Economia e Emprego

Por que a gasolina custa mais em Maringá? Documentos revelam 27 anos de investigações sobre os preços

Gasolina permanece próxima de R$ 7 em grande parte dos postos e Maringá aparece acima de outras cidades do Paraná; investigação do Maringá PR Notícias recupera inquéritos, fiscalizações e análises de notas fiscais desde 1999 para tentar descobrir em que etapa da cadeia surge a diferença

MARINGÁ — Em um posto de Maringá, o motorista pode encontrar gasolina comum por R$ 5,59. Em outro, pagar R$ 6,99.

A diferença chega a R$ 1,40 por litro — ou R$ 70 em um abastecimento de 50 litros.

O menor preço, entretanto, conta apenas parte da história.

Ao analisar os levantamentos recentes sobre combustíveis, o Maringá PR Notícias encontrou uma característica mais relevante: grande parte dos postos permanece concentrada muito próxima de R$ 7 por litro, enquanto dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) colocam Maringá acima de diversas cidades paranaenses.

Esse comportamento já havia aparecido em levantamento publicado pelo portal no início de setembro. Na ocasião, além da diferença de R$ 1,40 entre os extremos, os dados mostravam forte concentração dos preços na faixa superior.

Gasolina varia R$ 1,40 em Maringá e preços seguem concentrados perto de R$ 7

Diante disso, a reportagem passou a buscar resposta para uma pergunta aparentemente simples:

por que a gasolina custa mais em Maringá?

A investigação levou a documentos e registros que atravessam 27 anos.

Desde pelo menos 1999, Polícia Civil, Ministério Público, Procon e órgãos ligados à defesa da concorrência foram mobilizados, em diferentes momentos, para tentar compreender a formação e a uniformidade dos preços dos combustíveis na cidade.

Ao longo desse período, houve investigações, autuações e análises de notas fiscais. Em outras ocasiões, porém, as apurações não confirmaram irregularidades.

Por isso, esta reportagem não afirma que exista atualmente cartel, combinação de preços ou aumento abusivo em Maringá.

Os documentos mostram outra coisa:

a formação dos preços dos combustíveis volta repetidamente ao centro de questionamentos oficiais na cidade — e a pergunta reaparece em 2026.

Gasolina permanece perto de R$ 7

Pesquisa realizada pelo Procon Maringá em 11 de setembro consultou 82 estabelecimentos.

Na ocasião, a gasolina comum apresentou média de R$ 6,90 por litro.

Uma semana antes, em 4 de setembro, o levantamento havia encontrado preços entre R$ 5,59 e R$ 6,99. Assim, a diferença entre os extremos chegou a 25,04%.

Na prática, quem abastecesse 50 litros pelo menor preço desembolsaria R$ 279,50. Já no maior valor, a conta subiria para R$ 349,50.

Consequentemente, a distância seria de R$ 70 em um único tanque.

Ainda assim, existe um detalhe mais significativo.

Embora alguns estabelecimentos apresentem valores consideravelmente menores, a maior parte dos preços pesquisados permanece concentrada na faixa superior.

No levantamento de 4 de setembro, por exemplo, uma análise feita a partir dos dados do Procon apontou que 68 dos 81 estabelecimentos com preço disponível estavam entre R$ 6,94 e R$ 6,99.

Isso representa aproximadamente 84% daquele conjunto dentro de uma faixa de apenas cinco centavos, muito próxima de R$ 7.

Portanto, a concentração ajuda a compreender melhor o comportamento do mercado do que apenas a comparação entre o posto mais barato e o mais caro.

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Não foi uma alta repentina

Outro comportamento aparece quando se observa a série de pesquisas do próprio Procon.

De fato, a gasolina comum permanece praticamente no mesmo patamar há meses.

Em 3 de julho, a média estava em R$ 6,92. No levantamento de 7 de agosto, caiu para R$ 6,91 e voltou a R$ 6,92 em 21 de agosto.

Depois disso, o Procon registrou R$ 6,91 em 28 de agosto, R$ 6,90 em 4 de setembro e novamente R$ 6,90 em 11 de setembro.

Ou seja, entre julho e setembro houve pouca oscilação.

