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Menino de 10 anos fica na UTI após ser ferido por linha com cerol em Paiçandu; lei proíbe material desde 2020

Criança sofreu ferimento grave no pescoço enquanto andava de bicicleta no Dia das Crianças. Atendimento mobilizou o Samu e o transporte aeromédico; a situação do homem abordado pela polícia ainda apresenta versões divergentes.

PAIÇANDU — Um menino de 10 anos sofreu um ferimento grave no pescoço enquanto andava de bicicleta na tarde de segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Paiçandu, na Região Metropolitana de Maringá. Segundo relatos jornalísticos, uma linha de pipa com cerol provocou a lesão, que exigiu atendimento de emergência e transporte até o Hospital Universitário de Maringá (HUM).

Reportagens publicadas nesta terça-feira (13), incluindo o TNOnline, às 10h46, e o Grupo Litorânea, às 12h10, informam que a criança passou por cirurgia e permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A redação não obteve boletim direto do HUM com horário posterior.

Entretanto, o Maringá PR Notícias não obteve boletim médico diretamente do hospital. Assim, a informação representa a situação divulgada naquele horário, não uma confirmação independente sobre a evolução clínica posterior.

O episódio também levanta dúvidas sobre a atuação policial e a fiscalização de materiais cortantes. Afinal, a Lei Estadual nº 20.264/2020 já proíbe cerol e linha chilena em todo o Paraná.

Como aconteceu o acidente com linha de cerol em Paiçandu?

O acidente ocorreu por volta das 16h30 de segunda-feira (12), no Residencial João Marques dos Reis, segundo reportagens locais.

O menino andava de bicicleta quando entrou em contato com uma linha de pipa que atingiu seu pescoço.

A ocorrência mobilizou equipes de atendimento de urgência devido à gravidade da lesão e à perda de sangue relatada pelos socorristas à imprensa.

As primeiras informações indicavam que a criança estava inconsciente quando recebeu atendimento.

O caso ganhou repercussão regional ainda na noite de segunda-feira. Além disso, familiares fizeram pedidos públicos de oração pela recuperação do menino.

Por respeito à privacidade da criança e da família, esta reportagem não reproduz imagens explícitas do ferimento.

Samu realizou atendimento de emergência e transporte de helicóptero

Segundo informações divulgadas por veículos regionais, as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram procedimentos de emergência no local.

Os relatos descrevem intubação e transfusão sanguínea antes do transporte até Maringá.

Diante da gravidade da situação, as equipes também mobilizaram o serviço aeromédico, que encaminhou a criança ao Hospital Universitário.

Entretanto, a redação ainda não obteve diretamente o relatório operacional do Samu para confirmar os detalhes técnicos do atendimento.

Essa ressalva é importante porque a confirmação de procedimentos específicos deve partir dos profissionais responsáveis ou de documentação institucional, especialmente quando envolve informações médicas de uma criança.

O Governo do Paraná informa que a população pode acionar o Samu pelo telefone 192 em situações de emergência, incluindo hemorragias e perda de consciência.

Além disso, o Corpo de Bombeiros atende pelo 193, conforme a natureza da ocorrência.

Qual é o estado de saúde da criança nesta terça-feira (13)?

O TNOnline informou às 10h46 que o menino passou por cirurgia e continuava internado na UTI do Hospital Universitário de Maringá. Mais tarde, às 12h10, o Grupo Litorânea publicou a mesma condição, sem apresentar boletim médico direto do hospital.

Portanto, essa informação é posterior aos relatos publicados na noite de segunda-feira, quando a criança ainda aguardava uma intervenção cirúrgica.

A diferença entre os horários impede que a redação apresente as duas informações como contraditórias.

No entanto, ainda faltam dados médicos atualizados e divulgados com autorização.

Até o fechamento desta versão, não foi possível confirmar diretamente com o HUM se houve mudanças no quadro clínico depois da última publicação consultada.

