringá já existia?

Ainda não.

Essa distinção representa um dos pontos mais importantes da reportagem.

A matéria da Folha de Londrina comprova a existência do mapa e descreve seu conteúdo geral. Entretanto, o texto não informa que a palavra “Maringá” aparece escrita nele.

Além disso, durante esta investigação, não conseguimos localizar uma reprodução original com resolução suficiente para conferir integralmente frente, verso, legenda, inscrições, eventuais anotações e proveniência da peça.

Por isso, o Maringá PR Notícias não utilizará o mapa de 1937 como prova de que o nome Maringá já aparecia naquele ano.

O documento continua extremamente importante.

Ainda assim, neste momento devemos tratá-lo como uma pista histórica que exige verificação direta no acervo, e não como prova da primeira ocorrência cartográfica do nome.

Em 1938, as evidências ficam mais consistentes

No ano seguinte, a documentação permite avançar.

Um levantamento de France Luz e Ivani Omura, apresentado nos Anais do VIII Simpósio Nacional dos Professores Universitários de História, analisou registros de vendas de lotes rurais da Companhia de Terras Norte do Paraná.

A pesquisa traz um dado especialmente importante para esta investigação: na Gleba Patrimônio Maringá, as vendas ocorreram entre 1938 e 1973, e o levantamento já registra preço de alqueire referente a 1938.

Consulte o estudo histórico disponibilizado pela ANPUH

Esse dado muda o nível da evidência.

Em vez de depender apenas de uma narrativa produzida décadas depois, encontramos uma pesquisa baseada nos registros de venda da colonizadora e que identifica a Gleba Patrimônio Maringá já no conjunto documental iniciado em 1938.

Consequentemente, o nome Maringá estava associado à nomenclatura territorial da colonização anos antes da fundação oficial da cidade.

Há, entretanto, uma ressalva.

O Maringá PR Notícias ainda não examinou página por página os livros originais da Companhia para identificar qual registro de 1938 traz a primeira ocorrência escrita da palavra “Maringá”.

Portanto, 1938 representa o marco documental mais consistente que encontramos até agora. A busca pela primeira inscrição original, contudo, continua aberta.


Planta parcial do núcleo urbano pioneiro de Maringá, produzida pela Companhia de Terras Norte do Paraná na década de 1940. O documento identifica a área como “Maringá” e mostra as primeiras quadras do núcleo que mais tarde ficaria conhecido como Maringá Velho. Crédito: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica.

O primeiro lote ajuda a reconstruir a ocupação

Outra fonte importante aparece no 1º Registro de Imóveis de Maringá.

Segundo a instituição, o padre alemão Emílio Clemente Scherer adquiriu o lote de número 1/A, apontado pelo cartório como o primeiro lote de Maringá.

Scherer chegou ao Brasil em 1938. Posteriormente, a propriedade que adquiriu recebeu o nome de Fazenda São Bonifácio.

Em 12 de fevereiro de 1940, o local ganhou a Igreja São Bonifácio, construída com madeira retirada da própria fazenda.

Consulte a reconstrução histórica do 1º Registro de Imóveis de Maringá

Assim, o registro ajuda a demonstrar que a ocupação do território começou antes da cidade planejada lançada em 1947.

Em 1942, o núcleo pioneiro ganha um marco preciso

A documentação permite avançar novamente na cronologia.

Em 10 de novembro de 1942, autoridades e diretores da Companhia de Terras Norte do Paraná lançaram a pedra fundamental de Maringá.

Na mesma ocasião, inauguraram o Hotel Campestre, primeiro hotel do núcleo pioneiro.

Veja o registro histórico do lançamento da pedra fundamental de Maringá

Outra reconstrução histórica registra que o primeiro núcleo urbano implantado no atual município teve sua inauguração oficial naquela mesma data.

Esse núcleo corresponde à área que mais tarde ficaria conhecida como Maringá Velho.


Autoridades e dirigentes da Companhia de Terras Norte do Paraná durante o lançamento da pedra fundamental de Maringá, em 10 de novembro de 1942. Na mesma ocasião, foi inaugurado o Hotel Campestre, um dos principais marcos do núcleo pioneiro. Crédito: Companhia Melhoramentos Norte do Paraná / reprodução Maringá Histórica.

Leia também: Maringá Velho preserva as origens da Cidade Canção

Dessa forma, já não precisamos dizer apenas que o núcleo surgiu “por volta de 1942”.

Existe um marco histórico documentado: 10 de novembro de 1942.

Isso muda a data de fundação de Maringá?

Não.

A Companhia de Terras Norte do Paraná fundou oficialmente a nova cidade de Maringá em 10 de maio de 1947, a leste do núcleo pioneiro.

Naquele período, a colonizadora iniciou a implantação e a comercialização dos lotes do chamado Maringá Novo.

Consulte a reconstrução histórica sobre o núcleo pioneiro e a fundação de 1947

Portanto, 10 de maio de 1947 continua como a data oficial de fundação da cidade.

O que muda é nossa compreensão sobre o processo anterior.