Consequentemente, o fenômeno atual não parece resultado de uma disparada ocorrida apenas na última semana.

Pelo contrário, o comportamento mais evidente é outro:

a persistência do preço médio próximo de R$ 6,90.

Essa continuidade também aparece nas pesquisas anteriores acompanhadas pelo portal. Em 21 de agosto, por exemplo, o Procon encontrou gasolina comum entre R$ 6,19 e R$ 6,99.

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ANP mostra Maringá acima de outras cidades do Paraná

O levantamento da ANP referente ao período de 30 de agosto a 5 de setembro encontrou média de R$ 6,96 para a gasolina comum em Maringá.

Na mesma referência, Londrina registrou R$ 6,39, enquanto Campo Mourão ficou em R$ 6,19. Apucarana apareceu com R$ 6,51 e Cascavel, por sua vez, com R$ 6,47.

Com isso, Maringá ficou R$ 0,57 por litro acima de Londrina, R$ 0,77 acima de Campo Mourão, R$ 0,45 acima de Apucarana e R$ 0,49 acima de Cascavel.

Em um abastecimento de 50 litros, por exemplo, a diferença em relação a Campo Mourão alcançaria R$ 38,50.

Como todas essas cidades estão no Paraná, a tributação estadual, isoladamente, não explica uma diferença dessa magnitude.

Isso não significa, contudo, que os mercados tenham custos idênticos.

Além dos tributos, fatores como frete, contratos de fornecimento, bandeira, volume adquirido, custos operacionais e margem comercial podem variar.

É justamente nesse ponto que começa a investigação.

A ANP disponibiliza os levantamentos semanais em sua página oficial.

Consultar os levantamentos semanais da ANP

A amostra da ANP exige uma ressalva

Existe uma diferença importante entre os levantamentos.

Enquanto o Procon pesquisa aproximadamente 82 estabelecimentos, a ANP utilizou uma amostra de 17 postos em Maringá na semana analisada.

Além disso, a distribuição dos preços chama atenção.

Entre os 17 valores reconstruídos a partir da pesquisa, um estava em R$ 6,91 e outro em R$ 6,93. Na sequência, cinco apareciam em R$ 6,94, enquanto um estava em R$ 6,98. Por fim, nove postos apresentavam R$ 6,99.

Dessa forma, 14 dos 17 postos da amostra estavam entre R$ 6,94 e R$ 6,99.

Esse recorte ajuda a explicar por que a média da ANP ficou acima da encontrada pelo Procon.

Ainda assim, isso não invalida o levantamento da Agência.

A metodologia da ANP utiliza uma amostra de estabelecimentos e regras próprias para selecionar e substituir os postos pesquisados. Por isso, o resultado precisa ser interpretado considerando tanto o tamanho quanto a composição do conjunto analisado.

Além disso, a Agência mantém uma série histórica municipal, o que permite acompanhar a evolução dos preços ao longo do tempo.

Consultar a série histórica de preços da ANP

Há, porém, uma forma adicional de testar o efeito da amostra.

E ela já existe dentro do Governo do Paraná.

Notas fiscais podem mostrar quanto o consumidor realmente paga

A Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná utiliza dados das Notas Fiscais de Consumidor eletrônicas (NFC-e) emitidas pelos postos para produzir médias municipais de combustíveis.

O procedimento integra o sistema utilizado pelo Estado na precificação do abastecimento da frota pública.

Segundo documentos analisados pela reportagem, o BI da Receita Estadual processa informações relativas aos 399 municípios do Paraná, abrangendo gasolina comum, etanol hidratado, diesel comum e diesel S10.

Consequentemente, essa base abre uma segunda maneira de observar o mercado.

Em vez de trabalhar somente com pesquisas amostrais, será possível comparar médias derivadas das vendas registradas fiscalmente em Maringá, Sarandi, Paiçandu, Marialva, Mandaguaçu e Mandaguari.

A Secretaria da Administração e da Previdência disponibiliza publicamente os relatórios utilizados na precificação da frota estadual.

Consultar os relatórios de abastecimento e precificação do Governo do Paraná

Entretanto, a reportagem busca o arquivo municipal completo produzido a partir das NFC-e.

