Simepar aponta 98% de chance de chuva na segunda e na terça-feira; mudança ocorre poucos dias após temporal que derrubou 115 árvores na cidade
MARINGÁ — Depois de um fim de semana marcado pelo calor, Maringá deve voltar a enfrentar instabilidade já nesta segunda-feira (28). A previsão mais recente do Simepar para Maringá aponta 98% de probabilidade de chuva, acumulado de 5,3 milímetros e rajadas de vento que podem chegar a 61 km/h.
A atualização antecipa a mudança no tempo que, anteriormente, aparecia com maior intensidade apenas para terça-feira (29).
Enquanto isso, neste domingo (27), o cenário permanece quente e seco. Às 9h30, a estação meteorológica do Simepar registrava 28,1°C, sem chuva. Ao longo da tarde, porém, a previsão horária indica temperaturas próximas de 33°C.
Além disso, Maringá continua dentro do período abrangido pelo alerta vermelho de onda de calor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), válido até quarta-feira (30).
O Maringá PR Notícias mostrou no sábado (26) que o aviso está classificado como de grande perigo e considera, principalmente, a persistência de temperaturas pelo menos 5°C acima da média por vários dias.
Chuva pode chegar já na segunda-feira
A principal mudança na previsão aparece agora para segunda-feira.
Segundo a atualização do Simepar consultada neste domingo, a probabilidade de chuva em Maringá chegou a 98%. O órgão prevê aproximadamente 5,3 milímetros de precipitação acumulada.
Ao mesmo tempo, as rajadas podem alcançar 61 km/h.
Portanto, a atenção deixa de estar concentrada somente no calor e passa também para o retorno da instabilidade.
Ainda assim, a previsão de uma rajada máxima não significa que ventos dessa intensidade ocorrerão em toda a cidade. Da mesma forma, o volume de chuva e a localização das tempestades podem variar conforme a evolução das condições atmosféricas.
Terça-feira mantém previsão de instabilidade
Já na terça-feira (29), o Simepar mantém 98% de probabilidade de chuva.
A previsão indica cerca de 6,9 milímetros de precipitação acumulada e rajadas de até 58 km/h.
Na quarta-feira (30), a instabilidade continua. Nesse caso, o acumulado previsto sobe para aproximadamente 9 milímetros, novamente com 98% de chance de chuva. As rajadas podem chegar a 43 km/h.
Dessa forma, Maringá pode ter vários dias consecutivos de instabilidade depois da sequência de calor registrada no fim de semana.
Como as previsões são atualizadas constantemente, entretanto, os volumes de chuva e a intensidade do vento ainda podem mudar.
Cidade ainda contabiliza efeitos do último temporal
A nova mudança no tempo ganha importância porque ocorre poucos dias depois do forte temporal que atingiu Maringá entre os dias 21 e 22 de setembro.
O balanço consolidado divulgado pelo Maringá PR Notícias apontou 127 ocorrências relacionadas a árvores, sendo 115 quedas de árvores e 12 quedas de galhos.
Além disso, o temporal provocou danos em postes, veículos e imóveis.
Naquela ocasião, a força do vento e as quedas de árvores também afetaram a rede elétrica. Como consequência, a falta de energia interrompeu temporariamente a operação da captação de água da Sanepar no Rio Pirapó.
A prefeita em exercício, Majô Capdeboscq, chegou a informar que aproximadamente 88% da cidade estava sem abastecimento de água durante o período mais crítico.
Posteriormente, com o restabelecimento da energia na captação, o sistema começou a ser normalizado gradualmente.
Maringá já teve danos com vento próximo de 58 km/h
Outro episódio ocorrido neste mês também ajuda a contextualizar a previsão atual.
Na noite de 11 de setembro, um temporal acompanhado de rajadas próximas de 58 km/h derrubou mais de 35 árvores em Maringá. Além disso, aproximadamente 1,8 mil imóveis ficaram sem energia no impacto inicial.
Agora, o Simepar projeta rajadas de até 61 km/h para segunda-feira e 58 km/h para terça-feira.
No entanto, essa comparação não permite afirmar que os impactos serão semelhantes.
Os danos provocados por uma tempestade dependem de diversos fatores, como duração das rajadas, localização das células de chuva, volume de precipitação, condição das árvores e saturação do solo.
Por isso, os números servem como referência para acompanhamento e prevenção, e não como previsão direta de novos danos.
Setembro já registra chuva acima da média histórica
Além dos temporais recentes, setembro já apresentou volume de chuva acima do esperado em Maringá.
Até a metade do mês, o município havia acumulado 142,4 milímetros, enquanto a média histórica para setembro inteiro é de aproximadamente 94,4 milímetros.
Isso representa cerca de 51% a mais que a média mensal apenas nas duas primeiras semanas.
O levantamento foi detalhado anteriormente pelo Maringá PR Notícias na reportagem “Maringá já recebeu 51% mais chuva que a média de setembro; temporal pressiona estrutura da cidade”.
Consequentemente, a sequência de episódios de chuva forte reforça a necessidade de acompanhar as condições das árvores, redes de energia, pontos sujeitos a alagamento e demais estruturas urbanas.
Alerta de calor continua
Apesar da aproximação da chuva, o alerta de calor ainda permanece válido.
Segundo o Inmet, uma onda de calor é caracterizada pela persistência de temperaturas máximas pelo menos 5°C acima da média histórica por cinco dias consecutivos.
Assim, chuva e instabilidade em determinados períodos não significam necessariamente o encerramento imediato da condição de onda de calor.
O aviso atualmente em vigor para Maringá segue previsto até quarta-feira (30).
Cuidados durante rajadas de vento
Caso ocorram ventos fortes, a orientação é evitar permanecer debaixo de árvores ou próximo a estruturas que possam se desprender.
Além disso, motoristas devem evitar estacionar veículos próximos a árvores, torres de transmissão, postes e placas de propaganda durante períodos de maior instabilidade.
Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. Já o Corpo de Bombeiros atende pelo 193.
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Fontes
Simepar — previsão atualizada para Maringá
Instituto Nacional de Meteorologia — primeira onda de calor da primavera de 2026
Redação Maringá PR Notícias
Previsões meteorológicas podem sofrer alterações. Os dados do Simepar utilizados nesta reportagem foram consultados na manhã deste domingo (27). A reportagem poderá ser atualizada caso haja mudança relevante nos avisos meteorológicos.