Antes de 1947, o território já reunia ocupação rural, glebas, propriedades, estradas e um núcleo pioneiro.

Além disso, a palavra Maringá já aparecia associada à colonização.

Assim, 1947 permanece como marco oficial da fundação, mas não representa o início de toda a história do território.


Vista aérea do Maringá Velho em março de 1948. A Avenida Brasil atravessa o núcleo pioneiro, enquanto áreas de mata ainda separavam aquela ocupação da expansão da cidade planejada. Crédito: Hermann Moraes Barros / Revista A Pioneira / Acervo Maringá Histórica.

E quem levou o nome da música para o Norte do Paraná?

Aqui encontramos um problema diferente.

Existem versões distintas.

Uma delas atribui papel decisivo a Elizabeth Thomas, ligada à direção da Companhia de Terras Norte do Paraná.

Segundo essa narrativa, trabalhadores cantavam a música de Joubert e Elizabeth teria sugerido “Maringá” durante uma reunião que discutia o nome da futura cidade.

A própria Discografia Brasileira registra uma versão dessa história.

Veja a versão preservada na ficha histórica do fonograma “Maringá”

Entretanto, as próprias fontes posteriores apresentam divergências sobre detalhes dessa narrativa.

Mais importante: os registros de vendas relacionados à Gleba Patrimônio Maringá recuam até 1938.

Por isso, a pergunta histórica precisa mudar.

Talvez não baste perguntar quem escolheu o nome da cidade em 1947.

Precisamos descobrir quando e por quem a palavra Maringá começou a ser aplicada à geografia daquela região.

A versão de Elizabeth Thomas pode fazer parte da história?

Sim, como uma das versões preservadas.

Entretanto, uma narrativa repetida durante décadas não substitui um documento contemporâneo ao acontecimento.

Para estabelecer definitivamente quem aplicou primeiro o nome “Maringá” à região, precisamos localizar documentação produzida naquele período.

Por exemplo, uma ata da Companhia, uma correspondência interna, um mapa original claramente datado, um livro de registro, uma escritura ou outro documento administrativo.

Até agora, a investigação não encontrou uma peça que encerre essa questão.

Dessa forma, devemos apresentar a história de Elizabeth Thomas como uma das versões tradicionais sobre a escolha do nome, e não como conclusão documental definitiva.

E o ribeirão Maringá?

Outra tradição histórica liga a chegada do nome ao território a Raul da Silva, funcionário relacionado ao processo de colonização.

Segundo essa versão, Raul teria denominado um curso d’água como Maringá, provavelmente inspirado pela música de Joubert.

Depois disso, o nome teria migrado do ribeirão para outras referências territoriais.

Aqui encontramos o mesmo problema documental.

A investigação ainda não localizou o primeiro mapa, caderno de campo, registro de levantamento ou documento contemporâneo que demonstre quando o curso d’água passou a receber o nome Maringá.

Essa peça pode mudar a cronologia.

Afinal, se um mapa anterior à implantação do núcleo urbano trouxer claramente “Ribeirão Maringá”, poderemos aproximar bastante o momento em que o nome saiu da música e entrou na geografia.

O problema das versões tradicionais

É possível que diferentes pedaços dessas histórias se complementem.

O nome poderia circular informalmente entre trabalhadores. Em seguida, alguém poderia aplicá-lo a um curso d’água.

Depois, a Companhia poderia utilizar Maringá para identificar glebas e, finalmente, para nomear a cidade planejada.

Também existe outra possibilidade: ao longo das décadas, diferentes memórias podem ter se misturado.

Sem o documento contemporâneo à primeira utilização, porém, qualquer afirmação sobre uma única pessoa responsável pela escolha exige cautela.

Essa é a diferença entre memória histórica e prova documental.

As duas têm valor.

Mas não são a mesma coisa.

O mapa oficial do Paraná de 1938 traz outra pista

O Instituto Água e Terra do Paraná mantém uma coletânea digital de mapas históricos do Estado.

Entre eles aparece o Mapa do Estado do Paraná de 1938, organizado pelo Departamento de Terras e Colonização.

O IAT informa que, a partir de 1938, o departamento passou a organizar anualmente um mapa oficial do Paraná.

Além disso, a apresentação do documento descreve o avanço da colonização no Norte do Estado e destaca a atuação da Companhia de Terras Norte do Paraná.

Consulte a Coletânea de Mapas Históricos do Paraná do Instituto Água e Terra

Há publicações históricas que relacionam esse período ao aparecimento do nome Maringá na cartografia.

No entanto, a escala e a legibilidade das reproduções consultadas não permitem usar essa peça, sozinha, para estabelecer a primeira ocorrência cartográfica da palavra.

Por isso, o Maringá PR Notícias mantém o mesmo critério aplicado ao mapa de 1937:

onde o documento não permite certeza, a reportagem não transformará hipótese em fato.

Da canção ao território: o que conseguimos demonstrar

Depois de cruzar as fontes, a investigação chegou à sequência documental mais segura até agora.

1932 — Joubert de Carvalho cria a canção “Maringá”. Gastão Formenti grava a composição em 13 de junho e a Victor lança o disco em julho.

