Processo seletivo ocorre em 27 e 28 de setembro; UEM será responsável pelo polo da Terra Indígena Ivaí, em Manoel Ribas, e vagas são adicionais às seleções regulares
MARINGÁ — A 26ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná começa neste domingo, 27 de setembro, e segue na segunda-feira (28). A Universidade Estadual de Maringá (UEM) participa do processo e oferece seis vagas suplementares em cursos de graduação para ingresso no ano letivo de 2027.
Embora a UEM participe da seleção, as provas sob responsabilidade da universidade não ocorrerão no campus de Maringá.
A instituição ficará responsável pelo polo instalado no Colégio Estadual Indígena Cacique Gregório Kaekchot, na Terra Indígena Ivaí, em Manoel Ribas.
Além disso, as provas serão realizadas simultaneamente em diferentes regiões do Paraná.
Confira as informações divulgadas oficialmente pela UEM
Primeira etapa será neste domingo
O processo seletivo terá duas etapas.
Neste domingo (27), os candidatos participarão da prova oral, com avaliações nos períodos da manhã e da tarde.
Já na segunda-feira (28), à tarde, serão aplicadas a prova de Redação e a avaliação de Conhecimentos Gerais, composta por 40 questões objetivas.
A prova reúne conteúdos de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna ou Língua Indígena, Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química.
Além do domínio dos conteúdos escolares, o edital prevê a avaliação de capacidades de argumentação, raciocínio e pensamento crítico.
Por isso, os candidatos devem consultar previamente o ensalamento e as orientações específicas para cada etapa.
Consulte a página oficial do 26º Vestibular dos Povos Indígenas
Leia o edital oficial da seleção
UEM oferece seis vagas suplementares
As vagas do Vestibular dos Povos Indígenas são adicionais às ofertadas pelos processos seletivos regulares das universidades.
Na UEM, serão seis vagas suplementares para ingresso em 2027.
A legislação estadual assegura seis vagas destinadas a indígenas nas universidades públicas estaduais do Paraná.
Ao todo, as sete universidades estaduais participantes oferecem 42 vagas suplementares nesta edição.
Enquanto isso, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) disponibiliza outras dez vagas.
Dessa forma, o processo reúne as sete universidades estaduais — UEM, UEL, UEPG, Unespar, UENP, Unicentro e Unioeste — além da UFPR.
Consulte a Lei Estadual nº 14.995/2006, que ampliou para seis as vagas nas universidades estaduais
Quem pode concorrer
Para disputar as vagas das universidades estaduais, os candidatos devem pertencer a comunidades indígenas localizadas no Paraná.
Além disso, o participante precisa ter concluído o Ensino Médio ou equivalente até o período da matrícula e não possuir curso superior concluído.
As inscrições desta edição ocorreram entre 15 de maio e 30 de junho.
Agora, os candidatos inscritos entram na etapa de provas.
Veja regras, locais de prova e orientações ao candidato
Política de ingresso existe desde 2001
O Vestibular dos Povos Indígenas integra uma política estadual de acesso ao ensino superior público iniciada em 2001.
Naquele ano, a Lei Estadual nº 13.134 estabeleceu inicialmente três vagas suplementares em cada universidade estadual.
Posteriormente, em 2006, a Lei Estadual nº 14.995 ampliou a oferta para seis vagas anuais por instituição estadual.
Além do ingresso, a política também prevê mecanismos de acompanhamento e permanência dos estudantes indígenas no ensino superior.
Nesse contexto, a Comissão Universidade para os Indígenas (Cuia) participa da organização do processo seletivo e das políticas voltadas à permanência acadêmica.
Consulte a legislação estadual sobre as seis vagas destinadas a estudantes indígenas
UEM tem 71 estudantes indígenas matriculados
A participação da UEM no processo não se limita à aplicação das provas.
Segundo dados divulgados pela própria universidade, 52 estudantes indígenas já concluíram cursos de graduação na instituição.
Atualmente, outros 71 estudantes indígenas estão matriculados na UEM.
De acordo com a universidade, esses números colocam a instituição como a estadual paranaense que mais formou estudantes indígenas, apesar da distância entre Maringá e as Terras Indígenas do Estado.
Veja os dados divulgados pela Universidade Estadual de Maringá
Resultado final sai em outubro
Depois das provas, o cronograma prevê a divulgação dos gabaritos das questões objetivas já na segunda-feira, 28 de setembro.
Já o resultado final do Vestibular dos Povos Indígenas está previsto para 20 de outubro.
Nesta edição, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) organiza o processo em parceria com a Comissão Universidade para os Indígenas (Cuia) Estadual.
Assim, edital, ensalamento, resultados e demais comunicados ficam disponíveis na página oficial da seleção.
Confira o cronograma oficial do Vestibular dos Povos Indígenas
Serviço
26º Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná
Domingo, 27 de setembro: prova oral, nos períodos da manhã e da tarde.
Segunda-feira, 28 de setembro: Redação e prova de Conhecimentos Gerais, à tarde.
Polo sob responsabilidade da UEM: Colégio Estadual Indígena Cacique Gregório Kaekchot, Terra Indígena Ivaí, em Manoel Ribas.
Gabarito: 28 de setembro.
Resultado final: 20 de outubro de 2026.
Página oficial: Vestibular dos Povos Indígenas — CPS/UEPG
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Fontes
Universidade Estadual de Maringá — 26º Vestibular dos Povos Indígenas
UEPG/CPS — página oficial do Vestibular dos Povos Indígenas
Governo do Paraná — Lei Estadual nº 14.995/2006
O Maringá PR Notícias acompanhará a divulgação do resultado e o ingresso dos estudantes aprovados na UEM em 2027.
