Educação

UniCesumar desliga alunos de Medicina após mensagens discriminatórias em Maringá

Universidade concluiu sindicância interna e aplicou desligamentos, suspensões e advertências. Denúncias de ataques a bolsistas do Prouni e beneficiários do Fies também chegaram ao Ministério Público Federal.

A UniCesumar, em Maringá, anunciou na sexta-feira (30 de outubro) o desligamento de estudantes de Medicina envolvidos em mensagens discriminatórias compartilhadas em um grupo de WhatsApp. A decisão ocorreu após a conclusão de uma sindicância interna aberta pela instituição para investigar as denúncias.

Além dos desligamentos, a universidade aplicou suspensões e advertências, conforme a gravidade das condutas identificadas. A Reitoria adotou as medidas recomendadas pela Comissão de Sindicância, com base no Regimento Interno.

A instituição não divulgou a quantidade de alunos punidos nem suas identidades.

Entenda as denúncias

O caso ganhou repercussão depois que estudantes denunciaram mensagens ofensivas direcionadas a colegas beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Segundo as denúncias divulgadas pela imprensa, as conversas continham comentários depreciativos sobre a condição socioeconômica e a origem regional dos estudantes, além de referências ao nazismo.

Os relatos também apontam que parte das mensagens circulou após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Universidade concluiu investigação interna

Em comunicado divulgado em 30 de outubro, a UniCesumar confirmou que a comissão responsável pela sindicância recomendou medidas disciplinares posteriormente aprovadas pela Reitoria.

As punições incluíram desligamentos do quadro discente, suspensões e advertências.

Em posicionamento anterior, de 27 de outubro, a universidade esclareceu que o grupo de WhatsApp não era um canal oficial da instituição e que a participação ocorria mediante convite dos integrantes.

Caso também chegou ao Ministério Público Federal

As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público Federal no Paraná.

Conforme informações divulgadas pela imprensa local, o MPF confirmou o recebimento e a autuação de uma representação relacionada ao episódio. Até 29 de outubro, o procedimento estava em fase de análise.

A sindicância administrativa da universidade e a análise do Ministério Público são procedimentos distintos. As sanções acadêmicas não representam, por si só, uma condenação criminal.

Conselho de Medicina se manifestou

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se pronunciou sobre o episódio.

A entidade destacou a incompatibilidade de comportamentos discriminatórios com os princípios éticos e humanísticos que devem orientar a formação médica.

Organizações estudantis igualmente divulgaram manifestações de repúdio às condutas denunciadas.

Apoio aos estudantes

A UniCesumar informou que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME) permanece disponível para acolhimento, orientação e suporte.

Os contatos divulgados são:

  • WhatsApp: (44) 99122-3957
  • Telefone: (44) 3027-6360, ramal 2870

O que ainda precisa ser esclarecido

A universidade não informou publicamente o número exato de estudantes desligados, suspensos ou advertidos.

Também permanece pendente uma atualização oficial sobre os encaminhamentos do procedimento recebido pelo Ministério Público Federal.

O Maringá PR Notícias continuará acompanhando os desdobramentos do caso.

O que se sabe e o que ainda não foi divulgado

  • Confirmado pela instituição: conclusão de sindicância e aplicação de desligamentos, suspensões e advertências.
  • Não informado: quantidade de estudantes em cada modalidade de sanção.
  • Em acompanhamento: desdobramentos da representação encaminhada ao Ministério Público Federal.

Fontes e documentos

Leia também

Postagens relacionadas

Residência Médica UEM 2027 tem 33 vagas; pedido de isenção começa segunda

Gismael Gomes

UEM oferece 160 vagas em Licenciatura em Computação e prorroga inscrições; veja como participar

Gismael Gomes

UEM abre seleção no PET/Economia com bolsa de R$ 700 e seis vagas voluntárias

Gismael Gomes

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você concorda com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Leia Mais

Política de Privacidade e Cookies