Município aparece entre as cidades com acompanhamento permanente; fiscalização envolve Copel, Procon e empresas responsáveis por cabos de telefonia e internet
MARINGÁ — Maringá está entre os municípios paranaenses que mantêm ações permanentes para regularizar fios e cabos de telecomunicações instalados nos postes. No Paraná, por sua vez, a Copel já retirou mais de 120 toneladas de cabos obsoletos e outros materiais sem utilização ao longo de 2026.
O balanço divulgado pela Copel reúne ações realizadas em mais de 50 municípios.
Em Maringá, especificamente, o acompanhamento conta também com a participação do Procon, segundo a companhia.
Por isso, é importante diferenciar os dados: as mais de 120 toneladas correspondem ao resultado estadual, e não apenas ao material retirado na cidade.
Maringá mantém acompanhamento permanente
Enquanto algumas cidades recebem mutirões concentrados em determinados dias, Maringá integra o grupo de municípios com programas permanentes de acompanhamento e regularização.
Nesse trabalho, equipes da Copel fiscalizam as estruturas compartilhadas e identificam instalações fora das normas técnicas.
Quando encontram irregularidades, os técnicos notificam as operadoras responsáveis pelos fios de telefonia, internet e outros serviços de telecomunicações.
Já no caso de Maringá, o balanço estadual da Copel destaca também a participação do Procon.
Até agora, porém, a companhia não informou nesse levantamento quantas toneladas foram retiradas especificamente no município nem quantos postes passaram por regularização.
Cerca de 20 operadoras já participaram de reunião em Maringá
A discussão sobre o ordenamento da fiação nos postes da cidade não começou agora.
Em novembro de 2025, a Copel reuniu representantes de aproximadamente 20 empresas de telecomunicações que atuam na região.
Na ocasião, os participantes discutiram segurança no compartilhamento das redes, organização da fiação aérea, procedimentos de regularização e processos de notificação.
Além disso, a companhia apresentou às empresas o cronograma de obras com trocas de postes e reforçou os cuidados necessários para trabalhos próximos à rede elétrica.
Posteriormente, a Copel publicou os detalhes da reunião com as operadoras de Maringá.
Quem é responsável pelos fios instalados nos postes?
Embora os cabos estejam presos aos postes utilizados pela rede de energia, muitos pertencem a empresas de telecomunicações.
Nesse modelo, as operadoras respondem pela manutenção e pela adequação dos cabos de internet e telefonia que utilizam essas estruturas.
Já a Copel, por sua vez, fiscaliza o compartilhamento dos postes e notifica as empresas quando identifica irregularidades.
As regras seguem normas federais dos setores de energia elétrica e telecomunicações.
Para orientar as empresas, a companhia mantém uma área específica sobre compartilhamento de estruturas.
Cabo baixo ou solto pode gerar notificação
Nem toda irregularidade exige retirada imediata do fio.
Quando um cabo fica solto ou excessivamente baixo, mas não oferece risco iminente, a Copel pode notificar a empresa responsável para corrigir a instalação.
Em levantamento anterior, a companhia informou que, nessas situações, o prazo de regularização pode chegar a 48 horas.
Nos casos emergenciais, por outro lado, as equipes tratam a ocorrência com prioridade, principalmente quando há risco para pedestres, ciclistas, motociclistas ou motoristas.
Além disso, a companhia explica esse procedimento em seu levantamento sobre a fiação de telecomunicações instalada nos postes.
Encontrou fio caído? Não toque
Ao encontrar um cabo caído, baixo ou em situação que possa representar risco, o morador não deve tocar nem tentar remover o material.
Mesmo quando o fio aparenta pertencer a uma empresa de telefonia ou internet, o manuseio não é seguro.
Nessas situações, a orientação é comunicar a ocorrência pelo telefone 0800 51 00 116.
Dessa forma, a companhia pode avaliar a situação e adotar as providências necessárias quando houver risco envolvendo a rede aérea.
Da mesma maneira, trabalhadores que identifiquem uma condição insegura próxima à rede elétrica devem interromper a atividade até que técnicos avaliem o risco.
Copel previa retirar 150 toneladas em 2026
No início do trabalho, a companhia projetava retirar aproximadamente 150 toneladas de materiais obsoletos durante todo o ano.
Entretanto, as equipes já removeram mais de 120 toneladas até setembro.
Se o ritmo continuar, a Copel estima atingir a meta ainda em outubro.
Além disso, a companhia calcula que o volume poderá chegar a 200 toneladas até o fim de 2026.
Paralelamente à retirada física dos cabos, as ações buscam corrigir instalações irregulares e organizar a infraestrutura compartilhada nas áreas urbanas.
Mais de 50 municípios já receberam ações
O balanço estadual reúne mais de 50 cidades do Paraná.
Somente em setembro, equipes realizaram ou programaram mutirões em municípios como Londrina, São José dos Pinhais, Umuarama, Cianorte, Almirante Tamandaré, Ibiporã, Ivaiporã, Cornélio Procópio, Medianeira e Piraquara.
Maringá, contudo, aparece em uma situação diferente: segundo a companhia, o município integra o grupo com acompanhamento permanente.
Dessa forma, a fiscalização dos fios irregulares na cidade não depende exclusivamente de mutirões pontuais.
O que fazer ao encontrar fios em risco
Primeiramente, o morador não deve tocar nem tentar retirar fios caídos, baixos ou aparentemente rompidos.
Em seguida, caso exista risco envolvendo a rede aérea, a orientação é comunicar a situação à Copel pelo telefone 0800 51 00 116.
Quanto aos cabos de telefonia e internet, as próprias operadoras respondem pela manutenção e adequação das instalações.
Já a Copel fiscaliza o compartilhamento dos postes e pode notificar as empresas responsáveis para que façam a regularização.
Documentos e links
Copel — mais de 120 toneladas de cabos e materiais retirados no Paraná
Copel — reunião com cerca de 20 operadoras em Maringá
Copel — regras para compartilhamento de estruturas
Copel — orientações sobre fiação de telecomunicações nos postes
Redação Maringá PR Notícias