Caso essa base seja obtida, poderemos responder uma pergunta decisiva:

Maringá continua mais cara quando observamos as vendas registradas fiscalmente, e não apenas uma amostra de estabelecimentos?

A investigação nos levou a 1999

A busca por uma explicação mostrou que essa discussão é muito mais antiga.

Em março de 1999, o Procon de Maringá já questionava os preços dos combustíveis na cidade.

Naquele período, segundo reportagem da época, o órgão recebia cerca de 15 reclamações por dia e realizou auditoria nos 56 postos então existentes.

Além disso, registros daquele momento mostravam diferenças expressivas entre Maringá e Londrina.

Procon de Maringá questiona ANP sobre os preços dos combustíveis — Folha de Londrina, março de 1999

Dois meses depois, em maio, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar possível formação de cartel e crime contra a economia popular.

Na ocasião, a uniformidade chamou a atenção das autoridades: os registros jornalísticos apontavam R$ 1,12 por litro nos 56 postos pesquisados.

Polícia Civil abre inquérito para investigar preço de combustíveis — Folha de Londrina, maio de 1999

Posteriormente, a investigação policial apontou indícios envolvendo empresários e pediu aprofundamento da apuração.

No entanto, o desfecho exige uma ressalva essencial.

Em setembro daquele ano, o delegado responsável informou que os proprietários não haviam sido formalmente indiciados porque as provas reunidas não eram consideradas contundentes.

Portanto, o episódio não pode ser apresentado como comprovação de cartel.

Ainda assim, ele demonstra que a uniformidade dos preços em Maringá já provocava investigação oficial 27 anos atrás.

Preço-padrão volta em Maringá — Folha de Londrina, setembro de 1999

No ano seguinte, a questão continuava aberta. Em fevereiro de 2000, o Procon voltou a pesquisar preços a pedido do Ministério Público.

Procon pesquisa preços da gasolina em Maringá — Folha de Londrina, fevereiro de 2000

Em 2017, investigação não encontrou irregularidade

A reconstrução histórica também encontrou evidência no sentido contrário.

Ao iniciar outra investigação em 2019, o Procon informou que havia realizado trabalho semelhante em 2017.

Naquela ocasião, segundo o órgão, não foram encontradas irregularidades relacionadas à possível cartelização.

Essa conclusão é importante porque preços iguais ou semelhantes não demonstram, isoladamente, acordo entre empresas.

Além disso, o próprio Ministério Público do Paraná registra que discrepâncias de preços entre municípios vizinhos são insuficientes, sozinhas, para caracterizar cartel.

Em outras palavras, comparar cidades pode indicar um comportamento que merece investigação, mas não demonstra por si só uma prática anticoncorrencial.

Consultar orientações do Ministério Público do Paraná sobre investigações no mercado de combustíveis

Em 2019, investigação chegou à distribuição

É nesse ponto que a história se torna especialmente relevante para 2026.

Em agosto de 2019, o Procon investigava novamente por que os preços praticados em Maringá eram superiores aos encontrados em outros municípios.

Para avançar, o órgão começou a analisar notas fiscais da distribuição dos combustíveis.

Durante a apuração, quatro distribuidoras receberam multas que, somadas, ultrapassavam R$ 500 mil, naquele caso por não apresentarem documentos solicitados pelo Procon.

Entretanto, o resultado das notas que chegaram a ser examinadas contém uma informação fundamental.

Segundo divulgação feita à época, a distribuição mantinha os mesmos preços dos produtos para os municípios analisados.

Procon aplica mais de R$ 500 mil a distribuidoras de combustíveis — registro de 2019

Esse resultado muda completamente a pergunta.

Se o combustível chegava por preços semelhantes, mas era vendido ao consumidor por valores diferentes, então, naquele conjunto documental de 2019, a diferença observada não era explicada apenas pelo preço cobrado pela distribuição.

Por outro lado, esse resultado histórico não permite concluir que o mesmo ocorre atualmente.

Ele permite, contudo, formular o principal teste desta investigação:

o fenômeno identificado em 2019 se repete em 2026?

A ANP possui os dados para fazer esse teste

Atualmente, a ANP mantém uma série de preços de distribuição para 459 municípios, formada a partir de informações fiscais enviadas pelos agentes regulados.