A reportagem será atualizada caso o hospital ou a família divulgue novas informações verificáveis.

Homem foi preso ou liberado? Reportagens apresentam versões diferentes

A atuação policial também exige esclarecimentos.

Segundo informações publicadas pelo Maringá Post e pelo Victor Hugo Notícias, policiais militares abordaram um homem suspeito de comercializar linhas de pipa com material cortante nas proximidades do local.

Os dois veículos relataram que a equipe encaminhou o homem à delegacia, mas que ele teria sido liberado horas depois.

Por outro lado, uma reportagem publicada pelo TNOnline mencionou prisão em flagrante e apreensão de material proibido.

Esses relatos não permitem determinar, com segurança, a situação atual do homem abordado.

É possível que as informações se refiram a momentos diferentes do procedimento, mas a redação não possui documentação para confirmar essa hipótese.

Até esta apuração, não encontramos manifestação oficial direta da Polícia Civil do Paraná que esclareça se houve formalização de prisão, liberação posterior ou outras medidas.

Além disso, nenhuma informação examinada comprova que o homem abordado tenha utilizado ou fornecido especificamente a linha que atingiu a criança.

Por esse motivo, a reportagem não divulga sua identidade nem lhe atribui responsabilidade pelo acidente.

Polícia apreendeu linha com cerol?

Algumas publicações mencionam que policiais recolheram materiais usados na confecção ou comercialização de linhas cortantes.

Entretanto, ainda não foi possível verificar diretamente com a PMPR ou a PCPR a quantidade, a natureza e a origem do material eventualmente apreendido.

Também permanece sem confirmação a existência de exames capazes de relacionar esses objetos à linha envolvida no acidente.

Para esclarecer esse ponto, é necessário conhecer os registros policiais e eventuais resultados periciais.

A confirmação de que uma pessoa possuía material proibido não prova, isoladamente, que ela tenha causado o ferimento da criança.

Lei Estadual 20.264/2020 proíbe cerol e linha chilena no Paraná

A proibição dos materiais cortantes não é uma novidade legislativa.

Desde 24 de julho de 2020, a Lei Estadual nº 20.264 estabelece regras para todo o Paraná.

O artigo 1º proíbe a posse, o uso, a fabricação, a comercialização e o transporte de cerol, linha chilena e outros produtos que atribuam efeito cortante aos fios utilizados para empinar pipas.

Portanto, a restrição não se limita ao momento em que uma pessoa utiliza a linha.

A norma também alcança outras condutas, incluindo fabricação e comércio.

O artigo 2º prevê multas, possibilidade de aplicação em dobro em caso de reincidência e responsabilidade dos representantes legais quando o infrator é menor de idade.

A legislação estabelece multa de 10 Unidades Padrão Fiscais do Paraná (UPF/PR) para pessoa física.

Uma divergência no texto oficial exige ressalva: o inciso referente à pessoa jurídica apresenta o número 10 em algarismos, mas traz a expressão “vinte vezes” por extenso.

Por isso, esta reportagem não apresenta um valor definitivo para pessoa jurídica sem esclarecer essa inconsistência documental.

Além disso, a lei estabelece que a multa administrativa não afasta eventuais sanções previstas na legislação penal e consumerista.

Leia a Lei Estadual nº 20.264/2020 na íntegra.

Projeto federal pretende criar penas específicas para linhas cortantes

Enquanto a legislação estadual já proíbe o material, uma proposta em tramitação no Congresso Nacional busca estabelecer novos tipos penais específicos.

O Projeto de Lei nº 3.129/2026, apresentado pelo deputado federal Pedro Aihara, prevê alterações no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a Agência Câmara de Notícias, a proposta estabelece:

  • Detenção de um a três anos, além de multa, para fabricação, venda, transporte e uso de linha cortante.
  • Reclusão de dois a cinco anos quando a conduta resultar em lesão grave.
  • Reclusão de quatro a 12 anos quando a conduta resultar em morte.
  • Aumento de pena em situações específicas, como utilização por adultos na companhia de menores.
  • Penalidades específicas para adultos que venderem ou entregarem linhas cortantes a crianças e adolescentes.

