Imóvel ao lado do Parque Alfredo Nyffeler está sem uso, acumula relatos de lixo e furtos de fiação e poderá ser reativado como Base Norte do Samu; Município ainda não informou prazo para as obras
MARINGÁ — A Prefeitura de Maringá avalia reativar como Base Norte do Samu a antiga estrutura localizada ao lado do Parque Alfredo Werner Nyffeler. No entanto, o Município ainda levanta os custos da reforma e não apresentou prazo para iniciar ou concluir as intervenções.
A situação do imóvel chegou formalmente à Câmara Municipal por meio do Requerimento nº 452/2026, de autoria do vereador William Gentil.
O pedido cobra informações da Prefeitura sobre a previsão de recuperação, reforma, readequação ou nova destinação de uso para a antiga base.
A Câmara aprovou o requerimento em discussão única em 25 de agosto.
Consulte a tramitação do Requerimento nº 452/2026
Prefeitura trabalha com possibilidade de reativar a Base Norte
Em resposta divulgada nesta semana, a Prefeitura informou que o imóvel pertence ao Município e que a Secretaria de Saúde prepara um plano de ação para recuperar o espaço.
Segundo a administração, a intenção é fazer o prédio voltar a funcionar como Base Norte do Samu.
Por enquanto, porém, o retorno depende de planejamento, definição de custos e execução das obras.
A Prefeitura também informou que articula o projeto com a Secretaria de Obras Públicas e Serviços Públicos.
Gestão anterior iniciou obra, mas não concluiu
Outro ponto relevante aparece na manifestação do Município.
Segundo a Prefeitura, a gestão anterior iniciou uma intervenção no imóvel, mas não concluiu os serviços.
Além disso, a atual administração informou que encontrou o local sem contrato vigente que permitisse simplesmente retomar a obra.
Por isso, o Município refaz o planejamento da intervenção e calcula quanto precisará investir para recuperar o prédio.
Até agora, entretanto, a Prefeitura não divulgou um valor estimado para a nova reforma.
Câmara cobrou explicações em agosto
O vereador William Gentil apresentou o Requerimento nº 452/2026 em agosto.
Na ementa, ele pede que o Executivo informe se existe previsão para recuperar, reformar, readequar ou dar nova destinação à antiga base do Samu, localizada ao lado do Parque Alfredo Werner Nyffeler, conhecido como Buracão.
Veja a pauta oficial da sessão em que o requerimento foi aprovado
O texto cita expressamente o estado de abandono do imóvel.
Assim, a cobrança legislativa não se limita à eventual volta do Samu. Ela também busca definir uma função para um patrimônio público atualmente sem uso.
Moradores relatam lixo, queima de resíduos e furtos
Enquanto a reforma não avança, moradores do entorno relatam problemas de conservação e segurança.
Entre as situações apontadas estão acúmulo de lixo, queima de resíduos e furtos de fiação no imóvel.
Além disso, a proximidade com o Parque Alfredo Nyffeler amplia a circulação de pessoas pela região.
Por isso, o estado do prédio chama atenção tanto pela possível utilização na área da saúde quanto pelo impacto urbano de manter uma estrutura pública ociosa.
Base Norte pode reduzir deslocamentos do serviço?
A possível retomada do espaço como Base Norte abre uma questão importante para a população da região.
Uma base operacional do Samu na Zona Norte pode, em tese, melhorar a distribuição territorial das equipes e reduzir deslocamentos em determinadas ocorrências.
No entanto, a Prefeitura ainda não divulgou estudo público que mostre qual área a unidade atenderia, quantas ambulâncias ficariam no local ou qual impacto espera nos tempos de resposta.
Esses dados são importantes porque a utilidade de uma nova base depende não apenas da reforma do imóvel, mas também da estrutura operacional que o Município pretende instalar.
Município ainda não informou prazo
Neste momento, a Prefeitura realiza o levantamento dos custos necessários para a intervenção.
Entretanto, a manifestação divulgada até agora não informa:
- valor estimado da reforma;
- fonte dos recursos;
- prazo para conclusão do projeto;
- data prevista para licitação ou contratação;
- cronograma da obra;
- número de ambulâncias que poderão operar na Base Norte;
- quantidade de profissionais previstos para a unidade.
Portanto, a possibilidade de reativação existe, mas o Município ainda não apresentou um cronograma público para o retorno do serviço.
Contrato anterior ainda precisa ser identificado
A informação de que a gestão anterior iniciou uma obra e não concluiu os trabalhos abre outra frente de apuração.
Para reconstruir o histórico do imóvel, ainda é necessário identificar qual contrato ou ordem de serviço autorizou a intervenção, qual empresa executou os trabalhos, quanto o Município contratou, quanto efetivamente pagou e por que os serviços não chegaram ao fim.
Esses documentos também poderão mostrar qual era o escopo original da obra e quanto do projeto anterior chegou a ser executado.
O Maringá PR Notícias seguirá buscando essas informações nos registros de contratos, empenhos e processos administrativos do Município.
O que ainda precisa ser esclarecido
A retomada da Base Norte depende de respostas objetivas.
Primeiro, o Município precisa informar quanto custará recuperar o imóvel.
Depois, deverá explicar como pretende contratar a obra e qual prazo considera viável para conclusão.
Além disso, a Prefeitura ainda precisa detalhar qual estrutura operacional pretende instalar no local.
Por fim, permanece aberta a questão sobre o contrato anterior e os motivos que impediram a conclusão da intervenção iniciada na gestão passada.
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Fontes
Câmara Municipal de Maringá — Requerimento nº 452/2026
Câmara Municipal de Maringá — Ordem do Dia de 25 de agosto
Maringá Mais — antiga base do Samu e resposta da Prefeitura
Redação — Maringá PR Notícias