Com essa base, será possível comparar quanto o combustível chega à revenda com quanto aparece na bomba.

A reportagem trabalha no cruzamento de Maringá com Londrina, Campo Mourão, Apucarana e Cascavel.

Se os preços de distribuição forem semelhantes, mas a revenda de Maringá permanecer dezenas de centavos acima, a investigação deverá avançar sobre a etapa varejista.

Caso Maringá já receba combustível significativamente mais caro, por outro lado, será necessário aprofundar fatores como logística, distribuidoras, contratos e condições de fornecimento.

Assim, esse cruzamento pode aproximar a reportagem do ponto exato em que o diferencial aparece.

Consultar preços de distribuição de combustíveis da ANP

Em 2022, notas fiscais voltaram ao centro da investigação

Três anos depois, a mesma ferramenta reapareceu.

Em março de 2022, após anúncio de reajuste da Petrobras, o Procon fiscalizou 18 postos de Maringá.

Segundo informações divulgadas à época, 14 apresentaram reajustes antes da entrada em vigor do novo preço anunciado pela Petrobras.

Na sequência, os estabelecimentos foram autuados, e uma das autuações iniciais chegou a R$ 152 mil.

Mais uma vez, porém, há uma ressalva fundamental:

autuação não significa condenação administrativa definitiva.

Isso porque os postos tinham direito a apresentar defesa e documentos.

Nesse ponto, a nota fiscal de aquisição do combustível se tornava uma peça decisiva, já que permitiria verificar quanto o estabelecimento havia pago pelo produto comercializado quando alterou o preço na bomba.

Documentos chegaram à Polícia Civil

Em 21 de março de 2022, o Procon entregou à Polícia Civil a documentação relacionada aos casos.

Na ocasião, os delegados Adão Wagner e Luiz Alves receberam o material para analisar eventual ocorrência de crime contra a economia popular.

Procon de Maringá entrega documentos sobre postos de combustíveis para a Polícia Civil — março de 2022

A partir daí, contudo, surge uma lacuna.

Durante esta investigação, o Maringá PR Notícias buscou o número do procedimento policial, sua conclusão e eventual indiciamento ou arquivamento.

Além disso, a apuração procurou eventual remessa ao Ministério Público, a identificação do estabelecimento relacionado à autuação inicial de R$ 152 mil e as decisões administrativas definitivas dos 14 casos.

Até o fechamento desta reportagem, porém, esses desfechos não apareceram nas fontes públicas indexadas consultadas.

Isso não significa que os procedimentos não tenham sido concluídos.

Significa apenas que o resultado ainda precisa ser obtido documentalmente.

Por essa razão, a reportagem continuará buscando essas informações junto aos órgãos responsáveis.

O padrão reaparece

Quando colocados lado a lado, os episódios formam uma cronologia incomum.

Em 1999, a Polícia Civil investigou possível cartelização e uniformidade de preços.

Já em 2017, uma investigação citada posteriormente pelo Procon não encontrou irregularidade relacionada à possível cartelização.

Dois anos depois, em 2019, o Procon analisou notas fiscais para descobrir por que Maringá apresentava combustível mais caro; os documentos examinados indicavam preços semelhantes na distribuição entre os municípios comparados.

Em 2021, por sua vez, o órgão abriu processos administrativos após encontrar indícios de aumento sem justa causa e outras inconsistências em análise preliminar.

No ano seguinte, 14 postos foram autuados, enquanto documentos chegaram à Polícia Civil.

Posteriormente, em 2023, o Procon voltou a solicitar informações a distribuidoras durante o acompanhamento do mercado.

Agora, em 2026, a gasolina permanece próxima de R$ 7 em grande parte dos estabelecimentos e Maringá aparece acima de várias referências paranaenses.

Essa sequência não demonstra continuidade de uma irregularidade.

Demonstra, porém, a permanência de uma pergunta pública relevante.

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Afinal, por que a gasolina custa mais em Maringá?

Com as informações disponíveis hoje, ainda não existe resposta documental suficiente para atribuir o diferencial atual a um único fator.

A investigação, contudo, já permite afastar explicações simplistas.

