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UEM cobra providências após estudantes relatarem constrangimento e impedimento de voto na eleição para Reitoria

Reitoria pediu nova lista de eleitores que respeite o nome social; Universidade quer providências antes do segundo turno, marcado para 31 de agosto

A eleição para Reitoria da UEM ganhou um novo capítulo às vésperas do segundo turno. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) manifestou solidariedade a estudantes que, segundo a instituição, sofreram constrangimento público e/ou não conseguiram exercer o direito de voto no primeiro turno, em 17 de agosto.

O Gabinete da Reitoria divulgou a nota pública oficial na sexta-feira (21). No documento, a Universidade também informa que solicitou providências à Comissão Eleitoral.

Entre as medidas, a Reitoria pediu, em caráter de urgência, uma nova lista geral de eleitores que respeite o nome social registrado na Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA).

Além disso, a Universidade quer que a Comissão divulgue a relação com antecedência. Dessa forma, estudantes poderão conferir os dados e solicitar eventuais correções antes da nova votação.

A medida ganha importância porque o processo eleitoral ainda não terminou. O segundo turno ocorrerá em 31 de agosto e definirá a chapa vencedora da consulta para a gestão 2026-2030.

Resumo do que você vai encontrar

Nesta reportagem, você confere:

  • o que a Reitoria informou sobre os episódios no primeiro turno;
  • por que o nome social está no centro da discussão;
  • quais providências a Universidade solicitou;
  • o que ainda precisa de esclarecimento;
  • por que não é possível relacionar os casos ao resultado eleitoral neste momento;
  • e o que deve acontecer antes do segundo turno.

O que aconteceu no primeiro turno da eleição da UEM?

Na manifestação publicada pela Reitoria da UEM, a Universidade declara solidariedade aos estudantes que enfrentaram constrangimento público e/ou impedimento para exercer o voto.

A Reitoria também considerou pertinente a manifestação de descontentamento que estudantes fizeram durante a apuração do primeiro turno.

No entanto, a nota não informa quantos estudantes enfrentaram problemas, em quais seções ocorreram os episódios ou quantas pessoas deixaram efetivamente de votar.

Por isso, neste momento, não há base oficial para estimar o número de eleitores afetados.

Além disso, a Universidade informou que atua junto à Comissão Eleitoral para buscar providências antes da próxima votação.

Nome social está no centro da manifestação da UEM

O direito ao uso do nome social ocupa posição central na manifestação.

A própria Universidade cita a Resolução nº 030/2013-CEP, aprovada em dezembro de 2013. A norma regulamenta o uso do nome social por travestis e transexuais no âmbito da UEM.

Segundo a Reitoria, a resolução garante que a pessoa use o nome social e receba esse tratamento dentro do espaço universitário.

Portanto, a Universidade não discute a criação de um novo direito para o segundo turno. Pelo contrário, a manifestação trata do cumprimento de uma regra institucional que já existe.

Nesse contexto, a Reitoria pediu mudanças na preparação da nova votação.

UEM pede nova lista de eleitores antes do segundo turno

Entre as providências solicitadas, uma delas pode produzir efeito direto no segundo turno.

A Reitoria pediu que a Comissão Eleitoral emita, com urgência, uma nova lista geral de eleitores. Essa relação deverá respeitar o nome social que cada estudante registrou na Diretoria de Assuntos Acadêmicos.

Além disso, a Universidade solicitou divulgação antecipada da lista. Assim, integrantes da comunidade acadêmica poderão conferir os dados antes de comparecer às urnas.

Caso encontrem alguma divergência, os eleitores também deverão ter tempo para solicitar a correção.

A Reitoria ainda pediu que a Comissão Eleitoral se manifeste publicamente sobre o ocorrido. Da mesma forma, solicitou respostas às pessoas que encaminharam pedidos, denúncias ou reclamações por e-mail.

Consequentemente, a resposta da Comissão passa a representar um dos próximos capítulos do processo eleitoral.

⚠️ Atenção: o que precisa acontecer agora

Antes do segundo turno, a comunidade acadêmica deverá acompanhar principalmente a publicação da nova lista de eleitores.

Além disso, ainda será necessário esclarecer:

  • quando a Comissão divulgará a nova relação;
  • qual será o prazo para pedir correções;
  • quantas reclamações relacionadas ao nome social chegaram oficialmente à organização da eleição;
  • quantos estudantes deixaram efetivamente de votar;
  • e quais orientações as equipes responsáveis pelas mesas receberão para evitar novos problemas.

Essas respostas ajudarão a mostrar se as providências adotadas serão suficientes para a votação de 31 de agosto.

Os casos tiveram impacto no resultado da eleição?