O projeto também propõe medidas de conscientização relacionadas ao uso desses materiais por menores de idade.

Entretanto, essas penas ainda não estão em vigor.

Conforme a tramitação oficial consultada, o PL 3.129/2026 aguarda análise na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.

O texto ainda precisa passar pelas etapas legislativas necessárias para se tornar lei.

Assim, não seria correto afirmar que as penas previstas nessa proposta já se aplicam ao acidente de Paiçandu.

Consulte a tramitação oficial do PL 3.129/2026.

O que falta esclarecer sobre a investigação policial?

Para compreender as circunstâncias do acidente, ainda são necessárias informações oficiais da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Entre as principais perguntas estão:

  • Quem utilizava ou era responsável pela linha que atingiu a criança?
  • Qual foi a natureza exata da abordagem do homem mencionado pela imprensa?
  • Houve prisão em flagrante, liberação posterior ou outro procedimento?
  • Que materiais a polícia recolheu?
  • Existe laudo sobre a linha ou os objetos apreendidos?
  • Há alguma relação comprovada entre esses materiais e o acidente?
  • A fiscalização registrou infração administrativa conforme a Lei 20.264/2020?

As respostas permitirão diferenciar eventuais infrações administrativas, condutas criminosas e responsabilidades diretamente relacionadas ao ferimento.

Até lá, a investigação precisa respeitar a presunção de inocência e evitar acusações sem prova.

Onde denunciar o uso de cerol e linha chilena?

O Governo do Paraná mantém o serviço Disque-Denúncia 181, que recebe informações sobre comércio, fabricação e utilização de cerol e linha chilena.

O atendimento permite registrar denúncias sem a identificação pública do denunciante.

Além disso, a população pode utilizar o formulário eletrônico disponibilizado pelo Governo do Estado.

Consulte o serviço oficial de denúncias.

Entretanto, quando alguém estiver utilizando uma linha cortante em via pública e houver risco imediato, a orientação estadual é acionar a Polícia Militar pelo 190.

Em caso de ferimentos graves, a prioridade deve ser o atendimento de emergência pelo 192 ou 193.

Também é importante não tentar retirar linhas de postes ou redes elétricas, nem manipular materiais suspeitos sem proteção.

Como prevenir novos acidentes com linhas cortantes?

Empinar pipas é uma atividade recreativa, mas exige cuidados para evitar riscos a ciclistas, motociclistas, pedestres e outras pessoas.

Por isso, a orientação é não utilizar linhas com cerol, vidro, substâncias abrasivas ou qualquer outro material cortante.

Também é necessário evitar locais próximos ao tráfego de veículos e às redes de energia.

Além disso, materiais abandonados podem continuar oferecendo perigo mesmo depois que a brincadeira termina.

Quando houver suspeita de linha cortante em local público, moradores devem evitar o contato direto e buscar orientação das autoridades.

O acidente de Paiçandu reforça a necessidade de fiscalização e prevenção, mas a atribuição de responsabilidades individuais depende de investigação concluída.

Leia também no Maringá PR Notícias

Fontes e documentos oficiais

Fontes jornalísticas sobre a ocorrência

Redação Maringá PR Notícias.

Nota de transparência — 13 de outubro de 2026: esta reportagem consultou integralmente a lei estadual e a tramitação legislativa federal. As informações sobre atendimento médico e ocorrência policial foram obtidas por meio de veículos jornalísticos locais. A redação não recebeu diretamente boletim do Hospital Universitário, relatório do Samu, registro da PMPR ou manifestação da PCPR. Por isso, atribui essas informações às fontes consultadas, não confirma a situação atual do homem abordado e não afirma que o material eventualmente apreendido tenha provocado o acidente. Esta versão poderá ser atualizada com informações oficiais posteriores.

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