Primeiro, dizer apenas que a diferença vem dos impostos não resolve a questão.

Além disso, observar somente o posto mais barato não explica o comportamento predominante do mercado.

Da mesma forma, seria incorreto transformar a proximidade dos preços, por si só, em prova de cartel.

Por fim, a média da ANP precisa ser analisada levando em conta a composição de sua amostra.

Portanto, a resposta exige observar a cadeia completa:

distribuição → transporte e contratos → revenda → preço efetivamente pago pelo consumidor.

Nesse caminho, duas bases podem ajudar a encontrá-la.

De um lado está a série municipal de distribuição da ANP. Do outro, a base da Receita Estadual construída a partir das NFC-e dos postos dos municípios paranaenses.

Ao cruzar essas informações, o Maringá PR Notícias pretende identificar se o diferencial aparece antes ou depois de o combustível chegar aos postos.

A pergunta que atravessa 27 anos

Há algo, entretanto, que a investigação já permite afirmar.

A discussão sobre a formação e a concentração dos preços dos combustíveis em Maringá não começou em 2026.

Ao longo das últimas décadas, o tema atravessou diferentes administrações, conjunturas econômicas, preços internacionais, governos, distribuidoras e proprietários de postos.

Nesse período, a questão chegou à Polícia Civil, passou pelo Ministério Público, mobilizou o Procon e alcançou órgãos federais ligados à defesa da concorrência.

Além disso, produziu fiscalizações, autuações e análises de notas fiscais.

Agora, 27 anos depois dos primeiros registros encontrados pela reportagem, o consumidor maringaense continua diante da mesma pergunta:

por que a gasolina custa mais em Maringá — e em qual etapa da cadeia essa diferença aparece?

A investigação continua.

Transparência da apuração

Esta reportagem diferencia investigação, indício, autuação e condenação. A existência de investigações, preços próximos ou diferenças entre municípios não comprova prática anticoncorrencial.

Nos episódios históricos em que a reportagem não localizou decisão definitiva, essa limitação está expressamente indicada no texto.

Além disso, o Maringá PR Notícias busca acesso às médias municipais produzidas pela Receita Estadual a partir das NFC-e, aos preços municipais de distribuição da ANP e aos desfechos administrativos e policiais ainda não encontrados.

Caso novos documentos alterem, confirmem ou completem as informações apresentadas, esta reportagem será atualizada.

Redação

Maringá PR Notícias

Fontes da reportagem

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) — levantamentos semanais, série histórica municipal e preços de distribuição.

Levantamentos semanais de preços da ANP

Série histórica do levantamento de preços da ANP

Preços de distribuição de combustíveis — ANP

Secretaria de Estado da Administração e da Previdência do Paraná / DETO — relatórios semanais de precificação utilizados no abastecimento da frota estadual.

Abastecimento e precificação — Governo do Paraná

Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná — informações fiscais utilizadas na formação das médias municipais a partir das NFC-e, conforme documentação da cooperação com a administração estadual.

Ministério Público do Paraná / CAOPCON-OE — orientações sobre análise de possível cartelização e limites da simples comparação de preços entre municípios.

Manifestações e orientações do MPPR

Folha de Londrina — arquivo histórico de 1999 e 2000 — registros contemporâneos da atuação do Procon, abertura do inquérito policial e continuidade das apurações.

Procon de Maringá questiona ANP sobre os preços dos combustíveis — março de 1999

Polícia Civil abre inquérito para investigar preço de combustíveis — maio de 1999

Preço-padrão volta em Maringá — setembro de 1999

Procon pesquisa preços da gasolina em Maringá — fevereiro de 2000

Procon de Maringá / Prefeitura de Maringá — pesquisas de preços, fiscalizações, procedimentos e informações utilizados na reconstrução dos episódios de 2017, 2019, 2021, 2022, 2023 e 2026.

Procon aplica mais de R$ 500 mil a distribuidoras de combustíveis — registro de 2019

Polícia Civil do Paraná / registros da apuração de 2022 — documentação encaminhada pelo Procon após as autuações.

Procon entrega documentos sobre postos à Polícia Civil — março de 2022

Apuração, reconstrução histórica e cruzamento de dados: Maringá PR Notícias.

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