Até agora, não há informação oficial que permita afirmar isso.

A nota da Reitoria não informa quantos votos deixaram de entrar na apuração em razão dos episódios. Além disso, o documento não estabelece relação entre as reclamações e o resultado das chapas.

Portanto, seria prematuro concluir que os casos mudaram ou poderiam ter mudado a classificação do primeiro turno.

O dado confirmado é outro: nenhuma chapa alcançou resultado suficiente para encerrar a disputa na primeira votação. Por isso, as duas mais votadas avançaram.

Quem disputa o segundo turno da UEM?

De acordo com o resultado oficial divulgado pela Universidade Estadual de Maringá, a Chapa 2 — Em Defesa da UEM, formada por Gisele Mendes de Carvalho e Geovanio Edervaldo Rossato, terminou o primeiro turno na liderança, com 38,7%.

Enquanto isso, a Chapa 3 — União e Modernização, formada por Romel Dias Vanderlei e Adriana Aparecida Pinto, terminou na segunda colocação, com 36,1%.

Consequentemente, as duas chapas seguem na disputa.

A comunidade universitária voltará às urnas em 31 de agosto para participar do segundo turno.

Por que a correção precisa ocorrer antes de 31 de agosto?

A proximidade da nova votação aumenta a importância das providências solicitadas pela Reitoria.

Primeiramente, a Comissão precisa organizar a relação dos eleitores. Depois, a comunidade universitária precisa ter oportunidade de conferir as informações.

Além disso, eventuais divergências precisam chegar aos responsáveis pela eleição antes da abertura das urnas.

Dessa maneira, a correção antecipada pode evitar que problemas relacionados à identificação apareçam somente no momento da votação.

O portal oficial das Eleições da UEM reúne documentos, informações e atualizações sobre o processo eleitoral.

Por isso, estudantes, professores e agentes universitários podem acompanhar o portal até o segundo turno.

📌 O que já sabemos e o que ainda falta saber

CONFIRMADO

A Reitoria manifestou solidariedade a estudantes que, segundo a nota oficial, sofreram constrangimento público e/ou impedimento do exercício do voto.

Além disso, a UEM possui regulamentação própria sobre o uso do nome social.

A Reitoria pediu uma nova lista geral de eleitores que respeite os registros existentes na DAA.

Também solicitou uma manifestação da Comissão Eleitoral e respostas às solicitações, denúncias e reclamações encaminhadas.

Por fim, o segundo turno ocorrerá em 31 de agosto.

AINDA PRECISA DE RESPOSTA

Quantos estudantes enfrentaram problemas?

Quantos deixaram efetivamente de votar?

Em quais locais ocorreram os episódios?

Quantas reclamações formais chegaram à Comissão Eleitoral?

Quando a nova lista ficará disponível?

Qual será o prazo para solicitar correções?

Quais medidas a Comissão adotará para evitar novos casos no segundo turno?

Dica do Editor

Quem integra a comunidade universitária e pode votar no segundo turno deve acompanhar as próximas publicações da Comissão Eleitoral.

Assim que a nova lista estiver disponível, vale conferir antecipadamente os dados.

Caso exista alguma divergência, o eleitor deverá procurar os canais oficiais indicados pela Universidade para pedir orientação ou correção.

Dessa forma, o problema poderá chegar aos responsáveis pela eleição antes do dia da votação.

Eleição mobiliza comunidade universitária

A eleição para Reitoria representa um dos principais processos internos da Universidade Estadual de Maringá.

Depois do primeiro turno, a disputa ficou concentrada entre Gisele e Geovanio, da Chapa 2, e Romel e Adriana, da Chapa 3.

Agora, além da campanha das duas chapas, a organização da eleição terá outro ponto de atenção: responder às questões apresentadas depois da votação de 17 de agosto.

Ao mesmo tempo, a publicação da nova lista mostrará como a Comissão Eleitoral atenderá à solicitação feita pela Reitoria.

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Maringá PR Notícias acompanha

A manifestação da Reitoria abre uma nova etapa na cobertura da eleição para Reitoria da UEM.

Agora, o próximo movimento deverá partir da Comissão Eleitoral. Entre os principais pontos estão a resposta às reclamações e a divulgação da nova lista de eleitores antes da votação.

Além disso, qualquer nova orientação sobre o uso do nome social ou sobre os procedimentos nas mesas poderá interferir na organização do segundo turno.

Por isso, o Maringá PR Notícias continuará acompanhando as publicações oficiais até a definição da nova Reitoria.

O segundo turno está marcado para 31 de agosto de 2026.

Fontes consultadas: Universidade Estadual de MaringáGabinete da Reitoria; Comissão Eleitoral da UEM; Portal de Eleições da UEM.

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