Segurança Pública

Corpo é encontrado amarrado em casa no Jardim Novo Horizonte; DHPP aguarda necropsia para identificar vítima

Cadáver estava em quarto trancado pelo lado de fora; delegado afirma que ainda é prematuro falar em latrocínio e que perícia deverá ajudar a esclarecer identidade e causa da morte

MARINGÁ — A Polícia Civil investiga a morte de uma pessoa que equipes encontraram com mãos e pés amarrados dentro de uma residência no Jardim Novo Horizonte, em Maringá, neste sábado (19). O cadáver estava em avançado estado de decomposição, em um quarto fechado com cadeado pelo lado de fora. Até agora, a polícia não confirmou oficialmente a identidade da vítima nem a causa da morte.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz a investigação. Segundo o delegado Adriano Garcia, o estado do corpo ainda impede uma identificação segura e também não permite afirmar que a vítima seja o morador do imóvel.

Veja a manifestação atribuída ao delegado Adriano Garcia sobre o caso

Por isso, a Polícia Civil aguarda os exames da Polícia Científica. A necropsia deverá fornecer elementos para ajudar tanto na identificação quanto na definição da causa da morte.

Polícia encontrou corpo em quarto fechado com cadeado

Segundo as informações iniciais da ocorrência, a ex-companheira do possível morador procurou o imóvel depois de não conseguir contato com ele.

Ao chegar à residência, ela percebeu um forte odor e chamou a Polícia Militar.

Em seguida, os policiais identificaram que o cheiro vinha de um dos quartos. Como um cadeado fechava a porta pelo lado de fora, a equipe precisou arrombá-la para entrar.

Dentro do cômodo, os agentes localizaram o cadáver. A vítima tinha mãos e pés amarrados por cordas a uma das pernas de uma cama e também apresentava fita adesiva envolvendo o corpo.

Confira as informações iniciais sobre a ocorrência

Depois disso, uma equipe de emergência constatou o óbito. A Polícia Científica iniciou a perícia, enquanto investigadores da DHPP começaram os primeiros levantamentos sobre o caso.

Equipes encontraram residência revirada

Além disso, os policiais encontraram outros cômodos da residência revirados. Roupas haviam saído dos armários e estavam espalhadas pelo chão.

Relatos divulgados após a ocorrência também mencionam pedaços de fita adesiva com fios de cabelo e manchas encontradas no imóvel. Entretanto, somente os exames periciais poderão determinar a natureza desses vestígios e esclarecer se eles têm relação direta com a morte.

Até o momento, portanto, a Polícia Civil ainda não estabeleceu publicamente como a vítima morreu.

Leia outra apuração sobre o caso e os trabalhos da polícia no imóvel

DHPP considera prematuro falar em latrocínio

O delegado Adriano Garcia afirmou que ainda é prematuro classificar o caso como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.

Segundo o delegado, os investigadores encontraram bens dentro da residência. Dessa forma, a polícia ainda precisa verificar se alguém retirou algum objeto ou patrimônio do imóvel.

Ao mesmo tempo, a investigação não dispõe de elementos técnicos suficientes para apontar como ocorreu a morte.

Por isso, a Polícia Civil não confirma, neste momento, hipóteses como asfixia, estrangulamento, agressão contundente, disparo de arma de fogo, ferimento por arma branca ou eventual tortura.

A necropsia deverá ajudar a esclarecer esse ponto.

Veja a manifestação sobre identidade, causa da morte e hipótese de latrocínio

Polícia ainda não confirmou identidade da vítima

Familiares acreditam que o corpo possa pertencer a um homem de origem estadunidense que vive há anos no Brasil e residia no imóvel.

Segundo os relatos iniciais, familiares deixaram de conseguir contato com ele em 3 de setembro. Também há informação sobre o registro de um boletim de ocorrência relacionado ao desaparecimento.

Entretanto, a Polícia Civil ainda não confirmou que o cadáver encontrado seja desse morador.

O avançado estado de decomposição exige exames específicos. Por isso, a Polícia Científica deverá usar os procedimentos disponíveis para buscar uma identificação segura antes que as autoridades divulguem oficialmente o nome da vítima.

Consulte o serviço oficial da Polícia Científica do Paraná sobre entrada de cadáveres

Pedidos de comida podem ajudar na linha do tempo

Outro ponto da investigação envolve pedidos de comida feitos por aplicativo.

Segundo informações levantadas durante a ocorrência, pedidos realizados em 3 de setembro, período próximo ao início do desaparecimento relatado pela família, teriam permanecido sem consumo dentro da residência.

Caso a investigação confirme essa informação, os registros poderão ajudar a DHPP a reconstruir a linha do tempo e verificar quando ocorreu a última movimentação conhecida relacionada ao possível morador.

Além disso, relatos indicam que outras pessoas frequentavam ou permaneciam no imóvel.

A DHPP deverá verificar essas informações por meio de depoimentos, registros, imagens e outros elementos. Até agora, contudo, a Polícia Civil não apontou publicamente nenhuma dessas pessoas como autora da morte.

O que a investigação ainda precisa esclarecer

Neste momento, cinco questões permanecem centrais:

  • a identificação oficial da vítima;
  • a causa da morte;
  • a data aproximada do óbito;
  • quem esteve na residência antes da descoberta do corpo;
  • e se alguém retirou bens do imóvel.

Além disso, a DHPP ainda precisa esclarecer a dinâmica completa da ocorrência e identificar eventual autoria e motivação.

Enquanto essas respostas não aparecem, hipóteses sobre tortura, latrocínio, execução ou outras circunstâncias da morte devem permanecer tratadas apenas como possibilidades em investigação.

Polícia Científica fará exames e DHPP seguirá com diligências

Agora, a Polícia Científica deverá analisar o corpo e os vestígios recolhidos no imóvel. Paralelamente, investigadores da DHPP deverão ouvir testemunhas e reconstruir a movimentação na residência.

Portanto, os resultados da necropsia e das demais perícias poderão alterar ou esclarecer o quadro inicial da ocorrência.

O Maringá PR Notícias acompanhará o caso e atualizará esta reportagem caso a Polícia Civil confirme a identidade da vítima, a causa da morte ou novos elementos sobre autoria e motivação.

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Fontes

Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) — manifestação atribuída ao delegado Adriano Garcia sobre identificação, necropsia, causa da morte e hipótese de latrocínio.

Manifestação atribuída ao delegado Adriano Garcia

Polícia Militar / informações da ocorrência — acionamento das equipes, localização do cadáver e condições encontradas no imóvel.

Informações iniciais da ocorrência

Polícia Científica do Paraná — procedimentos oficiais relacionados à entrada e identificação de cadáveres.

Polícia Científica do Paraná — consulta oficial

Redação Maringá PR Notícias

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