Consulte o fonograma de 1932

1937 — um mapa da Companhia de Terras Norte do Paraná registra projetos de ocupação nas bacias dos rios Bom e Pirapó. Entretanto, ainda não conseguimos verificar se a palavra “Maringá” aparece na peça.

Consulte o registro da Folha de Londrina

1938 — levantamento realizado nos livros de registros de vendas da CTNP identifica operações na Gleba Patrimônio Maringá desde aquele ano.

Consulte o estudo histórico da ANPUH

10 de novembro de 1942 — autoridades e dirigentes da CTNP lançam a pedra fundamental do núcleo pioneiro e inauguram o Hotel Campestre.

Veja o registro de 1942

10 de maio de 1947 — a Companhia funda oficialmente a nova cidade planejada e inicia a fase do Maringá Novo.

Consulte a reconstrução histórica desse período

Assim, a cronologia permite chegar a uma conclusão importante:

a música não nasceu para homenagear Maringá. Foi Maringá que herdou o nome da música.

Leia também: Você Conhece Maringá? Por que a cidade é chamada de Cidade Canção?

Maria do Ingá existiu? A resposta que os documentos permitem

Depois de percorrer gravações, depoimentos, mapas, registros imobiliários e pesquisas históricas, encontramos uma resposta menos simples do que a tradição costuma apresentar.

Não encontramos comprovação documental de uma mulher específica chamada Maria do Ingá que tenha servido de inspiração real para a canção.

Em contrapartida, encontramos o relato do próprio Joubert sobre a construção do nome durante seu processo criativo.

Maria tornou-se a personagem.

Ingá forneceu a referência geográfica.

Da junção, surgiu Maringá.

Depois disso, aconteceu algo incomum.

Uma palavra popularizada por uma canção atravessou o país e começou a aparecer relacionada a terras, cursos d’água, glebas, núcleos de colonização e, finalmente, a uma cidade.

A cidade nasceu de uma canção — mas a história é maior que a lenda

Essa conclusão não diminui a força da história de Maria do Ingá.

Pelo contrário.

Uma personagem ligada ao drama da seca de 1932 entrou no imaginário brasileiro e, anos depois, seu nome acabou associado a uma cidade do Norte do Paraná.

A pesquisa histórica acrescenta, contudo, uma distinção essencial.

Maria do Ingá pertence, documentalmente, à história da canção.

Maringá passou da música para a geografia.

Entre esses dois momentos existe uma trajetória de colonização, mapas, terras, ribeirões, negócios e memórias que ainda conserva lacunas.

Joubert de Carvalho durante visita a Maringá, em 1956. Mais de duas décadas antes, sua composição “Maringá”, gravada em 1932, havia inspirado o nome posteriormente adotado pela cidade paranaense. Crédito: Acervo CMNP / Acervo Maringá Histórica.

Uma dessas lacunas continua especialmente importante:

qual é o documento mais antigo em que a palavra “Maringá” aparece escrita para identificar este território?

O mapa da CTNP de 1937 ainda pode guardar parte da resposta.

Até que uma reprodução original e legível apareça, porém, o Maringá PR Notícias continuará tratando essa fronteira pelo que ela realmente é: uma investigação em aberto.

Leia também

Você Conhece Maringá? Por que a cidade é chamada de Cidade Canção?

A reportagem explica como a música de Joubert de Carvalho passou a integrar a identidade da cidade e sua relação com o título Cidade Canção.

Você Conhece Maringá? Maringá Velho preserva as origens da Cidade Canção

Conheça o núcleo pioneiro que existia antes do lançamento oficial da cidade planejada.

Fontes consultadas

Discografia Brasileira / Instituto Moreira Salles — ficha do fonograma “Maringá”, gravado por Gastão Formenti em 13 de junho de 1932, e reconstrução histórica sobre a criação da composição.

Programa MPB Especial / Fundação Padre Anchieta / TV Cultura — depoimento de Joubert de Carvalho gravado em 15 de fevereiro de 1974.

Folha de Londrina — reportagem de 6 de novembro de 1997 sobre exposição do Museu Histórico de Apucarana e o mapa da Companhia de Terras Norte do Paraná de 1937.

ANPUH / Anais do VIII Simpósio Nacional dos Professores Universitários de História — levantamento histórico de France Luz e Ivani Omura sobre a comercialização dos lotes rurais da Companhia de Terras Norte do Paraná, incluindo a Gleba Patrimônio Maringá.

Instituto Água e Terra do Paraná — Coletânea de Mapas Históricos do Paraná e Mapa do Estado do Paraná de 1938.

1º Registro de Imóveis de Maringá — histórico da ocupação da região, do lote 1/A e da Fazenda São Bonifácio.

Maringá Histórica — registros relacionados ao lançamento da pedra fundamental em 10 de novembro de 1942, ao núcleo pioneiro, à fundação de 1947 e acervo fotográfico histórico.

Maringá PR Notícias — reportagens da série Você Conhece Maringá? sobre a Cidade Canção e o Maringá Velho.

Redação Maringá PR Notícias

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