Maringá PR Notícias constatou nesta segunda-feira (14) a paralisação na Agência Kakogawa; greve permanece por tempo indeterminado, apesar da retomada do diálogo entre o banco e representantes dos empregados
MARINGÁ — A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua afetando o atendimento presencial em Maringá. Nesta segunda-feira (14), o Maringá PR Notícias esteve na Agência Kakogawa e constatou que a unidade permanecia fechada, com cartazes do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região informando: “Bancários em greve”.
O registro feito pela reportagem confirma, portanto, que a paralisação continua produzindo efeitos na cidade. O movimento começou na quinta-feira (10) e, até esta segunda, permanecia por tempo indeterminado.
No início da greve, as entidades sindicais informaram adesão de 100% nas agências da Caixa da base do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região. Em Maringá, são oito unidades.
Além disso, nesta segunda-feira, a situação da Agência Kakogawa foi verificada presencialmente pelo Maringá PR Notícias. Dessa forma, a reportagem confirmou diretamente que o atendimento naquela unidade continuava afetado pela mobilização.
Banco reabre negociação
Enquanto as agências continuam afetadas pela paralisação, houve uma mudança importante na negociação nacional.
A Caixa reabriu a mesa de negociação coletiva com as entidades representativas dos empregados. Além disso, o banco suspendeu medidas administrativas anunciadas depois da rejeição da proposta apresentada anteriormente à categoria.
Segundo informações divulgadas pelas entidades sindicais, a instituição também sinalizou a manutenção provisória de benefícios enquanto as negociações continuam.
Apesar disso, a retomada do diálogo não significa o fim da greve. Até esta segunda-feira, não havia acordo aprovado pelos empregados que permitisse a normalização do atendimento.
Assim, o movimento permanece ativo mesmo depois da reabertura das negociações.
Caixa recua de levar impasse ao TST
Outro desdobramento ocorreu durante a paralisação. A Caixa recuou, neste momento, da possibilidade de encaminhar o conflito ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo.
Com a decisão, banco e representantes dos empregados voltam a concentrar os esforços na negociação direta.
Entretanto, a greve permanece por tempo indeterminado enquanto não houver uma proposta aceita pela categoria.
Dessa forma, embora o cenário de negociação tenha mudado, a situação nas agências ainda não foi normalizada.
Saúde Caixa está entre os principais pontos do impasse
O Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados, segue entre os temas centrais da negociação.
As discussões envolvem, principalmente, o modelo de financiamento do plano, a participação do banco no custeio e os valores que seriam pagos pelos trabalhadores e seus dependentes.
Além disso, a proposta anterior também tratava de questões econômicas e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O texto, porém, não recebeu aprovação suficiente nas assembleias dos empregados. Por isso, a categoria decidiu manter a paralisação.
Enquanto não houver entendimento sobre esses pontos, as negociações devem continuar entre o banco e os representantes dos trabalhadores.
Greve da Caixa em Maringá teve forte adesão
Antes do início do movimento, 88,74% dos empregados da Caixa que participaram da votação na base do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região aprovaram a greve.
Já no primeiro dia da paralisação, as entidades representativas dos trabalhadores informaram o fechamento das agências da Caixa na base territorial do sindicato.
Em Maringá, a mobilização continuava visível nesta segunda-feira.
Na Agência Kakogawa, por exemplo, a reportagem encontrou as portas fechadas e vários cartazes com a inscrição “Bancários em greve” afixados na fachada de vidro.
Assim, o registro próprio permite confirmar, ao menos nesta unidade, que o atendimento presencial continuava afetado nesta segunda-feira.
O que fazer durante a greve da Caixa?
Enquanto durar a paralisação, clientes que precisam utilizar serviços da Caixa devem priorizar, quando possível, os canais eletrônicos e digitais disponíveis.
Entre as alternativas estão o aplicativo Caixa, Caixa Tem, Internet Banking, terminais de autoatendimento e outros canais eletrônicos oferecidos pela instituição.
Por outro lado, procedimentos que dependem diretamente do atendimento de empregados dentro das agências podem sofrer alterações durante a greve.
Por isso, quem precisa comparecer presencialmente a uma unidade deve verificar previamente a situação do atendimento. Dessa maneira, o cliente pode evitar deslocamentos desnecessários.
Além disso, operações que já podem ser feitas por aplicativos ou terminais de autoatendimento devem continuar sendo a principal alternativa enquanto o movimento estiver em andamento.
Greve ainda não tem data para terminar
A retomada das negociações cria uma nova possibilidade de acordo. Entretanto, a paralisação continua.
Uma eventual normalização das agências dependerá do avanço das conversas, da apresentação de uma nova proposta e, posteriormente, da decisão dos empregados nas assembleias da categoria.
Portanto, ainda não há previsão confirmada para o encerramento da greve.
Enquanto isso, o Maringá PR Notícias continuará acompanhando a situação das agências de Maringá e os próximos passos da negociação nacional.
Leia também
Na reportagem publicada antes da paralisação, o Maringá PR Notícias mostrou como a greve foi aprovada em Maringá e quais seriam os possíveis impactos no atendimento.
Greve da Caixa começa nesta quinta em Maringá e região; veja o que pode mudar no atendimento

Fontes da reportagem
Maringá PR Notícias — apuração própria e verificação presencial na Agência Kakogawa em 14 de setembro de 2026;
Sindicato dos Bancários de Maringá e Região;
Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná;
entidades representativas dos empregados da Caixa;
Caixa Econômica Federal.
Redação — Maringá PR Notícias
